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quarta-feira, 29 de junho de 2016

EDUCAÇÃO PARA A MORTE José Herculano Pires




EXCERTOS (fragmentos extraído da obra acima)

"A Educação para a Morte não é nenhuma forma de preparação religiosa para a conquista do Céu. É um processo educacional que tende a ajustar os educandos à realidade da Vida, que não consiste apenas no viver, mas também no existir e no transcender*."

"Quem primeiro cuidou da Psicologia da Morte e da Educação para a morte, em nosso tempo, foi Allan Kardec. Ele realizou uma pesquisa psicológica exemplar, sobre o fenômeno da morte. Por anos seguidos falou a respeito com os espíritos dos mortos. E, considerando o sono como irmão ou primo da morte, pesquisou também os espíritos de pessoas vivas durante o sono. Isso porque, segundo verificara, os que dormem saem do corpo durante o sono. Alguns saem, e não voltam: morrem". 

"A ideia cristã da morte, sustentada e defendida pelas diversas igrejas, é simplesmente aterradora. Os pecadores ao morrer se vêem diante de um Tribunal Divino que os condena a suplícios eternos. Os santos e os beatos não escapam às condenações, não obstante a misericórdia de Deus, que não sabemos como pode ser misericodioso com tanta impiedade. As próprias crianças inocentes, que não tiveram tempo de pecar, vão para o Limbo misterioso e sombrio, pela simples falta do batismo. Os criminosos broncos, igonorantes e todo o fosso da espécie humana são atirados nas garras de Satanás, um anjo decaído que só não encarna o mal porque não deve ter carne."

"Desconhecendo a complexidade do processo da vida, o homem terreno sempre se apegou, principalmente nas civilizações ocidentais, ao conceito negativo da morte como frustração total de todas as possibilidades humanas."

"A Educação para a Morte não é nenhuma forma de preparação religiosa para a conquista do Céu. É um processo educacional que tende a ajustar os educandos à realidade da Vida, que não consiste apenas no viver, mas também no existir e no transcender*. 
A vida e a morte constituem os limites da existência. Entre o primeiro grito da criança ao nascer e o último suspiro do velho ao morrer, temos a consciência do ser e do seu destino.* As plantas e os animais vivem simplesmente, deixam-se levar na correnteza da vivência, entregues às forças naturais do tropismo e dos institntos.
...Mas a criatura humana é um ser definido, que reflete o mundo na sua
consciência e se ajusta a ele, não para nele permanecer, mas para conquistá-lo,
tirar dele o suco das experiências possíveis e transcendê-lo, ou seja, passar
além dele."

"Seria estranho, e até mesmo irônico que, num Universo em que nada se perde, tudo se transforma, o homem fosse a única exceção peerecível, sujeito a desaparecer com os seus despojos."

"O homem é imortal. Ao morrer na Terra, transfere-se para os planos de matéria mais sutil e rarefeita, em que continua a viver com mais liberdade e maiores possibilidades de realizações, certamente inconcebíveis aos que ficam no plano terreno."

"A mente não é física e por meios não físicos age sobre a matéria, O cérebro é simplesmente o instrumento de manifestação da mente no plano físico. Isso equivale a dizer que o homem é espírito e não apenas um organismo biológico."

"É preciso que não nos esqueçamos deste ponto importante: os homens são espíritos e os espíritos nada mais são do que homens libertos das injunções da matéria. "

"...Desta maneira, mortos e vivos somos todos. Revezamo-nos na Terra e no Espaço porque a lei de evolução exige o nosso aprimoramento contínuo. Se no plano espiritual os limites de nossas potencialidades de aprendizado se esgotam, por falta de desenvolvimento dos potenciais anímicos, retornamos às duras experiências terrenas. A reencarnação é uma exigência do nosso atraso evolutivo, como a semeadura da semente na terra é a exigência básica da sua germinação e do seu crescimento. Assim, nascimento e morte são fenômenos naturais da vida, que não devemos confundir com desgraça ou castigo. Só os homens matam para vingar-se ou cobrar dívidas afetivas. Deus não mata, cria."*

"A ideia trágica da morte sobrevive em nosso tempo, apesar do avanço das Ciências e do desenvolvimento geral da Cultura. Há milhões de anos morremos e ainda não aprendemos que vida e morte são ocorrências naturais. E as religiões da morte, que vampirescamente vivem dos gordos rendimentos das celebrações fúnebres e das rezas indefinidamente pagas pelos familiares e amigos dos mortos, empenham-se num combate contra os que pesquisam e revelam o verdadeiro sentido da morte. A ideia fixa de que a morte é o fim, e o terror das condenações de após morte, sustentam esse comércio necrófago em todo o mundo. Contra esse comércio simoníaco é necessário desenvolver-se a Educação para a morte que, restabelecendo a naturalidade do fenômeno dará aos homens a visão consoladora e cheia de esperanças reais da continuidade natural da vida nas dimensões espirituais, e a certeza dos retornos através do processo biológico da reencarnação, claramente ensinado nos próprios Evangelhos*. Conhecendo o mecanismo da vida, em que nascimento e morte se revezam incessantemente, os instintos de morte e seus impulsos criminosos irão se atenuando até desaparecerem por completo. Os desejos malsãos de extinsão da vida, que originam os suicídios, os assassinatos e as guerras, tenderão a se
transformarem nos instintos da vida. esperança e a confiança em Deus, bem como a confiança na vida e nas leis naturais, criarão um novo clima no planeta, hoje devastado pelo desespero humano*.

 O medo e o desespero desaparecerãocom o esclarecimento racional e científico do mistério da morte, esse enigma que a ressurreição de Jesus e os seus ensinos, bem como os do Apóstolo Paulo, já deviam ter esclarecido há dois mil anos."

Elaine Saes

2 comentários:

  1. que texto fantástico e esclarecedor, já li muito material desse autor e gosto muito. estou com um novo blog espírita e te convido a uma visita, bjs

    http://espiritosevangelizados.blogspot.com.br/

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  2. Jeanne obrigada pelo comentário. Seja sempre bem vinda!
    Agradeço o convite e irei conhecer seu trabalho.
    Paz e luz
    Elaine Saes

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