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domingo, 14 de fevereiro de 2016

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA LIVRO 1 – CAP 4

(utilize o site: ifevale.org.br)
 PERÍODOS DA FILOSOFIA - PRINCIPAIS FILÓSOFOS 
  
BIBLIOGRAFIA  A HISTÓRIA DA FILOSOFIA E OS PRINCIPAIS FILÓSOFOS – Alan Krambeck
CONVITE À FILOSOFIA – Marilena Chauí – Ática Editora
 FUNDAMENTOS DA FILOSOFIA – Gilberto Cotrim – Editora Saraiva
 
 REFLEXÃO 
CADA ÉPOCA APRESENTA SUA FILOSOFIA? 
Vemos a Filosofia caminhar lado a lado com a História da Humanidade. Poderia ser diferente? Cada momento da história do homem o contexto muda e com ela a problemática humana.  A Filosofia questiona tudo que ocorre na cultura das sociedades e suas respostas irão influir na etapa seguinte da História. Concluímos que existe um casamento constante entre esses dois campos do conhecimento?  
TEMA 
“As adversidades são como as facas que nos podem ser úteis ou nos cortar, depende de onde seguramos, no cabo ou na lamina”.
 
1ª PARTE – OBJETIVO DESTA AULA 
 Esta aula tem por objetivo definir os períodos da História da Filosofia bem como as principais correntes filosóficas, interpretar o pensamento dos principais filósofos de cada época e reconhecer a problemática filosófica em cada período da história do homem.
  
2ª PARTE – INTRODUÇÃO    A História da Filosofia, como toda divisão cronológica, é uma opção arbitrária de quem estabelece os pontos de ruptura para justificar as separações entre um período e outro. É claro que esta “arbitrariedade” esta sustentada em algum princípio que permite aproximações entre os temas, características e proposições dos autores. Neste caso, as periodizações da História da Filosofia devem ser buscadas nos critérios de quem as fez, mais do que nas relações dos próprios filósofos, que ao escreverem não estavam preocupados em pertencer a um período específico.  Na realidade, o objetivo dessa divisão tem um caráter didático, facilitando assim a abordagem dos problemas de cada época histórica.
  
3ª PARTE – HISTÓRIA E FILOSOFIA 
 Como foi dito a História da Filosofia divide-se conforme a própria História possuindo assim quatro grandes períodos: Antigo, Medieval, Moderno e Contemporâneo. Dentro destes, existem sub- divisões particulares da Filosofia que caracterizam os períodos menores ou correntes filosóficas.
 Abaixo traçaremos uma linha do tempo onde poderemos visualizar cada período filosófico bem como as correntes das diferentes escolas:     
 Abaixo da linha do tempo se encontram as principais correntes filosóficas de cada período. 

