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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Deveres dos filhos - LEI DA REPRODUÇÃO

Toda a gratidão sequer retribuirá a fortuna da oportunidade fruída através do renascimento carnal. 
O carinho e respeito contínuos não representarão oferenda compatível com a amorosa assistência recebida desde antes do berço.
A delicadeza e a afeição não corresponderão à grandeza dos gestos de sacrifício e da abnegação demoradamente recebidos.
Os filhos têm deveres intransferíveis para com os pais, instrumentos de
Deus para o trâmite da experiência carnal, mediante a qual o Espírito adquire
patrimônios superiores, resgata insucessos e comprometimentos perturbadores. 
*
Existem genitores que apenas procriam, fugindo à responsabilidade. 
Não compete, porém, aos filhos julgá-los com severidade, desde que não
são dotados da necessária lucidez e correção para esse fim. 
Se fracassaram no sagrado ministério, não se furtarão à consciência, em
forma da presença da culpa neles gravada. 
Auxiliá-los por todos os meios ao alcance é mister indeclinável, que o
filho deve ofertar com extremos de devotamento e renuncia. 
A ingratidão dos filhos para com os pais é dos mais graves enganos a que se pode permitir o Espírito na sua marcha ascensional. 
A irresponsabilidade dos progenitores de forma alguma justifica a falência dos deveres morais por parte da prole. 
Ninguém se vincula a outrem através dos vigorosos liames do corpo somático, da família, sem justas, ponderosas razões. 
Desincumbir-se das tarefas relevantes que o amor e o reconhecimento
impõem - eis o impositivo que ninguém pode julgar lícito postergar.
*
Ama e respeita em teus genitores a humana manifestação da paternidade divina. 
Quando fortes, sê-lhes a companhia e a jovialidade; quando fracos, a
proteção e o socorro. 
Enquanto sadios, presenteia-os com a alegria e a consideração; se
enfermos, com a assistência dedicada e a sustentação preciosa. 
Em qualquer situação ou circunstância, na maturidade ou na velhice,
afeiçoa-te àqueles que te ofertaram o corpo de que te serves para os
cometimentos da evolução, como o mínimo que podes dispensar-lhes,
expressando o dever de que te encontras investido.
Extraído do livro Leis Morais da Vida - Joanna de Ângelis

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