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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Um conceito fundamental de Allan Kardec em A Gênese foi adulterado!


A adulteração de A Gênese em sua quinta edição alterou extirpou conceitos doutrinários. Eles ficaram desconhecidos por 150 anos! Está na hora de recuperá-los. Conheça um deles agora.

Os dogmas religiosos das mais diferentes religiões ancestrais afirmam que Deus nos deu o livre-arbítrio com a condição de que devemos obedecê-lo fielmente. Quem escolher errado, será castigado, sofrerá a queda, enfrentando as dores, ignorância, medo, todo tipo de abandono e sofrimento no mundo. Depois arrependido, Deus dá como recompensa a beatitude eterna!

Allan Kardec, em A Gênese, desmontou esse raciocínio, demonstrando que o livre-arbítrio não foi uma dádiva divina, mas uma conquista progressiva do espírito, por seu esforço, em suas reencarnações. Mas onde está esse ensinamento? Procure no livro inteiro e você não vai encontrar!

Foi retirado da edição adulterada em 1872, que não foi feita por Kardec. Quem retirou o trecho certamente acreditava na queda, no castigo divino, num deus vingativo!

Vejamos uma comparação com A Gênese original de Kardec.
Capítulo 3, item 9. Em A Gênese adulterada, termina o parágrafo com a seguinte frase:
“O instinto se enfraquecer, ao contrário, à medida que a inteligência se desenvolve, porque assim domina a matéria”.
Mas não foi o que Kardec escreveu na edição original, onde completa:
“O instinto se debilita, ao contrário, à medida que a inteligência se desenvolve, porque assim domina a matéria; com a inteligência racional, nasce o livre arbítrio o qual o homem usa a seu capricho; então, exclusivamente cabe a ele a responsabilidade dos seus atos”.
Veja que ensinamento extraordinário!
Há uma transição natural da condição animal para o espírito humano. Nada é brusco na natureza!

Se por um lado a inteligência enfraquece os instintos, por outro vai conquistando a liberdade de escolher, o livre arbítrio! Ou seja, somente na medida desse progresso, vai sendo responsável pelos seus atos!

É o fim do conceito do pecado, do carma, da queda, do pecado original, do castigo divino e de todos esses dogmas da antiguidade!

O ato errado não gera castigo por uma lei implacável. A responsabilidade é progressiva, na medida da conquista do livre arbítrio. Por isso, quando o espírito sabe o que está fazendo, é inteiramente responsável pelas suas escolhas. O sofrimento é inerente à Imperfeição. E Deus, infinitamente bom, sabe que o destino de todos nós é o caminho do bem.

Esse é um novo ensinamento para os espíritas!
Precisamos restaurar A Gênese original de Allan Kardec, para que essa passagem fundamental, e as outras centenas delas adulteradas, possam ser lidas, estudadas, divulgadas, nos grupos espíritas brasileiros.

Então, quem tem alguma dúvida sobre o valor da restauração da edição original de A Gênese de Allan Kardec, sugerimos: Na dúvida, ficamos com Kardec!

(Por Paulo Henrique de Figueiredo, autor de Mesmer – A ciência negada do magnetismo animal e Revolução Espírita- A teoria esquecida de Allan Kardec)


Extraído http://revolucaoespirita.com.br/um-conceito-adulterado/

Alteração da obra A Gênese: Entenda seu processo histórico

Enviado em 25 de maio de 2018 | Publicado por Rádio Boa Nova

A Alteração da obra de Allan Kardec, A Gênese, é um assunto importante para ser entendido e debatido dentro do Movimento Espírita. No dia 26 de Maio a Fundação Espírita André Luiz lança a Primeira Publicação Brasileira da Obra Original.
Esse processo histórico é explicado pelo pesquisador Espírita, escritor e comunicador da RBN e TV Mundo Maior, Paulo Henrique de Figueiredo.
Paulo Henrique esteve engajado no processo de pesquisa e entendimento da alteração dos textos de Kardec. Entenda mais:


Como ocorreu o processo de publicação da obra A Gênese por Allan Kardec?

Allan Kardec lançou A Gênese no dia 6 de janeiro de 1868 e anunciou na Revista Espírita. Nela Kardec colocou os trechos originais, o sumário e essa primeira edição que vendeu muito rápido.
No mês seguinte ele já pediu uma segunda edição, mas o que Kardec fez foi comprar a matriz da Gênese (Sistema de impressão com placas metálicas). Quando fosse fazer as reimpressões não teria o custo de elaborar a matriz. Comprando a matriz é possível fazer várias reimpressões com um custo menor.  

Há diferenças entre as quatro primeiras edições da obra A Gênese, publicadas por Allan Kardec?

Kardec fez realmente 4 edições, porém, as 3 edições depois da primeira foram apenas novas cópias da mesma matriz. A última reimpressão ele pediu em fevereiro de 1869, segundo os registros e documentos encontrados pela diplomata Simoni Privato Goidanich, registrados em seu livro O Legado de Allan Kardec.
No Livro Simoni Privato foi atrás dos registros, depósito de obra e pedido de edição e encontrou todos os documentos originais. Então a autorização de 2000 mil exemplares da 4° Edição foi pedida em fevereiro de 1869, porém Kardec desencarnou em março do mesmo ano fazendo que essa edição não fosse anunciada na Revista Espírita. Mesmo com isso, comparando os exemplares todas as quatro edição são idênticas.   

Em quais circunstâncias ocorreu a publicação da 5° Edição?