4ª PARTE – HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA E PRINCIPAIS FILÓSOFOS    
 Este período ocorre principalmente na Grécia Antiga e no seu final se desloca para a Itália devido a influencia política e econômica do Império Romano. Ele se estende do século VII aC ao século V dC. A Grécia Antiga é considerada a atual Grécia, o sul da Itália (Magna Grécia) e a região oeste da Ásia Menor (Jonia).  Quatro são as principais correntes de pensamento neste período: o Pré-socrático ou Naturalista, o Antropológico, o Sistemático, o Helenismo e o período Greco-Romano.  Os interesses do período pré-socrático estão voltados à natureza e busca conhecer o mundo (o cosmos ou a phisys) e os princípios (a arché) que o sustentam. Neste período temos os filósofos naturalistas: Tales de Mileto (623-546aC), Anaximandro de Mileto (610-547aC) e Anaxímenes de Mileto (588-524aC).  A outra corrente do período pré-socrático e a escola pitagórico devido ao seu principal filosofo Pitágoras Samos (570-490aC) que se estabeleceu na Magna Grécia.  Após o pensamento pitagórico seguem-se Heráclito de Éfeso (540-480aC) e os pensadores de Eléia, Parmênides (510-470aC) seu discípulo Zenão (488-430aC) e Empédocles de Agrigento (490- 430aC).
Séc VII aC
Séc V dC
Séc XV dC
Séc XIX dC Antigo Medieval Moderno Contemporâneo
Pré-Socrático Sistemático Helenismo Greco-Romano
Patrística Escolástica
Renascimento Racionalismo Empirismo Iluminismo
Idealismo Positivismo Existencialismo
 Para encerrar o pensamento naturalista ou cosmológico se apresentam os pensadores mecanicistas, Leucipo de Abdera (450-420aC), Anaxágoras de Clazomena (500-428aC) e Demócrito de Abdera (460-370aC).  No período sistemático temos os sofistas com Protágoras de Abdera e Górgias de Leontini, em seguida Sócrates de Atenas (469-399aC), seu discípulo, Platão de Atenas (427-347aC) e se encerra com Aristóteles de Estagira (384-322aC), este, discípulo de Platão.  O Helenismo foi o período macedônico da Grécia, ou seja, quando houve a expansão da cultura grega no mundo conhecido, foi quando surgiram escolas oriundas dos ensinos de Sócrates e Platão. São elas: o hedonismo, o epicurismo, o estoicismo, o cinismo e o ceticismo entre outras.  A Filosofia Antiga se encerra com o período greco-romano que entra na era cristã onde a Filosofia se desloca para o oriente, para a África e para o ocidente. Os principais filósofos deste período são: Sêneca, Cícero, Plotino e Plutarco. A difusão e a consolidação do Cristianismo através da Igreja Católica atuaram no sentido de dissolver a força da filosofia grega clássica, que passou a ser qualificada de pagã.
 
5ª PARTE – HISTÓRIA DA FILOSOFIA MEDIEVAL E PRINCIPAIS FILÓSOFOS   A Filosofia Medieval é marcada pela influencia da Igreja Católica Romana a qual colocou a Filosofia a serviço da Teologia. A Filosofia não podia questionar as idéias aceitas pela religião. Estas amarras encontradas na busca da Verdade apresentaram uma estagnação no pensamento filosófico. Este período vai do século V ao século XV.  Duas foram as principais correntes neste período: a Patrística formulada pelos padres ou doutores da Igreja e a Escolástica que procuravam conciliar Fé e Razão.  Os dois principais filósofos desta época são: Agostinho de Hipona (354-430dC) e Tomas de Aquino (1226-1274dC).  Outros pensadores também se destacam neste período Boécio (Itália), Abelardo (França). Um núcleo filosófico-teológico importante surgiu junto a Universidade de Oxford do qual despontaram vários pensadores: Roger Bacon (1214-1292), Boaventura (1240-1284) e Guilherme de Ockham (1285-1349).
 
6ª PARTE – HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA E PRINCIPAIS FILÓSOFOS 
 Com o Renascimento (séculos XV e XVI) inspirado no Humanismo se inicia a Filosofia Moderna e se encerra com o Iluminismo (século XIX). Descartes (1596-1650) e Hegel (1770 -1831) são os iniciante e finalizador do período.  O pensamento filosófico vai se centrar no como conhecer. Surgem assim duas correntes contrarias para explicar o mecanismo que o homem utiliza para obter conhecimento. São elas, o Racionalismo e o Empirismo. As Ciências adquirem força nesse período com Galileu (1564-1642) e Isaac Newton (1642-1727).  Os principais filósofos da corrente racionalista são: Descartes (França 1596-1650), Espinosa (Holanda 1632-1677), Leibniz (Alemanha 1646-1716), e os da corrente empirista destacam-se: Locke (Inglaterra 1632-1704), Berkeley (Irlanda 1685-1753) e Hume (Escócia 1711-1776).  O período se encerra com o Iluminismo trazendo uma saída através de Kant para o impasse racionalismo e empirismo. O Iluminismo, um movimento cultural do século XVIII, tem como base a crescente ascensão da burguesia na Europa e todo desenvolvimento cultural dela resultante: a evolução das ciências, o progresso material, a igualdade jurídica, a tolerância religiosa, a liberdade pessoal e social e a propriedade privada. Destacam-se neste movimento Montesquieu (1689-1755), Rousseau (1712-1778) e Adam Smith (1723-1790). 

