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domingo, 4 de outubro de 2015

O Escravo do Escravo

REFLEXÃO
O Senhor feudal na cadeira de balanço da varanda de sua casa goza os prazeres da vida. Ele não cultiva o jardim, não cozinha seus alimentos, não conserta a fiação e nem pinta o seu muro: ele tem o escravo para isso.
O senhor não conhece mais os rigores do mundo material. Ele enxerga o seu poderio no olhar submisso de seu escravo. Aquele é livre enquanto este se submete ao poder daquele.
Esta situação vai se transformar dialeticamente porque a posição do senhor abriga uma contradição interna: ele só é senhor em função da existência do escravo. O senhor só o é porque é reconhecido como tal pela consciência do escravo e também porque vive do trabalho desse escravo.
Nesse sentido o senhor é uma espécie de escravo do seu escravo.
De repente o escravo que passa não mais temer a morte e vai encontrar uma nova forma de liberdade. Torna-se livre e independente.
O Senhor vai de uma hora para outra se encontrar numa situação de dependência e se tornará o escravo de seu afastamento do mundo? 
Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831)

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