Simoni Privato também foi atrás dos documentos da 5° Edição e encontrou o pedido de produção desta edição e o depósito legal por conta do novo conteúdo. Esse processo ocorreu em 1872, 3 anos após a morte de Kardec.
Em julho de 1869, Amélie Boudet, esposa de Allan Kardec, passou os clichês (placas de metal destinados à impressão de textos em prensa tipográficas) por documentos para a Sociedade Anônima de continuidade das obras de Allan Kardec.
Então a Sociedade Anônima recebeu os clichês da Gênese equivalentes a 4° Edição, que era a 1° Edição original. Portanto, essas alterações não foram feita nem por Kardec, nem com autorização dele. As alterações foram feita de forma deliberada em 1872 e o responsável pela edição foi o Pierre-Gaëtan Leymarie, então administrador da Sociedade Anônima, mas não se sabe a autoria da 5° Edição.

Qual a diferença da 5° Edição alterada para as publicações originais de Allan Kardec?

Essa alteração suprimiu trechos e acrescentou outros. Alguns dos acrescentados foram retirados da Revista Espírita. Porém, era material que não tinha em vista publicar e alguns trechos alteram significativamente o conteúdo da Gênese.
Leia mais: A Gênese Original: Entenda quais foram suas alterações

Quais as intenções da Sociedade Anônima com a alteração da obra?

Um trecho suprimido indicaria o porquê das alterações. Um grupo ligado à Sociedade, e o próprio administrador Leymarie, se tornaram, depois desse período, defensores de Roustaing.
Jean Baptiste Roustaing escreveu um livro chamado Os Quatro Evangelhos, que pretendia ser a versão da moral adequada e não a proposta por Allan Kardec.
Aqueles que eram ligados a Roustaing acreditavam que seria ele, e não Kardec, que daria a proposta da moral. E esse livro é o inverso do que Kardec propôs. No livro Os Quatro Evangelhos a encarnação é a culpa, sendo todos que nascem no planeta Terra são espíritos maus e estão aqui para pagar os erros cometidos por meio do sofrimento.
Leia também: Espiritismo e o Roustainguismo – Mundo Maior em Debate
Isso é absolutamente inverso e esse livro diz que o livre-arbítrio é dado ao ser humano por Deus e se ele errar tem culpa por isso, aproximando do pecado católico. Quando é retirado o trecho que explica o livre-arbítrio como uma conquista progressiva e deixa o livre-arbítrio e o senso moral como centelha divina aproxima-se mais do pensamento de Roustaing.

Qual a importância de resgatar a obra original?

É importante, pois agora podemos mergulhar num estudo profundo. A Feal está fazendo um benefício para o Movimento Espírita inigualável. Resgatando a obra original pode-se comparar e conhecer esses trechos novos e ressignificar o nosso entendimento da moral e do Espiritismo.
Justamente os trechos suprimidos tratam do que o Espiritismo se reflete em nosso dia a dia. Após o lançando do livro, no próximo dia 26, poderemos estudar e refletir  esse trabalho desenvolvido na obra original de Allan Kardec, A Gênese.
Para saber mais sobre o assunto assista ao Mundo Maior em Debate:

 Parte 1



Parte 2


Parte 3


sábado, 28 de abril de 2018

Espiritismo, kardecismo, umbanda

Não podem ser entendidos como iguais, pois as distinções se verificam na origem, na doutrina e na prática
Muitas pessoas ainda confundem Espiritismo com crenças e práticas que, na verdade, nada tem com a Doutrina Espírita – e já podemos esclarecer que as denominações corretas são Espiritismo ou Doutrina Espírita, e que seus adeptos são espíritas ou espiritistas.

É uma doutrina formada por um conjunto de princípios filosóficos, científicos e religiosos (ou de consequências morais), cujo marco inicial foi o lançamento de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, por Allan Kardec (pseudônimo do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail). Isso aconteceu na França, mais particularmente em Paris, em meados do século 19, depois de pouco mais de dois anos de intensas investigações e observações dos fenômenos de ordem mediúnica (ou espiritual). O Espiritismo, portanto, não é obra de um homem, e sim dos Espíritos, que através de diversos médiuns ditaram as instruções, os esclarecimentos, os ensinos. Coube a Kardec organizar, selecionar, pensar, perguntar e publicar, motivo pelo qual ele sempre insistiu em dizer que o Espiritismo é doutrina dos Espíritos.

Podemos agora fazer outro esclarecimento: não existe kardecismo e, portanto, também não existem kardecistas. Existem Espiritismo e espíritas, e ponto final.

A palavra kardecismo nos remete ao entendimento da existência de uma doutrina formulada por Allan Kardec, o que não existe, não é verdadeiro. A doutrina partiu dos Espíritos, dos seres humanos que se encontram desencarnados, vivendo no mundo (ou dimensão) espiritual, e possui quatro princípios básicos que sustentam todo o edifício doutrinário:

1 – Deus – como Pai e Criador de tudo o que existe no universo.
2 – Imortalidade da alma – proclamando a vida depois da morte, que é apenas do corpo físico (orgânico).
3 – Comunicabilidade – a comunicação entre desencarnados e encarnados através da mediunidade.
4 – Evolução – porque todos somos destinados à perfeição.

A partir desses quatro princípios básicos outros se desdobram, como reencarnação, livre-arbítrio, lei de causa e efeito, entre outros, que estão muito bem estudados e consolidados nas demais obras de Allan Kardec, a chamada codificação espírita, composta por: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Devemos também destacar, por sua importância, os livros O que é o Espiritismo, Obras Póstumas e a coleção da Revista Espírita, publicação mensal que Kardec dirigiu de 1858 a 1869, quando desencarnou no final do mês de março.

E com relação à umbanda? Umbandistas não são também espíritas? Com todo respeito aos nossos irmãos umbandistas, às suas crenças e práticas, a bem da verdade devemos esclarecer que não, eles não são espíritas. Espírita é aquele que estuda e pratica o Espiritismo, conforme seus princípios publicados nas obras assinadas por Allan Kardec. Aquele que se insere na umbanda é, apenas, umbandista. O que acontece é que muitos templos umbandistas utilizam, de forma indevida, a expressão espírita, causando uma certa confusão entre os adeptos das duas doutrinas e, principalmente, entre os leigos.

