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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA

IFEVALE (INSTITUTO DE FILOSOFIA ESPÍRITA) - http://www.ifevale.com/
LIVRO 2 - CAP:

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍIRITA

IFEVALE (INSTITUTO DE FILOSOFIA ESPÍRITA) - http://www.ifevale.com/


LIVRO 1 - CAP:


  

terça-feira, 13 de setembro de 2016

CONSOLADOR PROMETIDO

O Espiritismo sem edificação do homem interior é simples fenômeno.

O Espiritismo norteia os homens para o conhecimento evangélico segundo o Espírito e não segundo a letra, exemplificação em todos os atos da vida individual.

  • COLOCOU AS VERDADES ESSENCIAIS AO ALCANCE DE TODOS.
  • COMPLETOU O QUADRO DOS CONHECIMENTOS ESPIRITUAIS COMPATÍVEIS COM O ENTENDIMENTO DOS HOMENS DESTA ÉPOCA.
  • GENERALIZOU SEUS CONHECIMENTOS PARA TODA A MASSA DO POVO.
  • DEMONSTROU QUE O PROGRESSO ESPIRITUAL SE REALIZA COM O DESENVOLVIMENTO EQUILIBRADO E RECÍPROCRO.
  • REVELOU QUE O CRISTO É O ORGANIZADOR E DIRIGENTE DA VIDA NESTE PLANETA E SEU EVANGELHO É A SÍNTESE DA MAIS ALTA MORAL E A NORMA DA MAIS ELEVADA REALIZAÇÃO ESPIRITUAL.
  • EVIDENCIOU QUE O CONHECIMENTO DAS COISAS DE DEUS NÃO DEVEM E NÃO PODEM SER ADQUIRIDAS POR MÉTODOS CONTEMPLATIVOS E SIM PELO CONVÍVIO AO CONTATO DAS DORES - DAS IMPERFEIÇÕES -CONCLUI QUE A VIDA É QUE FORNECE EXPERIÊNCIA - SABEDORIA E ELEMENTO DE APERFEIÇOAMENTOP.
  • LIBERTOU O HOMEM DA ESCRAVIDÃO RELIGIOSA - PELOS CONHECIMENTOS REAIS - LÓGICOS - CONCLUDENTES E COMPLETOS.
O Espiritismo é uma grande árvore que tem muitos ramos, cada um apontando num sentido. Trouxe conhecimentos que estavam revelados parcialmente em todas as demais doutrinas, completando-as, esclarecendo-as.

Texto extraído: Materia de estudo da escola aprendiz do Evangelho - Centro Itaporã - S,P. Capital - 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

GUARDA-TE EM DEUS




Cap. VI – Item 8
Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.

Se fatigado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais desfalece na Criação.
S triste eleva-lhe os sentimentos meditando na alegria solar com que toda manhã, Sua Infinita Bondade dissolve das trevas.

Se doente, centraliza-te no perfeito equilíbrio com que sua compaixão reajusta os quadros da Natureza, ainda mesmo quando a tempestade haja destruído todos os recursos que os milênios acumularam.

Se incompreendido, volta-te para Ele, o Eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes escarnecido por nossas próprias fraquezas, sem que se Lhe desanime a paciência incomensurável, quanto aos arrastamentos de nossas imperfeições animalizantes.

Se humilhado, entrega-Lhe as dores da sensibilidade ferida ou do brio menosprezado, refletindo no celeste anonimato em que se Lhe esconde a inconcebível grandeza, para que nos creiamos autores do bem que a Ele pertence, em todas as circunstâncias.

Se sozinho, busca-Lhe a companhia sublime na pessoa daqueles que te seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento, mais solitários que tu mesmo, na provação e na miséria que lhes vergastam as horas e lhes crucificam as esperanças.

Se aflito, confia-Lhe as ansiedades, compreendendo que Nele, Imperecível Amor, todas as tormentas se apaziguam.

Seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-misericordioso que não nos esquece.

E, abraçando o próprio dever como sendo expressão de Sua Divina Vontade para os teus  passos de cada dia, encontrarás na oração a força verdadeira de tua fé, a erguer-te das obscuridades e problemas da Terra para a rota de luz que te aponta as sendas do céu. 

Emmanuel

Livro O Espírito da Verdade - F.C.X.




OS TEMPOS DO CONSOLADOR -- A CONCEPÇÃO DA DIVINDADE - A FÉ ANTE A CIÊNCIA - OS ESCLARECIMENTOS DO ESPIRITISMO - NÓS VIVEREMOS ETERNAMENTE -



Estudo – O Evangelho Segundo o Espiritismo -  cap V - O Cristo Consolador.

