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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Inimigos Íntimos

"Combati o bom combate." II Timóteo 4:7

Antes de libertar-se de seus conflitos e limitações, devido a seu estado evolutivo ainda acanhado, o homem procura combater e fazer guerras à vida alheia, estabelecendo um estado quase permanente de conflito social.

O seu ego é aturdido pelas situações que inventa para mascarar a infelicidade. Tem medo de amar e foge a qualquer manifesação de afetividade, embriagando-se nas sensações grosseiras e passageiras.

A busca da felicidade é sempre individual. Não obstante haja semelhança nos anseios das criaturas que buscam sua realização, a felicidade íntima guarda caracteristicas particulares.

O ser perde o seu tempo combatendo as manifestações de felicidade alheia, deixando que a inveja, o ciúmes e o sentimento de incapacidade o dominem. Esquece-se de combater o inimigo que abriga em seu interior.

O tempo passa, e, sentindo-se insastisfeito, o homem deixa-se conduzir para os desregramentos emocionais, que mais tarde produzem o relaxamento da força interior.

Para sair desse estado aflitivo em que se enquadra é necessário transferir o campo da luta, da parte externa, para dentro de si mesmo.

O combate não é mais com a felicidade do próximo, que o incomoda; não mais com o sucesso ou a ascensão de seu semelhante. É preciso amar-se com perseverança, boa-vontade, fé inabalável e empreender a luta contra esse estado de inquietude da alma.

Para auxiliá-lo, o homem conta com o poder da prece, que arregimenta forças e atrai energias poderosas. Revigorando pelo contato com os planos mais altos, eis que, depois de assimilar os fluidos imponderáveis do amor, amando-se verdadeiramente, sairá vencedor na batalha do si.

Este, o verdadeiro combate a que deve dedicar-se com confiança em si mesmo.

Alex Zarthúr - Robson Pinheiro - Livro Serenidade cap22

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