Mas não existem pontos de contato entre Espiritismo e umbanda? Sim, isso é verdade, mas nem por isso se confundem. São distintas na origem, na doutrina e na prática. O Espiritismo não possui nenhum tipo de ritual. Não utiliza roupas especiais, paramentos, incensos etc. A umbanda surgiu do sincretismo religioso entre crenças e rituais trazidos pelos negros escravizados da África, com as crenças e rituais do catolicismo, que à época era a religião oficial brasileira nos períodos colonial e imperial. Os pontos de contato, que se dão na crença na imortalidade da alma e na utilização da mediunidade, não confundem as duas doutrinas, muito diversas entre si.

Espíritas se reúnem no centro espírita, que não é nem fraco nem forte, nem de mesa branca ou qualquer outra coisa, mas tão somente centro espírita. Nele se desenvolvem atividades em diversas áreas: estudo, mediunidade, evangelização da família, promoção social e tantas outras, visando sempre ao progresso intelectual e moral das pessoas e da humanidade.

Convidamos os interessados a ler e estudar O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, magistral obra construída na forma de diálogo, para real conhecimento do Espiritismo. E pedindo licença a Kardec, que cunhou a frase “Fora da caridade não há salvação”, bandeira do verdadeiro espírita, podemos encerrar estes esclarecimentos afirmando que “Fora de Kardec não há Espiritismo”.
www.oclarim.org/oclarim/materias/5672/jornal/2018/Marco/espiritismo-kardecismo-umbanda.html

Animais e Espiritualidade

OS ANIMAIS TÊM ESPÍRITO?



Realizou-se no auditório do Centro Espírita O Clarim, em Matão (SP), na tarde do dia 23 de setembro, seminário com Irvênia de Santis Prada, renomada escritora e palestrante espírita e professora emérita da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).
Evolução contínua
Baseando-se na codificação espírita, mais especificamente em O Livro dos Espíritos (LE), Irvênia salientou que a inteligência dos animais é ligada ao princípio espiritual, independente da matéria, e sobrevive à morte do corpo físico (LE 597). Muitos podem crer que o ser humano é privilegiado em relação aos demais seres da criação por agir com racionalidade, enquanto os animais seriam guiados unicamente pelo instinto, porém o instinto não é algo independente da inteligência, mas uma espécie desta, fundamental para a sobrevivência das espécies (LE 73). No homem primitivo, o instinto ainda é dominante em relação ao livre-arbítrio (LE 849), comprovando que o processo de evolução do princípio espiritual – que anima os animais – não é brusco, configurando-se numa transitoriedade que se aprimora gradualmente até estar em plenas condições de transformar-se em espírito, animando, finalmente, um corpo humano (LE 607a). A inteligência dos homens e dos animais provêm de um mesmo princípio, mas no homem ela já passou por uma elaboração que a eleva (LE 606a).

Além disso, ela citou dois interessantes episódios relatados por Divaldo Pereira Franco e Francisco Cândido Xavier, que afirmaram ver mediunicamente cães que já haviam desencarnado ainda ligados ao ambiente doméstico que habitavam, pontuando que a alma dos animais não tem a capacidade de escolher em qual espécie reencarnará (LE 599), seguindo uma lei progressiva semelhante à dos homens (LE 601).

Ainda na codificação, mas agora em A Gênese, capítulo XI, temos a informação trazida por Allan Kardec de que corpos de macacos teriam sido muito adequados a servir de vestimentas aos primeiros espíritos humanos, necessariamente pouco adiantados, que encarnaram na Terra.

Irvênia confessou que, ao deparar-se com esta informação, questionou-se se não haveria uma incoerência na obra de Kardec, já que o Espiritismo não aceita a metempsicose (LE 612) – reencarnações sucessivas do mesmo espírito em vegetais, animais ou seres humanos. Porém, novamente em A Gênese (cap. XI, item 16), encontramos o esclarecimento: não há transições bruscas e é provável que os primeiros homens pouco diferissem dos macacos em sua forma exterior e, sem dúvida, também quanto a sua inteligência.

Evolução para a ciência
De acordo com os estudos acadêmicos, o gênero humano evoluiu do Australopithecus, espécie que era encontrada na África há 3,5 milhões de anos. A partir da medida do volume da cavidade craniana, a ciência estabelece o Homo erectus como a primeira espécie pertencente ao gênero humano – que se desenvolveu até chegarmos no Homo sapiens sapiens. Não há, porém, uma medida de corte que possa ser estabelecida para fazer esta distinção, o que corrobora o processo evolutivo não brusco defendido por Allan Kardec.

Os animais pensam
É o que afirma André Luiz no livro Mecanismos da mediunidade. Segundo o mentor, o processo de pensamento nos animais se dá por emissão de ondas fragmentárias. O cérebro é o órgão que possibilita a manifestação da mente, em trânsito da animalidade primitiva para a racionalidade humana.

Para a ciência, os animais são seres sencientes, isto é, têm sensibilidade, inteligência e todos os atributos inerentes a essa condição. Interessante notar que as áreas de percepção e de processamento de voz também existem nos cães, com padrão funcional semelhante ao apresentado pelos seres humanos. Isso explica por que os cães podem entrar em sintonia com os sentimentos de seus tutores, sendo capazes de comunicar-se telepaticamente com seus donos. No tocante a este tema, Irvênia citou estudos que mostraram que os cães percebem, através dessa sensibilidade comunicativa, quando seus donos estão se aproximando, derrubando a tese de que apenas olfato e audição possibilitariam o reconhecimento. Mamíferos, aves e alguns invertebrados (Octopus) também têm consciência.

Por que os animais sofrem?
O Espiritismo ensina que o sofrimento é reparação ou ensino renovador. Ninguém sofre somente para resgatar o preço de alguma coisa, mas também para angariar novos recursos valiosos à evolução. Logo, através desse mecanismo, o animal atravessa longas eras para aprimorar-se continuamente.

