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sábado, 22 de abril de 2017

Como Consquistar a Prosperidade - Rodolfo Calligaris - LEI DE LIBERDADE

Indagação de Kardec: “Pessoas há que parecem favorecidas pela sorte, pois tudo lhes sai bem. A que atribuir isso ?“
Resposta de seus instrutores espirituais:
“De ordinário, é que essas pessoas sabem conduzir-se melhor em suas empresas.
Aí está. A aparente “boa sorte” nada mais é que o resultado de uma conduta inteligente à face das vicissitudes terrenas.
Se quisermos prosperar, urge, antes de mais nada, que nos. determinemos claramente o objetivo a ser alcançado. Não pode ter ímpeto de subir quem não tem orientação. Aquele que não sabe para onde vai, acaba por acomodar-se à situação em que está, deixando passar as horas, os dias e os anos na mais completa passividade.
Outrossim, não devemos esperar, ingênuamente, que nos convidem a participar do banquete da vida. Quando ficamos na expectativa da ocasião oportuna para intentarmos algo, geralmente ela não chega. É preciso partir em direção do triunfo desejado, arrostando sacrifícios, desafiando contingências,
criando, enfim, as oportunidades que almejamos, tendo sempre na lembrança aquela máxima que nos adverte: “Há poucos bancos com sombra no caminho da glória.”
Quase todas as pessoas têm aspirações, desejos; poucas, entretanto, as que se propõem chegar à meta de seus sonhos. Diariamente desperdiçam ensejos de se melhorarem, renovam promessas e intenções, mas o certo é que jamais chegam a realizá-las.
Cumpre estejamos advertidos, também, de que apreciável parte do que fazemos é produto ou resultado de influências que outros exercem em nós e muitas de nossas atitudes são o reflexo desse poder. Inconsciente ou conscientemente, imitamos, amoldamos, copiamos os atos e pensamentos de
outras pessoas.
Assim, pois, se pretendemos classificar-nos entre os homens de primeira ordem, não devemos louvar-nos nos indolentes, nem nos negligentes, menos ainda nos pessimistas, que façam diminuir o nosso interesse pelas coisas grandiosas, inclinando-nos para a mediocridade e o comodismo. Inspiremonos, isto sim, naqueles que mostram possuir uma vontade poderosa, dominante, e que por ela conseguiram vencer suas próprias fraquezas e deficiências, chegando a ocupar lugares de destaque, valor e distinção.
Investiguemos como e porque essas pessoas conseguiram sobrepor-se a todas as adversidades, como e porque se tornaram verdadeiros luminares, escrevendo, com seus exemplos, episódios sublimes de paciência, firmeza e pugnacidade.
Procuremos conhecer a biografia dessas criaturas vitoriosas que se constituíram paradigmas para a Humanidade e sigamos-lhes, corajosamente, as pegadas.
Como disse o grande Rui Barbosa, “a vida não tem mais que duas portas:
uma de entrar, pelo nascimento; outra de sair, pela morte. Em tão breve trajeto cada um há-de acabar a sua tarefa.
Com que elementos? Com os que herdou e os que cria. Aqueles são a parte da natureza
Estes, a do trabalho. Ninguém desanime, pois, de que o berço lhe não fôsse generoso, ninguém se creia malfadado, por lhe minguarem de nascença haveres e qualidades. Em tudo isso não há surpresas, que se não possam esperar da tenacidade e santidade do trabalho.”
Qualquer, portanto — concluímos nós —, nos limites de sua energia moral, pode reagir sobre as desigualdades nativas e, pela fé em si mesmo, pela atividade, pela perseverança, pelo aprimoramento constante de suas faculdades, igualar-se e até mesmo sobrepujar os que a natureza ou a sociedade melhor haviam aquinhoado.
Nesse aprimoramento, não devem ser esquecidas certas virtudes a que poderíamos chamar domésticas, como a pontualidade, a delicadeza, a sobriedade, a ética profissional, etc, de que necessitamos para uso cotidiano, pois muitos homens mentalmente superiores têm fracassado em seus
empreendimentos por negligenciarem de tais predicados.
Faz-se mister, ainda, que adquiramos o hábito da economia e nele nos adestremos. Não certamente, como alguns indivíduos, que se privam do útil e até do necessário, só para ficarem mais ricos; nem tão-pouco procedendo como aqueles que gastam tudo quanto possuem, e às vezes mesmo o que não
possuem, perdulariamente, em coisas supérfluas ou no aprazimento de vícios perniciosos e vaidades tolas. Esses dois extremos são deformações linfelizes.
O ideal está no meio termo: não ser pródigo, nem avarento, mas criterioso no gastar, graduando as necessidades na proporção das rendas que se tenham, de sorte que haja sempre algumas sobras, para com elas formar um pecúlio que nos ponha a salvo das incertezas do amanhã.
Mas, fixemos bem Isto: não é apenas o dinheiro que devemos poupar. Há outros bens de maior valia que precisam e devem ser poupados com mais cuidado ainda. É o tempo, que não convém ser malbaratado à-toa, mas sabiamente aproveitado na aquisição de novos conhecimentos e experiências
que nos enriqueçam a personalidade. São as energias físicas e espirituais, que não devem ser dissipadas loucamente em noites mal dormidas, na satisfação de prazeres desonestos, pois tais desregramentos, sobre serem contrários aos princípios da moral cristã, arruínam a saúde, roubam a paz interior e aviltam a dignidade humana.
Ao contrário do que a alguns possa parecer, o progresso é ilimitado, infinito, existindo sempre mil e uma possibilidades de realizações bem inspiradas, capazes de nos premiarem com o êxito e a prosperidade.
Assumamos, portanto, uma atitude de otimismo e de autoconfiança e marchemos, resolutos, para a frente, sempre para a frente, na convicção plena e inabalável de que a vida é bela e boa e venturosa, para todos aqueles que a saibam viver!
(Capítulo 10º, questão 864.)

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