Texto relacionado:

OS TEMPOS DO CONSOLADOR
A permissão de Deus para que nos manifestássemos ostensivamente, entre os agrupamentos dos nossos irmãos encarnados, chegou, justamente, a seu tempo, quando o espírito humano despido das vestes da puberdade, com o juízo amadurecido para assimilar algo da Verdade, tateava entre vacilações e incertezas, estabelecidas pela investigação da Ciência, sem conseguir adaptar-se ao demasiado simbolismo das ideias religiosas, latentes na alma humana, desde os tempos primevos dos trogloditas.
Justamente na época requerida, consoante as profecias do Divino Mestre, derramou-se da sua luz sobre toda a carne, e os emissários do Alto, segundo as suas possiblidades e os méritos individuais, tem auxiliado a ascensão dos conhecimentos humanos para os planos elevados da espiritualidade.

A CONCEPÇÃO DA DIVINDADE
Desde as eras primárias da Civilização, a ideia de um poder superior, interferindo nas questões mundanas, vem guiando o homem através dos seus caminhos e a Religião sempre constituiu o maior fator da moral social, se bem que apresentasse a Divindade à semelhança do homem, em seus ensinamentos exotéricos.
O Cristianismo, inaugurando um novo ciclo de progresso espiritual, renovou as concepções de Deus no seio das ideias religiosas; todavia, após a sua propagação, várias foram as interpretações escrituristas, dando azo a que as facções sectaristas tentassem, isoladamente, ser as suas únicas representantes; a Igreja Católica e as numerosas seitas protestantes, nascidas do ambiente por ela formado, tem levado longe a luta religiosa, esquecidas de que a Providência Divina é Amor. Estabeleceram com a sua acanhada hermenêutica os dogmas de fé, nutrindo-se das fortunas iníquas a que se referem os Evangelhos, prejudicando os necessitados e os infelizes.

A FÉ ANTE A CIÊNCIA
Mas, como o progresso não conhece obstáculos, os artigos de fé, equivaleram a estagnação isoladas. Se conseguiram satisfazer à Humanidade em um período mais ou menos remoto da sua evolução, caducaram desde que o laboratório obscureceu a sacristia.
A Ciência desvendou ao espírito humano as perspectivas inconcebíveis do Infinito; o telescópio descortinou a grandeza do Universo e os novos conhecimentos cosmogônicos demandaram outra concepção do Criador. Desvendando, paulatinamente, as sublimes grandiosidades da natureza invisível, a Ciência embriagou-se com a beleza de tão lindos mistérios e estabeleceu o caminho positivo para encontrar Deus, como descobrira o mundo microbiano, ao preço de acuradas perquirições. É que a Divindade das religiões vigentes era defeituosa e deformada pelos seus atributos exclusivamente humanos; as Igrejas estavam acorrentadas ao dogmatismo e escravizadas aos interesses do mundo. A confusão estabeleceu-se. Foi quando o Espiritismo fez sentir claramente a grandeza do seu ensinamento, dirigindo-se não só ao coração, mas igualmente do seu mistério e a voz dos Espaços se fez ouvir.

OS ESCLARECIMENTOS DO ESPIRITISMO
Foi assim que a religião da verdade surgiu na Terra, no momento oportuno. As Igrejas estagnadas encontravam-se no obsoletismo, incapazes de sancionar as ideias novas, vivendo quase que exclusivamente das suas características de materialidade e do seu simbolismo, terminando o tempo de sua necessária influência no mundo. As conquistas científicas não se coadunavam com o espírito dogmático, e o Espiritismo, com as suas lições magníficas, alargou infinitamente a perspectiva da vida universal, explicando e provando que a existência não se observa somente na face da Terra opaca e cheia de dores.
Há céus inumeráveis e inumeráveis mundos onde a vida palpita numa eterna mocidade; todos eles se encadeiam se abraçam dentro do magnetismo universal, vivificados pela luz, imagem real da Alma Divina, presente em toda parte.
A carne é uma vestimenta temporária, organizada segundo a vibração espiritual, e essa mesma vibração esclarece todos os enigmas da matéria.

NÓS VIVEREMOS ETERNAMENTE
A Doutrina dos Espíritos, pois, veio desvendar ao homem o panorama da sua evolução e esclarecê-lo n problema das suas responsabilidades, porque a vida não é privilégio da Terra obscura, mas a manifestação do Criador em todos os recantos do Universo.
Nós viveremos eternamente, através do Infinito, e o conhecimento da imortalidade expõe os nossos deveres de solidariedade para com todos os seres, em nosso caminho; por esta razão, a Doutrina Espírita é uma síntese gloriosa de fraternidade e de amor. O seu grande objeto é esclarecer a inteligência humana.
Oxalá possam os homens compreender a excelsitude do ensinamento dos Espíritos e aproveitar o fruto bendito das suas experiências; com o entendimento esclarecido, interpretarão com fidelidade o “Amai-vos uns aos outros”, em sua profunda significação.
Os instrutores dos planos espirituais, em que nos achamos, regozijam-se com todos os triunfos da vossa ciência, porque toda conquista importa em grande e abençoado esforço e, pelo trabalho perseverante, o homem conhecerá todas as leis que lhe presidem ao destino.
Emmanuel
Livro Emmanuel - Francisco Cândido Xavier






segunda-feira, 29 de agosto de 2016

QUANDO A DOR REDIME



“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mateus, 5:4.) 