Irvênia lembrou do eminente pesquisador espírita Herculano Pires que afirmou que os animais sofrem porque evoluem, mas advertiu que todo sofrimento não natural é responsabilidade dos humanos e devemos nos perguntar constantemente se temos o direito de dispor deles para os nossos caprichos, como os espetáculos de entretenimento, rodeios, vaquejadas, rinhas de galo, entre outras práticas abomináveis. Aos poucos a humanidade vai formando consciência sobre a importância de respeitar e proteger os animais, tanto que práticas tradicionais como a caça à raposa (praticada desde 1660 e proibida em 2005) e as touradas (proibida na Catalunha desde 2012) começam a perder força.

Assistência espiritual
A assistência espiritual a animais ainda é um tema que traz bastante confusão no meio espírita.

Irvênia lembrou que prece, água fluidificada e passe são práticas cujo poder curativo depende inegavelmente de três fatores: da pureza da substância inoculada, da energia da vontade e das intenções que animam aquele que quer curar, seja ele homem ou espírito. Algumas pessoas dispõem de grande força magnética, mas podem dela fazer mau uso.

Portanto, é preciso procurar casas espíritas que tenham se preparado adequadamente para este atendimento, com respeito e sem misticismos.

Outros temas
Ao final, Irvênia abriu espaço para perguntas oriundas do público, o que levou a outras conclusões pertinentes.

A decisão de ingerir carne como regime alimentar deve ser de cunho pessoal. A pessoa que sentir-se em condições de abdicar da alimentação animal deve fazê-lo, mas isso não se configura uma imposição espírita como muito se afirma erroneamente.

Sobre castração, a expositora afirmou que esta prática é uma mutilação, um modelo provisório de controle populacional e de zoonoses, mas o ideal seria investir em campanhas de educação que conscientizassem as pessoas a serem responsáveis por seus animais, evitando o aumento da população de animais que vive nas ruas ou abandonada.

Por fim, ao ser questionada sobre eutanásia, Irvênia afirmou que não se pode banalizar a prática, usando-a na primeira doença enfrentada pelo animal. Há casos extremos em que lesões sérias ou doenças terminais se apresentam, mas ainda assim é preferível buscar tratamentos alternativos antes de decidir pela eutanásia animal.

https://www.oclarim.org/…/140/animais-e-espiritualidade.html

quarta-feira, 7 de março de 2018

O VALOR CIENTÍFICO DA PRECE

 A Prece - Definição
Segundo Emmanuel,
 A prece é a forma mais sublime de expansão do sentimento humano, partindo da criatura ao Criador.
 Ou como nos ensina Isabel Campos,
O fio milagroso da nossa comunhão com os planos elevados.
Conquanto sejam exatas as definições acima apresentadas preferimos nos deter numa outra, formulação também por Isabel Campos (Carta do Coração - psicografia de F.C.Xavier) que nos ensina o seguinte:
"A prece é como que uma escada invisível, por onde subimos aos mais altos campos da experiência humana. Por intermédio dela, nossa alma recebe forças multiplicadas e só mesmo junto a essa fonte bendita, poderemos encontrar o suprimento de energia com que vamos vencendo aos provas redentoras".
As definições apresentadas são auto-explicativas e dispensam complementações. Passemos assim para o nosso tópico sequente onde falaremos alguns comentários proveitosos sobre o assunto.

Comentários
Conforme acabamos de ver é através da prece que nos colocamos em estreito contato com a espiritualidade superior, advindo, em consequencia, uma série de benefícios para quem ora. Trata-se, indubitavelmente, de um dos mais eficientes recursos de que dispomos na luta de cada dia.
Subindo pela escada invisível, estaremos analisando o assundo por outro lado, em melhores condições de rogarmos pelos nossos semelhantes, levando-lhes valiosos benefícios.
Tratando-se de uma expansão do sentimento, concluimos que não existem posições especiais para proferí-la, e deduzimos também que não são as palavras que tornam a oração mais ou menos poderosa, conforme nos ensina a parábola do publicano e do fariseu.
Toda prece deve ser feita como coração e não com os lábios.

Os Resultados da Prece
Muitos se decepcionam e desacreditam do valor da prece pela ausência de resultados em casos específicos. Recordemos, contudo, que o resultado da prece não vem sempre na forma de um manjar celeste; muitas vezes, ao rogarmos, somos atendidos na forma de duras lições que nos trarão enorme proveito. Convidamos os Aprendizes à leitura da lição de Irmão X do Livro "Luz Acima"intitulada "A Proteção de Santo Antônio" 

"A Prece, diz-no Emmanuel, no seu livro que o tem o seu nome, deve ser cultivada, não para que sejam revogadas as disposições da lei divina, mas a fim de que a coragem e a paciência inundem o coração de fortaleza, nas lutas ásperas, porém necessárias".
Lembremos que muitos, ao orarem limitam-se a conjugar o verbo pedir; consideremos, entretanto, a admiravél lição extraída do livro "Renuncia", também da autoria de Emmanuel:
"Naturalmente que deveremos apelar para os céus, mas, ao interpretar a prece como rogativa, não deveremos ir além do "Pai Nosso", porque, acima de tudo, julgo que a oração deve ser um esforço para melhorarmos".

Recordemos ainda que Jesus em uma das suas assertivas disse-nos:
 "Tudo o que pedirdes em meu nome ser-vos-á concedido",
ora, pedir em nome de Jesus é pedir em benefício dos nossos semelhantes e não em nosso próprio.

Contudo é o próprio Emmanuel que volta a nos dizer que adiante das grandes dores, uma coisa será lícita solicitarmos: esclarecimento.
É evidente que temos que começar pelos primeiros degraus e, em seguida, irmos subindo até chegarmos ao Criador.

