quinta-feira, 24 de novembro de 2016

REENCARNAÇÃO - Richard Simonett

1 – O tema reencarnação é sempre evocado quando se fala em Espiritismo. Trata-se de um dogma espírita?
A reencarnação não é simples princípio espírita e muito menos um dogma religioso. Trata-se de uma lei divina que envolve a evolução dos Espíritos. O Espiritismo apenas a enuncia.

2 – Seria, então, um tema de caráter científico?
Sem dúvida. Mais cedo ou mais tarde a Ciência comprovará que retornamos à carne muitas vezes, no desdobramento de experiências necessárias à nossa evolução.

3 – Se a reencarnação é uma lei divina, por que não foi adotada pelas religiões?
Isso não é novidade. Princípios bem mais palpáveis, sob o ponto de vista científico, como os movimentos de rotação e translação da Terra foram rejeitados pela religião durante séculos. Galileu Galilei, que acumulou provas matemáticas desses movimentos, teve que desdizer-se para não ser conduzido à fogueira, porquanto os teólogos insistiam na tese inconsistente de que a Terra era imóvel e o centro do Universo.

4 – Qual a finalidade da reencarnação?
Promover nossa evolução. No estágio primário de evolução em que nos encontramos, necessitamos das limitações impostas pela carne, que agitam nossa alma ao mesmo tempo em que nos habituam às disciplinas do trabalho. A simbologia bíblica – ganhar o pão de cada dia com o suor do rosto – nos dá uma idéia a respeito do assunto.

5 – Se a reencarnação é uma lei divina, é possível comprovar sua existência com os recursos da ciência?
Como não podemos levar a alma para o laboratório, submetendo-a a testes variados, devemos buscar essa comprovação nas experiências de vida, envolvendo crianças que recordam existências passadas, regressão de memória por hipnose ou técnicas de relaxamento, crianças dotadas, marcas de nascença… No somatório, fatos dessa natureza falam bem alto sobre a realidade da reencarnação.

6 – Nota-se que quem não está familiarizado com a reencarnação tem dificuldade para conceber que possa ter sido outra pessoa. Como explica-la de forma objetiva e clara?
Imaginemos um ator desempenhando sucessivos papéis – homem, mulher, velho, criança, europeu, asiático, branco, negro, são, doente… Mudará de trajes e de aparência, mas será sempre ele mesmo, transvestido. Assim é o Espírito, que assume sucessivas personalidades, mas é sempre a mesma individualidade.

7 – A questão crucial é o esquecimento. Por que não lembramos conscientemente das existências pregressas se somos sempre a mesma individualidade?
O esquecimento funciona em nosso benefício, por inúmeras razões. A principal é que se lembrássemos haveria um sobreposição de experiências que nos perturbaria. Há pessoas que vão parar em hospitais psiquiátricos por lembrarem da existência passada, embaralhando duas personalidades em sua cabeça. Imaginemos se isso ocorresse em relação a incontáveis personalidades de vidas anteriores…

8 – De que valem as experiências reencarnatórias, se não guardamos lembrança delas?
Guardamos seu substrato, a manifestar-se em tendências e vocações. Ninguém revela facilidade para determinada atividade por mero condicionamento genético. Tudo é fruto de experiências passadas, envolvendo, inclusive, o relacionamento afetivo e familiar. Tendemos a reencontrar afetos e desafetos do pretérito, a fim de consolidar afeições e desfazer aversões. Não lembramos, mas experimentamos sentimentos muito fortes, que transcendem o presente. Remontam a vivências anteriores.

Livro Espiritismo, Tudo o que você precisa saber 

http://www.richardsimonetti.com.br/pingafogo/exibir/126




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