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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA LIVRO 3 CAP 13



O ESQUECIMENTO DO PASSADO REGRESSÃO DE MEMÓRIA –TVP

BIBLIOGRAFIA
FILOSOFIA ESPÍRITA –Tomo II – Manoel P. São Marcos –Edit. FEESP
MUITO ALÉM DOS NEURONIOS –Núbor Facure –Edit. AMESP
REENCARNAÇÃO - Richard Simonetti –CEAC Editora
O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR – Leon Denis –FEB Editora
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Allan Kardec - FEB Editora

REFLEXÃO

BAILE DE MÁSCARAS
A cada dez anos em 31 de dezembro promove-se um Baile de Máscaras para centenas
de convidados. Essa noite é longa e todos buscam se conhecer sem poder tirar a mascara.

Muitos fatos ocorrem no período dessa festa. No término da festa os convidados vão saindo um a um, deixando as fantasias num compartimento adequado. Assim voltam aos seus afazeres cotidianos.

Passam-se dez anos e novo baile de mascaras esta programado. Voltam a ele todos os convidados porem todas as fantasias mudaram.

Nova festa. Novas fantasias. Mesmos convidados. Mais um Baile de Máscaras.

Poderíamos fazer uma analogia, um paralelo, destes bailes com as diversas reencarnações?

1ª PARTE: OBJETIVO DESTA AULA
Esta aula tem por finalidade fazer uma análise sobre o esquecimento das encarnações anteriores na ocasião do reencarne por parte do espírito. Entendamos que tais esquecimentos são de fato ocorridos e personagens envolvidos. A experiência com o fato, o ganho em aprendizagem com tais acontecimentos são retidos na memória profunda ou na memória perispiritual

2ª PARTE: INTRODUÇÃO
A aula consiste em fazermos tentativas de lembranças de fatos ocorridos na vida presente e observarmos o que fica retido no consciente e no inconsciente.

Serão apresentados os avanços que a Ciência, através da Psicologia, já contempla com as terapias pregressas.

3ª PARTE: MEMORIZAÇÃO ATRAVÉS DOS SENTIDOS – MEMÓRIA CONSCIENTE LOCALIZAÇÃO E ACESSO
Tudo que é assimilado através dos sentidos, o cérebro registra e pode armazenar ou não. Com a visão registramos paisagens, pessoas, quadros. Com o ouvido, sons, músicas, ruídos. Com o paladar, olfato e tato, os sabores, os cheiros e as sensações de pressão e calor.
As situações que nos despertam emoções, boas ou más, prazeres, dores, sofrimentos, são as que têm a maior capacidade de fixação em nossa memória.

O tempo se ocupa em dar destino a esses registros, fixando-os ou apagando-os da memória, por isso aqueles que nos marcam tem maior poder de retenção.

A localização no cérebro tem sua posição bem definida tanto que se essa parte do cérebro for
danificada ou atingida nos causa perda de informações (de registros).

O seu acesso, entretanto, depende em grande parte da nossa vontade. É a memória consciente.

Façamos alguns ensaios de lembranças. Há aquelas que brotam naturalmente e aquelas as
quais forçamos a lembrança: nomes, fisionomias de pessoas.

Por vezes demoramos em lembrar e depois vem naturalmente.

4ª PARTE: O INCONSCIENTE – MEMÓRIA PROFUNDA – LOCALIZAÇÃO E ACESSO
Os registros de memória são pouco ou muito acessados, ou seja, recorremos com frequência ao uso da memória. Por vezes, porém procuramos esquecê-los e até inibi-los.

Fatos que nos machucam ao lembrarmos procuramos conscientemente a não trazer a tona ou seja procuramos torná-los inacessíveis.

Para recordarmos determinados fatos, quadros e pessoas, precisamos por vezes de muito  esforço consciente, longo período de tentativas e até ajuda, através de hipnose.

Alguns desses pensamentos se encontram no nosso inconsciente. Essa memória que denominamos profunda, no nosso entender, já se encontra no plano perispiritual, saindo do plano físico, biológico ou cerebral.

Neste ponto, os fatos se destacam diante dos personagens.

São estes registros que farão parte de nosso histórico de todas as existências, enfim, nossa historia como ser espiritual.

As formas de acesso nessa memória profunda são através de hipnose. Assim se destacam as terapias que utilizam a Hipnose, como a TVP (terapia de vidas pregressas).

5ª PARTE: TERAPIA DE VIDAS PREGRESSAS (TVP )
A Terapia de Vidas Pregressas (TVP) é um tratamento utilizado pelos psicólogos que consiste em hipnotizar a pessoa e através de sua memória profunda fazer uma regressão no tempo.

Esses profissionais não são necessariamente espíritas, mas admitem a reencarnação.