Novamente, a Escada

Voltando à feliz comparação de Isabel Campos referimo-nos à figura abaixo que bem ilustra a sequência lógica que devemos seguir ao nos elevarmos até o Pai.

DEUS - PLANO DIVINO
JESUS - ESFERA CRÍSTICA
MARIA DE NAZARET PROTEÇAO PATROCÍNIO
ISMAEL - DIREÇAO NACIONAL
RICARDO DIREÇÃO NANCIONAL
FRATERNIDADES -AUXILIO- COLABORAÇÃO
INSTRUTORES -GUIAS - TRABALHOS PRÁTICOS
PROTETORES PESSOAIS - SEGURANÇA - AUXILIO

Torna-se muito difícil entendermos o Dirigente que chega as Centro após ter "vencido"as inúmerias barreiras do trânsito, dos ponteiros do relógio, da poluição, etc.. e de imediato ligar-se ao Criador!

A Prece - Complementação

Encerrando o assunto referene à prece lembremos que o nosso Divino Amigo exortou-nos à oração e à vigilancia. O que significa vigiar?
É André Luiz que nos responde na "Agenda Cristã" :
 'Vigiar não é desconfiar. É ascender a propria luz, ajudando os que encontram nas sombras".
 Esclarecendo-nos que vigiar é ,antes de uma atitude de alerta, uma ação positiva onde procuramos identificar o semelhante que necessita de nossa ajuda.
Finalizando com uma preciosa lição do livro "Boa Nova" de Irmão X que deverá permanecer indelével em nossa mentes:

"É necessário, portanto, cultivar  a prece, para que ela se torne um elemento natural da vida, como a respiração. É indispensável conheçamos o meio seguro de nos identificarmos com o Nosso Pai."

Extraído do livro - Iniciação Espírita - Fraternidade dos Discípulos de Jesus - Coordenação Edgard Armond

PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO



Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam na sua própria justiça de desprezavam aos outros:
Subiram dois homens ao templo para orar: um fariseu e outro publicano. O fariseu posto em pé, orava dentro de si dessa forma:
 Ó Deus, graças te dou, que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros – nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.
O publicano, porém, estando a algumas distância, não ousava nem ainda levanta os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo:
“Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta, será humilhado; mas o que se humilha, será exaltado.”     ( Lucas XVIII 9-14)
A seita farisaica era a mais prestigiada no tempo de Jesus, a mais influente, a mais dominadora, a que mais se salientava, Era uma espécie de Catolicismo Romano.
Os fariseus, entretanto, eram servis observadores das práticas exteriores, do culto e das cerimônias. A religião, para eles, era uma aparência de virtudes: preferiam sempre a letra da lei, que mata, ao espirito que vivifica! Eram hipócritas, inimigos encarniçados das inovações, cheios de orgulho de excessivo amor ao domínio.
Eles tinham uma aversão especial aos publicanos, a quem consideravam gananciosos, e também porque, inimigos do fisco, tinham de pagar a estes os impostos que lhes cabia na coleta.
De maneira que os publicanos eram, para os fariseus, homens desprezíveis da baixa sociedade, e, portanto, cheios de mazelas, “Ladrões, injustos, adúlteros”, não só porque não se curvavam muita vezes às práticas dos sacerdotes fariseus, como também, porque uma pretensão partida ria anterior os havia separado da seita farisaica, ou do Judaísmo.
Jesus, que muito se ocupou em desmascarar a hipocrisia dos fariseus, julgou acertado propor esta parábola cujas principais figuras eram: um fariseu e um publicano.
Quis o Mestre mostrar que o orgulho de seita, o orgulho de classe, o orgulho de família, o orgulho pessoal – finalmente o orgulho em suas múltiplas formas, é mais prejudicial a salvação do que mesmo “o publicanismo”, como o concebiam os fariseus! Ainda mais: quis demonstrar que o no publicano, com todos os seus senões, ainda se encontrava um gesto de humildade, o que não acontecia no fariseu.
O publicano conhece os seus defeitos, sabe que é pecador; nem ousa levantar os olhos para o céu; limita-se a bater no peito e da dizer: “O Deus, sê propício a mim pecador!“ Enquanto o fariseu reconhece em si somente qualidades boas, e a sua prece é uma acusação aos outros, até ao pobre publicano que lá estava rogando ao Senhor o perdão de suas faltas!
O orgulho é um dragão devorador, que destrói todas as qualidades do Espírito; enquanto a humildade, ao olhar de Deus , nos eleva à dignidade dos justos!
Vale mais se publicano e miserável, do que fariseu coberto de ouro e de pedras preciosas.
Extraido do Livro Parábolas e Ensinos de Jesus – Caibar Schutel

O PENSAMENTO E A VONTADE COMO FORÇAS - AURA

Para complementarmos a nossa lição falaremos um pouco sobra a Aura, iniciando pelos comentários constantes nos opúsculo "Psiquismo"de autoria do Cmt. Edgar Armond.

Além da superfície do corpo físico, pode ser vista uma espécie de névoa leitosa, emanação deste que se denomina Duplo Etéreo: mas, sobrepondo-se a este, existe outro elemento, ligado diretamente ao Perispírito e que se chama Aura, ambos com a mesma forma ovalada do corpo físico.

A superfície exterior da Aura funciona como se fosse uma película envolvente do conjunto (corpo físico, perispírito), conhecida em alguns autores, como película áurica.

Os pensamentos vêm do Espírito através da Mente, para o cérebro físico, enquanto os sentimentos, as emoções, tudo quanto for do campo moral, vêm do Perispírito diretamente para a Aura projetando-se sobre essa película evolvente, na forma de imagens, com  na TV em cores.

Sobre o mesmo assunto fala-nos André Luiz o seguinte (Mecanismo da Mediunidade):

Articulando, ao redor de si mesma, as radiações das sinergias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático, a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares.

