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sábado, 1 de agosto de 2015

Como começar o Dia

“Não ajas como se tivesses
dez mil anos para desperdiçar.”
 (Helena P. Blavatsky)
 [1]

 O modo como se inaugura cada dia é importante, porque o início de todas as coisas influencia decisivamente o que vem depois. O primeiro passo contém a caminhada inteira, pois define o padrão vibratório que será seguido.

Cada período de vinte e quatro horas é uma miniatura da nossa encarnação atual. Um dia também contém a eternidade, e o infinito está presente nele de algum modo.
 
Ao despertar, a mente não pode ser deixada à deriva como se fosse uma biruta de aeroporto oscilando livremente conforme o vento inconstante das novidades. 

 A consciência pensamental deve ser colocada em ação como um instrumento prático, usado pela nossa consciência voluntária.
 
A mente não é nossa mestra, mas nossa ferramenta. Ela deve ser mais forte que os ventos emocionais ou as marés do mundo físico. E é logo de manhã que isso deve ficar claro: acordar cedo é preferível. À noite, devem ser feitas tarefas leves. É correto seguir os ritmos da Natureza. O magnetismo do nascer do Sol é pleno de vitalidade e altamente favorável.

O estudante de filosofia esotérica pode abrir o dia colocando a mente, as emoções e o sistema corporal em alinhamento com o que há de mais elevado em sua vida. 
 
Cinco a quinze minutos de ginástica moderada [2], feita ao mesmo tempo em que se concentra o pensamento em metas elevadas, são geralmente suficientes para provocar o alinhamento interno.
 
Ao despertar, as primeiras palavras em nossa mente podem ser um voto definido e consciente de que neste dia agiremos de maneira correta, com metas e métodos nobressem perda de tempo, com equilíbrio, e de modo vitorioso.

Cada indivíduo deve adaptar livremente estas ideias conforme seu temperamento, de acordo com suas necessidades evolutivas e o momento que está vivendo. O fator decisivo é colocar a mente em uma relação intensificada com o ideal de perfeição humana e com metas nobres. 

Desta maneira é ativada e fortalecida a ligação entre  a alma mortal e a alma imortal. 
 
Um artigo anônimo da revista “The Theosophical Movement” afirma: 
 
“Somos aconselhados a começar cada dia pensando em Grandes Seres e nas virtudes que eles personificaram. Eles são chamados de ‘Pratah Smaraniya’, ou ‘aqueles que devem ser lembrados a cada manhã’. Podemos pensar em  Buddha, Jesus, Krishna, nos Mahatmas, em Sábios e Visionários; e podemos acrescentar a esta lista os nomes de grandes teosofistas como H. P. Blavatsky e W. Q. Judge. Embora façamos contato quase todos os dias com o verdadeiro ser e com as mentes deles através dos ensinamentos que deixaram, o ato de refletir sobre sua vida e seu trabalho nos inspira e nos estimula a seguir adiante, tornando mais vivas certas virtudes como paciência, perseverança, capacidade de perdoar, devoção uni-direcionada, compaixão (....). ” [3]

Quando acordamos tendo a imagem e o sentimento de algum sonho, cabe localizar o significado e a lição daquele sonhar. É perda de tempo demorar-se nos detalhes ou interpretações sofisticadas. Podemos recuperar mais pedaços de sonhos se ficarmos imóveis logo ao acordar. 
 
Passado este momento, devemos imprimir vigorosamente em nossa mente os pensamentos norteadores de um dia útil, produtivo e elevado.  As ideias positivas registradas no cérebro e no sistema físico-emocional formarão a nossa aura do dia que está começando. 
 
Acordar é reocupar o nosso corpo físico depois de estarmos ausente dele durante várias horas. Nossa aura pessoal é reorganizada e colocada em funcionamento a partir da energia dos primeiros gestos, pensamentos, sentimentos e intenções. Criamos, assim, uma atmosfera especial que funcionará durante todo ciclo de 24 horas e influenciará a qualidade do sono ao final da jornada.  

NOTAS: 
[1] Em “Preceitos e Axiomas do Oriente - 5”, um artigo de H. P. B. disponível em www.FilosofiaEsoterica.com e seus websites associados.
 
[2] Exercícios abdominais lentos ou posturais (feitos com o corpo imóvel) têm efeitos diretos sobre o sistema emocional e abrem caminho para a serenidade. Erguer durante um minuto a cabeça e os ombros, estando deitado de bruços, desperta paz e autoconfiança. Os exercícios podem ser feitos duas ou três vezes, durante cerca de um minuto a cada vez, e sem forçar. Em qualquer posição confortável, até mesmo estando de pé e olhos abertos, manter durante cerca de um minuto o corpo físico absolutamente imóvel liberta de automatismos e fortalece a vontade. Estas práticas físicas devem ser acompanhadas de um nítido plantio dos pensamentos que queremos que orientem o nosso dia. Ideias erradas devem ser substituídas por pensamentos corretos.

[3] Linhas iniciais do artigo “W.Q.J. - Greatest of the Exiles”, publicado na revista “The Theosophical Movement”, Mumbai, Índia, Março de 2007, p. 163. Trecho citado em “O Teosofista”, edição de  Janeiro 2008.g
Carlos Cardoso Aveline



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