As lágrimas extravasam emoções intensas. Choramos quando estamos muito felizes ou muito amargurados. Não obstante servirem à alegria e à tristeza, convencionou-se que elas representam os males da existência.

E na Terra, planeta de expiação e provas, segundo a definição de Kardec, choramos todos, desde o magnata ao miserável, desde o palácio à choupana.

Jesus promete que seremos todos consolados. Essa expressão soa quase vazia de significado. Afinal, é muito pouco, diante dos males maiores, receber algo parecido com a iniciativa do amigo que toca de leve em nossos ombros, afirmando: “Não é nada, meu velho! Coragem! Tudo passa!...”

Todavia, a expressão será bem mais significativa, de alcance bem maior, se lhe emprestarmos o significado de compensação. Poderíamos dizer, então, que bem-aventurados são os que sofrem, porque seus males serão compensados por alegrias futuras.

É da própria Vida que após a tempestade surja a bonança. Que a noite seja véspera do dia. Às horas de amargura sucedem-se períodos de tranquilidade. E ainda que a existência inteira seja uma noite escura de lutas e sofrimentos, experimentaremos a alvorada gloriosa da imortalidade, ao cessar a existência humana com suas limitações.

Oferecendo o ensejo de despertamento e resgate, as dores da existência representam o preço nunca demasiadamente alto que pagamos para o ingresso nas bem-aventuranças celestes. Seja a dor física, que depura, seja a dor moral, que amadurece, temos em suas manifestações o cuidado de um mestre inflexível que nos disciplina e orienta, preparando-nos para assumir a condição de filhos de Deus e herdeiros da Criação.
É preciso considerar, contudo, que não basta sofrer, por quanto, se as lágrimas nos preparam para o Reino dos Céus, que, segundo Jesus, é uma experiência íntima, uma construção interior, não podemos olvidar que o próprio Mestre situa a humildade por alicerce fundamental.

Pouco aproveitaremos de nossas dores sem a consciência de nossa pequenez diante de Deus, o Pai de sabedoria infinita, que conhece melhor do que nós mesmos nossas necessidades essenciais e nos oferece experiências que guardam relação não apenas com nosso merecimento, mas também com o preparo de uma gloriosa destinação.

Os que vivem a murmurar, que clamam ao Alto por seus males, que se revoltam, que não se conformam, que se rebelam, estão marcando passo. Suas dores não edificam nem depuram. Suas lágrimas são ácidas e amargas, gerando males não programados, amarguras desnecessárias, infelicidade voluntária.

Os desajustes maiores que afligem a criatura humana não são decorrentes dos débitos do passado, e sim da rebeldia do presente. Não sofremos tanto pelo resgate. Afinal, isto deveria ser motivo até de satisfação. A dor maior decorre do fato de pretendermos recusar o sofrimento. É a lamentável situação do devedor que marca dia para o credor vir receber seu dinheiro e quando isto acontece recusa-se terminantemente a pagar.

Seria de perguntar-se: Quando é que a nossa dor representa resgate do passado sem complicações para o futuro? Quando é que, por meio dela, estamos realmente preparando a felicidade futura?

Diríamos que é quando o nosso comportamento, diante da dor, não gera sofrimento naqueles que nos rodeiam.

Quantas famílias atravessam amarguras intensas com alguém doente em casa, não tanto pela enfermidade e, muito mais, pela inconformação e agressividade do enfermo?!

Quantos pais derramam lágrimas abundantes em face dos desatinos cometidos por seus filhos, que se mostram incapazes de suportar com dignidade os embates da existência?!

Quantos homens e mulheres amargam anos de convivência com cônjuges neurastênicos e agressivos porque a Vida não lhes atendeu as solicitações?!

Os que assim se comportam, espalhando sofrimento porque não sabem sofrer, estão castigados desde agora pela angústia, que é o clima sufocante em que se debatem interiormente, adiando para um futuro incerto a edificação de suas almas.

Mas, se formos tão humildes diante da dor, que jamais acrescentemos naqueles que nos amam sofrimentos outros além dos decorrentes da convivência com quem sofre, e o que é mais importante: se conseguirmos transformar nossas experiências com o sofrimento em exemplos dignificantes de confiança e serenidade, em plena aceitação da vontade de Deus, então nossos males trarão as marcas abençoadas da redenção, preparando-nos o ingresso glorioso no Reino dos Céus.

Em verdade, se tivermos tal disposição, estaremos nele desde agora, ainda que o sofrimento seja nosso companheiro inseparável.

Richard Simonetti

Livro A Voz do Mundo.













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