Evidenciam-se essas irradiações, de maneira condensada, até um ponto determinado de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos no mundo íntimo, em processo espontâneo de auto-exteriorização, ponte esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelem simpáticos.
E, desse modo entende a própria influência que, à feição do campo proposto por Einstein, diminui com a distância do fulcro consciencial emissor, tornando-se cada vez menor, mas a espraiar-se no Universo infinito

Extraído do livro - Iniciação Espírita - Fraternidade dos Discípulos de Jesus - Coordenação Edgard Armond

O PENSAMENTO E A VONTADE COMO FORÇAS - CONCLUSÃO

conclusão dos subtítulos:
Pensamento e Vontade;
Ideoplastia;
Fotografia do Pensamento;
Formas- pensamentos.

Inúmeras são as consequências morais que deduzimos desse capítulo, (O Pensamento e a Vontade como Forças), a começar pela maledicência.

Vejamos:

Ao comentarmos o lado menos feliz de um companheiro de trabalho estaremos descarregando sobre ele cargas maciças de forças negativas que, conforme o seu estado espiritual, poderão prejudicá-lo enormemente. Assim lembramos e valorizamos os ensinamentos de André Luiz

 "O mal não merece comentário em tempo algum" e "Comentar o mal é dar forças a ele".

Por outro lado, passamos a entender melhor o ensinamento do Mestre que bondosamente nos advertia:
"Em verdade vos digo, ao pensardes em cometer o erro já o cometeste".

  e dessa forma conhecemos as responsabilidades que contraíamos ao falarmos ou mesmo pensarmos em algo.

Alerta-nos a lição desse cap a respeito das nossas conversações, leituras, filmes, programas de TV etc.. que devem ser selecionados. Isto não quer dizer que devamos viver num alheamento total do mundo, mas sim sermos vigilantes ao ponto de "podermos descer ao poço sem nos enlamearmos", conforme ensina André Luiz. Por exemplo, diante dos livros fúteis e até pornográficos que ocasionalmente caem em nossas mãos não podemos nos deixar envolver pela mensagem deletéria, mas sim examiná-lo tecnicamente "à distância"como diz o povo.

Nada melhor para uma ilustração global do que acabamos de dizer do que um trecho de André Luiz extraído do livro "Mecanismo da Mediunidade":

"O comprazimento nessa ou naquela espécie de atitude ou companhia, leitura ou conversação menos edificantes, estabelece em nós o reflexo condicionado pelo qual inconscientemente nos voltamos para as correntes invisíveis que representam.
É desse modo que formamos hábitos indesejáveis pelos quais nos fazemos pasto de entidades vampirizantes, acabando na feição de arcabouços vivos para moléstias fantasmas.
Pensando ou conversando constantemente sobre agentes enfermiços, quais sejam a acusação indébita e a crítica destrutiva, o deboche e a crueldade, incorporamos, de imediato, a influência das criaturas encarnadas e desencarnadas que os alimentam, porque o ato de voltar a semelhante temas, contrários aos princípios que ajudam a vida e a regeneram, se transforma em reflexo condicionado de caráter doentio, automatizando-nos a capacidade de transmitir tais agentes mórbidos, responsáveis por largo acervo de enfermidade e desequilíbrio."

E mais adiante a lição prossegue soando para todos nós com um grito de alerta:

"Suponhamos, porém, que o leitor se decida pelos fatos policias.
Avidamente procurará os sucessos mais lamentáveis e, finda a voluptuosa seleção dos crimes ou desastres apresentados, escolherá o mais impressionante aos próprios olhos, para nele concentrar a atenção.
Nesse estado de ânimo, atrairá companhias simpáticas que, em lhe escutando as conjeturas, passarão a cunhar pensamentos da mesma natureza, associando-se-lhe à maneira íntima de ver, não obstante cada um se mostre em campo pessoal de interpretação.
Daí a instantes, se as formas-pensamento fossem visíveis ao olhar humano, os comentaristas contemplariam no próprio agrupamento o fluxo tóxico de imagens deploráveis, em torno da tragédia, a lhes nascerem da mente no regime das reações em cadeia, espraiando-se no rumo de outras mentes interessadas no acontecimento infeliz.
 E, por vezes, semelhantes conjugações de ondas desequilibradas culminam em grandes crimes públicos, nos quais Espíritos encarnados, em desvario, pelas ideias doentes que permutam entre si, se antecipam à manifestações da justiça humana, efetuando atos de extrema ferocidade, em canibalismo franco, atacados de loucura coletiva, para mais tarde, responderem à silenciosas arguições da Lei Divina, cada qual na medida da colaboração própria, no que se refere à extensão do mal.
Extraído do livro - Iniciação Espírita - Fraternidade dos Discípulos de Jesus - Coordenação Edgard Armond

O PENSAMENTO E A VONTADE COMO FORÇAS - FORMAS-PENSAMENTO

Além dessas formasde pessoas e de objetos, os pensamentos podem engendrar formas as mais bizarras, relacionando-se elas, aliás, mais com os sentimentos que, propriamente, com os pensamentos.
Os videntes as vêem com garras (avareza), como relâmpagos e ziguezague (cólera e ódio), como figuras goemétricas (ordem cosmogônica e conceitos metafísicos), pétalas (oração), com cores as mais variadas, cada cor com sua significação; assim o amarelo indica intelectualidade, raciocínio; o azul, devoção, religiosidade; cor de ros, amor ou afeiçao; vermelh, cólera, violência; preto, maldade, perversidade. As cores puras são mais raras; em geral há mistura de cores com certa predominância da uma delas.
Nessa questão de cores existe oculta uma verdadeira ciência. Nossos mentores espirituais a conhecem bem e, num relance, analisando as cores da nossa aura, sabem logo da nossa verdadeira situação intelectual ou afetiva, sem perigo algum de engano, pois jamais poderemos ocultar a realidade nesse plano.
Sugerimos ao prezado Aprendiz que nos acompanha, a leitura do opúsculo publicado pela Editora Aliança sobre "Cromoterapia"de autoria do Cmt Edgard Armond.