O processo consiste em fazer um retorno no tempo, aonde o paciente vai citando fatos de sua vida atual de maneira cronológica até chegar a sua vida uterina. Continua com o processo de lembrança na vida uterina até o dia da concepção. Dá-se continuidade a regressão indo para vidas anteriores.
Descreve-se a partir de então aquela existência indo a busca de fatos que possam estar relacionados com seus traumas ou psicoses da atualidade. A descoberta da causa vem a facilitar o tratamento do efeito.
No Brasil, muitos são os médicos que se envolvem com esta forma de tratamento. Existem até sociedades que reúnem profissionais da área para a divulgação do tratamento. Uma sociedade conhecida é a SBTVP, Sociedade Brasileira de Terapia de Vidas Pregressas com sede em Campinas.
Vale lembrar que esses tratamentos médicos e essas sociedades não têm vinculo com o movimento espírita.

6ª PARTE: ENSAIOS DE RECORDAÇÃO DE FATOS DA VIDA PRESENTE
Vamos fazer um retrospecto histórico desta nossa encarnação, caminhando desde nossa infância, buscando os primeiros fatos que conseguimos lembrar, passando posteriormente a pré-adolescencia, adolescência, juventude, idade pré-adulta, adulta, madura.

Analisemos quais os fatos e pessoas que conseguimos lembrar como, locais, rostos e situações.
Pessoas que passaram pela nossa vida e não mais as vimos. Locais que conseguimos lembrar.

Situações vividas. O que lembramos? Muita ou pouca coisa? É fácil lembrarmos todas as passagens, de detalhes? Lembramos as fisionomias daqueles que passaram em nossas vidas?
Façamos um esforço mental maior – vamos tentar descrever.

7ª PARTE: SIMULAÇÃO DE UMA VIDA PRETÉRIA E RELAÇÃO COM A ATUAL
Vamos fazer outra simulação.

Imaginemos que tenhamos vivido no século XVIII numa aldeia do interior da Turquia. Somos camponeses e temos uma família numerosa. Feições típicas da região. Nascemos, tivemos uma infância, crescemos, enfim uma vida simples. Casamos, constituímos família, trabalhamos no campo, criamos gado. Seguidamente vamos à cidade para comercializar nossos produtos da terra bem como os animais.

Agora, no século XX, nascemos no interior de São Paulo em cidade pequena e com pouca idade nos mudamos para a cidade grande.

Vamos fazer uma tentativa de relembrar as nossas feições da vida anterior, o local onde vivemos e aqueles que conosco conviveram. Tentemos relacionar com as pessoas de nossa convivência da vida atual.

8ª PARTE: LAMPEJOS DO DE JÁ VU E DOS SONHOS
Por vezes ao nos encontrarmos num determinado local, temos a impressão de já ter estado ali.

Outras vezes, vemos pessoas que parecem ser familiares a nós apesar de nunca as ter visto antes.

Este estado de alma é conhecido por “dejá vu” ou simplesmente o “já visto”

Em sonhos, com certeza, já vimos lugares em que, conscientemente nunca estivemos.

Como essas imagens poderiam estar em nossa memória se nesta vida nunca passaram por
nossos sentidos?

Deduzimos que devem ter passado pelos nossos sentidos em outras existências e o registro foi para o inconsciente. Estes registros nos acompanham através das diversas vidas corporais.

9ª PARTE: ESQUECIMENTO DE PERSONAGENS E FATOS –VANTAGEM OU DESVANTAGEM?
Relacionar pessoas que hoje fazem parte do nosso relacionamento com aquelas que viveram conosco em outras existências é algo bom ou ruim?

Seria uma informação supérflua?

Iríamos gostar mais ou gostar menos de alguém por causa desse conhecimento?

Em que isso iria influenciar na nossa caminhada evolutiva?

10ª PARTE – CONCLUSÃO
Entendemos que a lembrança das vidas passadas traria confusões muito sérias a nova existência.

Num mundo de provas e expiações onde o mal predomina, faria com que os indivíduos se empenhassem mais na busca dos algozes para fazer-lhes justiça. Bem conhecemos este procedimento de formulação de juízos.

Como a Justiça humana não teria instrumentos legais para proceder à de vida sanção de crimes realizados em existências anteriores, o indivíduo iria fazê-la a sua própria maneira. Por consequência estes atos iriam ser julgados pela justiça humana sob as luzes dos acontecimentos dessa existência. Eis a confusão formada!
Alan Krambeck

11ª PARTE–MÁXIMA / LEITURAS E PREPARAÇÃO PARA PRÓXIMA AULA

Próxima aula: Livro 3 –Cap. 14 -A FUNÇÃO EDUCATIVA DA DOR

Leitura:
O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR – Leon Denis – Edit FEB




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