7ª PARTE – HISTÓRIA DA FILOSOFIA CONTEPORANEA E PRINCIPAIS FILÓSOFOS    No final do século XVIII, a expansão do capitalismo na Inglaterra e a Revolução Francesa mostram a turbulência cultural no seio da Europa no final do século XVIII e século XIX. A partir daí é quase impossível estabelecer uma unidade para o pensamento filosófico. Surgiram inúmeras correntes nesse período.  O movimento filosófico mostra dois extremos: o primeiro afirmando que a Filosofia deveria transformar o mundo e não simplesmente interpretá-lo, colocação de Marx (Alemanha 1818-1883) e
Engels (Alemanha 1820-1895). No outro extremo, Augusto Comte e seu Positivismo conservador defendendo a suas leis sociais e a necessidade de ordem para o progresso.  Ainda no século XIX estão as origens do pensamento existencialista do qual Sartre (França 1905-1980) é o principal representante no século XX.  No período entre as duas guerras mundiais surge a Escola de Frankfurt com Horkheimer, Adorno, Marcuse e Benjamin levantando questões sobre a Estética, Linguagem e Cultura. Eles criticam a sociedade de consumo em massa.  Neste período surge o Romantismo no final do século XVIII e se desenvolve durante todo século XIX que reage contra o espírito racionalista.  Hegel que encerra o período moderno tem forte influencia no período seguinte, o Contemporâneo, quer seja de apoio, quer seja de oposição. Entre os oposicionistas temos Feuerbach (Alemanha 1804-1872) dando base ao Materialismo e outro oposicionista Schopenhauer (Alemanha 1788-1860) com a visão pessimista da vida e o pensamento da vontade do homem. Outros filósofos contemporâneos são: Kierkegaard (Dinamarca 1813-1858), Nietzsche (Alemanha 1844-1900) crítico da tradição filosófica ocidental, Husserl (Alemanha 1859-1938) e Heidegger (Alemanha 1889-1976).
 
8ª PARTE – CONCLUSÃO 
 Estes períodos mostram a evolução do pensamento filosófico desde a antiguidade aos dias atuais. Ele se inicia com o questionamento dos mitos (alias, seria muito próprio à filosofia questionar os dogmas nos dias atuais) voltando-se para a Cosmologia, na procura do entendimento do mundo sua constituição. Volta-se para o Homem depois para a Felicidade e em seguida para Deus.  No inicio da idade moderna, busca o conhecimento, a possibilidade e as formas que o homem tem para adquirir conhecimento do mundo que o rodeia.  Apos o surgimento das diferentes ciências nascidas no seio da Filosofia ela se subdivide em vários campos de investigação: o Positivismo de Augusto Comte, o Evolucionismo de Darwin e Spencer, o Materialismo de Marx e Engels, o Existencialismo de Kierkgaard e Sartre, a Fenomenologia de Husserl, a Filosofia Espírita de Kardec e Leon Denis, o Voluntarismo de Schoppenhauer, a Filosofia da Vida de Bergsson e o Existencialismo Espírita de Herculano Pires. 
Alan Krambeck  

9ª PARTE:  MÁXIMA / LEITURAS E PREPARAÇÃO PARA A PRÓXIMA AULA 
Próxima aula: 
Livro 1 – Cap. 5: Filósofos Pré Socráticos 
Leitura:   A HISTÓRIA DA FILOSOFIA E OS PRINCIPAIS FILÓSOFOS – Alan Krambeck  CONVITE A FILOSOFIA – Marilena Chauí  OS PENSADORES – Pré-Socráticos – Nova Cultural      NOÇÕES DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA – Manuel P. São Marcos – FEESP 
 C – Preparar para a próxima aula um resumo de 5 a 10 linhas sobre o seguinte tema: 
  “As adversidades são como as facas que nos podem ser úteis ou nos cortar, depende de onde seguramos, no cabo ou na lamina”. 

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