Extraído do livro - Iniciação Espírita - Fraternidade dos Discípulos de Jesus - Coordenação Edgard Armond

O PENSAMENTO E A VONTADE COMO FORÇAS - FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO

Acabamos de ver no ensinamento de André Luiz  já a primeira consequência de elevada profundidade moral, decorrente de um estudo científico. Vamos prosseguir um pouco na parte experimental a fim de que possamos tirar o máximo proveito do estudo levado a efeito no presente fascículo.

A chapa fotográfica pode, muitas vezes, ser impressionada pelo pensamento, na luz (fotografia) ou na obscuridade (skonografia).

Um dos pioneiros desses trabalhos foi o comandante Darget com o qual se passou um fato curioso; projetou ele, com o pensamento, a imagem de uma garrafa, acontece que, na revelação da chapa, além da garrafa surgiu um rosto nítido de mulher, em que não havia pensado; posteriormente essa mulher se manifestou em uma sessão e casa de Léon Denis, dizendo-se mercadora ou feirante em Amiens, o que as investigações posteriores confirmaram.

Inúmeros outros casos a respeito da fotografia do pensamento o prezado amigo leitor poderá encontrar no livro "Pensamento e Vontade" de Ernesto Bozzano, que dedica um cap exclusivamente ao assunto.

Extraído do livro - Iniciação Espírita - Fraternidade dos Discípulos de Jesus - Coordenação Edgard Armond

O PENSAMENTO E A VONTADE COMO FORÇAS -IDEOPLASTIA

O célebre Gustavo Geley define a ideoplastia como sendo
 "moldagem da matéria viva feita pela ideia"
.
A ideia não é um atributo, um produto da matéria; ao contrário, ela é que modela a matéria e lhe confere a forma e seus atributos.

No mesmo sentido já afirmara Camille Flamarion que
 "a explicação puramente mecânica da natureza é insuficiente e existe no universo alguma outra coisa além da pretensa matéria; não é a matéria que rege o mundo, mas um elemento dinâmico e psiquico".

Idêntica afirmativa fazia o insigne fisiologista Claude Bernard:
"O que caracteriza a máquina viva não é a natureza de suas propriedades físico-químicas: é a criação dessa máquina junto a uma ideia definida".

Sobre a importância dessas conclusões, diz Bozzano:

 Essa nova definição científica do ser vivente decorre irrefutável e segura desse grande acontecimento: o de haver sido demonstrada pelos fatos. É a definição pela qual o Pensamento e a Vontade são forças plásticas e organizadoras. E tão grande é o valor teórico dessa demonstração que abre uma nova época científica por desmoronar totalmente, mas fictícias, construções laboriosamente estabelecidas por numerosos grupos de investigadores pertencentes a todos os ramos científicos decalcados no postulado da Onipotência da matéria, quando na verdade o templo alicerçar-se no postulado diametralmente contrário da Onipotência do Espírito."

Vejamos como André Luiz se refere ao assunto (Mecanismos da Mediunidade):

"Pelos princípios mentais que influenciam em todas as direções, encontramos a telementação (desprendimento parcial da personalidade, com o deslocamento de centros sensoriais. Mecanismos da mediunidade – pag 92)e a reflexão comandando todos os fenômenos de associação, desde o acasalamento dos insetos até a comunhão dos Espíritos Superiores, cujo sistema de aglutinação nos é, por agora, defeso ao conhecimento.

"Emitindo uma ideia, passamos a refletir as que se lhe assemelham, ideia essa que para logo se corporifica, com intensidade correspondente à nossa insistência em sustentá-la, mantendo-nos, assim, espontaneamente em comunicação com todos os que nos esposem o modo de sentir.

"É nessa projeção de forças a determinarem o compulsório intercâmbio com todas as mentes encarnadas ou desencarnadas, que se nos movimenta o Espírito no mundo das formas-pensamentos, construções substanciais na esfera da alma, que nos liberam o passo ou no-lo escravizam, na pauta do bem ou do mal de nossa escolha. Isso acontece porque, à maneira do homem que constrói estradas para a sua própria expansão ou que talha algemas para si mesmo, a mente de cada um, pelas correntes de matéria mental que exterioriza, eleva-se a gradativa libertação no rumo dos planos superiores ou estaciona nos planos inferiores, como quem traça vasto labirinto aos próprios pés".



Extraído do livro - Iniciação Espírita - Fraternidade dos Discípulos de Jesus - Coordenação Edgard Armond

O PENSAMENTO E A VONTADE COMO FORÇAS - PENSAMENTO E VONTADE




O Pensamento e a Vontade são forças do espírito que agem sobre o meio ambiente dando forma e propriedade à matéria e interagem com outros espíritos encarnados ou desencarnados.

O Pensamento não é força de aspecto ou natureza apenas subjetiva; é realidade objetiva pois, partindo do espírito, provoca alterações vibratórias na matéria, dando-lhe forma, movimento, cor e provavelmente, som.

E geral o pensamento vem acompanhado de um determinado sentimento; a qualidade do pensamento lhe determina a cor, por exemplo: o pensamento de devoção tem cor azulada; o pensamento de cólera é avermelhado;  a natureza do mesmo lhe determina a forma, vejamos um pensamento de avareza tem forma de garras, o de cólera, forma de relâmpago.

Essa objetividade do pensamento pode ser estudada pela observação direta dos videntes e por fatos naturais constatados cientificamente e que vão desde a sugestão hipnótica até a fotografia do pensamento em forma humanas completas. O microbiologista Felix Archimedes Ponchet, do século passado, via espontaneamente surgirem diante dele as imagens de suas culturas microscópicas e com tal nitidez que podia projetá-las sobre um papel e lhes traçar os contornos a lápis.

Os romancistas Dickens e Balzac por vezes ficavam obsediados pelas visões das personagens por eles idealizadas, vendo-as diante de si como se fossem personalidades reais.

Um pintor que herdara grande parte da clientela do célebre artista inglês Joshua Reynolds, conta-nos Brierre de Boismont em seu livro "As Alucinações", considerado retratista superior ao próprio Reynolds, declarou ter tantas encomendas que chegou a pintar trezentos retratos, em grandes e pequenos, no curso de um ano. Tal rendimento de trabalho afigura-se nos impossível; mas, o segredo da rapidez e do extraordinário êxito do artista consistia na circunstância de lhe não ser preciso mais que uma "pose do modelo original".

As imagens criadas pelo pensamento podem permanecer no local onde foram engendradas por muito tempo, conforme a intensidade das emoções sentidas no momento em que, inconscientemente, foram criadas, dando a impressão de se tratar de espíritos verdadeiros (casas mal-assombradas, as vezes) quando não passam de forma-pensamentos.

A fim de esclarecimento o último parágrafo salientamos que as formas-pensamentos, salvo raras excessões (como por exemplo o caso da Sra. Everitt narraco no livro "Pensamento e Vontade"de Bozano) são estáticas, desprovidas de qualquer movimento, daí a possibilidade de uma distinção entre formas-pensamentos e espíritos.


Extraído do livro - Iniciação Espírita - Fraternidade dos Discípulos de Jesus - Coordenação Edgard Armond

domingo, 4 de março de 2018

Jesus o Governador do Planeta Terra. A evolução normal do Espírito não passa pelo Planeta Terra. Planeta de expiação e provas. O momento atual. Transformação para Planeta de regeneração.




Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, (...) (1).

A doutrina Espírita nos ensina que Jesus é o Governador do Planeta Terra, (vemos a citação na obra Evolução em Dois Mundos de André Luiz psicografia de Francisco C. Xavier (2)).

Esse título Lhe é conferido porque Jesus, obedecendo à vontade de Deus, juntamente com numerosa assembleia de operários espirituais, como Divino Escultor, acompanhou a formação do globo Terrestre passo a passo, da condensação da matéria espalhada no espaço (3), também à formação dos seres vivos, até a organização de encarnações por espíritos destinados e atraídos pela vibração, para o auxilio evolutivo. 

Juntamente com seus mensageiros zelam pela harmonia deste Planeta Terra.

Jesus nos diz que Deus não cessa de crear, e que toda creação tem por finalidade a evolução que leva a perfeição.

Esse processo  demora milênios, onde a criação passar por etapas evolutivas nos reinos:

 mineral – atração
vegetal – sensação
animal – instinto
hominal – razão
.

 A fim de adquirir experiências, conhecimentos até ao amor sublime.


Jesus também nos diz que há muitas moradas na casa de meu Pai, e Allan Kardec (4) diz que todos os mundos são habitados, e que suas constituições físicas são diferentes, logo, cada planeta é habitado por Espíritos com graus evolutivos correspondentes a evolução do planeta. Outro detalhe, a evoluçao do espírito ocorre nos dois planos, no espiritual (teórico) e no material (prático).

Os espíritos responderam a Kardec que nossas diversas existências acontecem em diferentes mundos (5), podemos dizer com isso que somos seres extraterrestes, pois nossa evolução não se dá somente na Terra.

 E sobre os diferentes mundos (6) Allan Kardec classifica em:



1) Primitivos: onde os espíritos realizam suas primeiras encarnações.

2) De provas e de Expiações: onde predomina o mal, porque há muita ignorância; aí, as pessoas sofrem as consequências dos erros praticados (expiação) ou passa por experiências, testes, testemunhos (provas). A Terra é um mundo assim.

3) De Regeneração: neles não há mais a expiação, mas ainda há provas pelas quais o espírito tem de passar para consolidar as conquistas evolutivas que fez e desenvolver-se mais. São mundos de transição entre os mundos de expiação e os que vêm a seguir.

4) Ditosos ou Felizes: nestes mundos predomina o bem, porque seus moradores são espíritos mais evoluídos; há muito bem-estar e progresso geral.

5) Divinos ou Celestes: onde o bem sem qualquer mistura e a felicidade é absoluta, como obra sublime dos seus moradores: os puros espíritos.

O atual momento de nosso Planeta Terra se encaixa na categoria de provas e expiações, mas estamos passando por uma fase de transformação, onde ele está subindo de grau. Será um Planeta de regeneração e somente seres com afinidades vibratórias farão parte deste novo planeta.

Jesus confia em cada um de nós e nos convida a mudar nossa faixa mental para que possamos sentir o mínimo possível essa transformação.

Como?

Sendo fraternos.

Elaine Saes


 (1) (Livro “A Caminho da Luz”. Pelo espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. FEB. Capítulo 1– A Gênese Planetária: A Comunidade dos Espíritos Puros. P. 18. 11 ª ed. 1982.).

(2) “A religião passa, desse modo, a atuar, em sentido direto, no acrisolamento do corpo espiritual para a Vida Maior, através da educação dos hábitos humanos a se depurarem no cadinho dos séculos, preparando a chegada do Cristo, o Governador Espiritual da Terra.” (Coleção ‘A vida no mundo espiritual’. Pelo espírito André Luiz. Livro “Evolução em Dois Mundos”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. FEB. Capítulo 20 – Corpo Espiritual e religiões. P.160. 10 ª ed. 1987.).
(3) Livro dos Espíritos questão 39
(4) Livro dos Espíritos questão 55
(5) Livro dos Espíritos questão 172
(6) no livro Evangelho segundo o Espiritismo ITENS 3,4 e 5: DIVERSAS CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS

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