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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Formação dos mundos


"O mundo, em seu berço, não foi estabelecido na virilidade e na plenitude da vida; não, o poder criador não se contradiz jamais e, «raio todas as coisas, o universo nasceu menino." Allan Kardec, em A Gênese, cap. 6, item 15

 "Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." Efésios 2:10 

NA FORMAÇÃO DO planeta Terra, juntamente com outros mundos dispersos pelo espaço, foram estruturados também elementos etéricos, que constituíram a forma fluídica dos mundos.

A matéria primitiva e a dela derivada vibram em vários campos ou dimensões.

 Na formação do planeta, sob a amorável orientação da consciência cósmica de Jesus, foram também estruturadas as várias camadas dimensionais que compõem a realidade energética dos mundos.

Os espíritos processam sua evolução ao longo dos milênios tanto na parte mais densa ou física quanto na parte extrafísica, que constitui a realidade energética da criação.

Tanto a parte física ou materializada como as dimensões paralelas que circundam as crostas dos mundos dispersos na amplidão estão estuantes de vida e movimento, constituindo campo abençoado de aprendizado para as consciências em processo de evolução.

Interpenetrando-se e irradiando-se a partir da matéria densa que constitui os mundos ou planetas materiais, outros mundos existem, estruturados em matéria sutil, imperceptíveis ainda pelos instrumentos da tecnologia humana.

Esses mundos astrais, sutis ou energéticos circundam a camada densa e material dos planetas.

Quaisquer que sejam os nomes que se deem a essas dimensões ou campos vibratórios, a realidade é que eles existem e sempre serão parte integrante dos mundos.

Isso nos esclarece também certos fatos relativos à habitação de outros mundos dispersos no cosmos.

Os conceitos humanos em relação aos corpos de manifestação de outras inteligências, habitantes desses mesmos mundos, são limitados.

 Esses corpos são adaptados à forma e dimensão da esfera física ou espiritual em que se encontram, em matéria que vibra em faixas diferentes da que constitui o vosso mundo.

No que diz respeito à formação e construção das estruturas que deram origem ao vosso Sistema Solar, a mente do Cristo coordenou todas as atividades realizadas durante eras.

De acordo com planos predeterminados, influiu com a sua vontade na matéria cósmica dispersa pela imensidade, condensando-a sob o influxo de seu poder, sempre de acordo com as leis sábias estatuídas pela Suprema Consciência, que chamamos de Deus e Pai.

A matéria fundamental6 com a qual trabalhou a mente crística e seus prepostos, na formação dos mundos, já existia anteriormente, criada diretamente pela vontade suprema do Todo-Poderoso.

O Cristo, responsável pela formação do vosso sistema, utilizando-se de seu potencial de cocriador, o verbo ou a força divina, modificou o estado de repouso desse fluido primordial, imprimindo-lhe movimento, e atuou diretamente nos domínios atômicos e subatômicos do fluido universal.

Preencheu esse fluido com a sua própria força ou energia que passou a ser o impulso para o desenvolvimento e a manutenção das formas materiais e fluídicas ou energéticas dos mundos formados durante os milênios de evolução.

Traçou as dimensões do vosso sistema de acordo com o que se pode chamar de dimensões de sua própria aura.

No Plano Cósmico isso corresponde à distância até o último dos mundos do vosso sistema cosmogônico. Estabeleceu assim, sob sua amorável influência, o campo de evolução das almas que estavam sob sua paternal proteção.

Por meio da ação e da presença do Cristo Cósmico7, o responsável espiritual pela evolução da vida no mundo, podemos ter uma ideia mais aproximada da grandeza de Deus, pois ele, o Cristo, existe, age e atua no mundo como representante do Pai, trazendo-nos uma imagem do Absoluto, que se reflete em sua própria natureza.

Desde longas eras a representação da Divindade foi associada ao astro solar.

No Sistema Solar, o Sol é o centro irradiante de vida, e, por seu magnetismo cósmico, mantém os mundos de seu sistema em relação direta com ele próprio.

Dessa forma, pode-se compreender como a atividade do Cristo, representante da Divindade, sempre foi associada ao Sol, que se tornou seu símbolo.

Embora suas características se assemelhem às da estrela de vosso sistema, sua existência e atuação está mais acima e além dos limites físicos ou dimensionais desse mesmo sistema planetário, atuando em níveis de consciência que, por enquanto, são inconcebíveis para a humanidade terrestre.

Ele é a "expressa imagem da Divindade", segundo a interpretação do apóstolo Paulo (2Co 4:4).

 6 Matéria fundamental – Conforme se pode ler na resposta à questão 39 de O Livro dos Espíritos, "(...) os mundos se formam pela condensação da matéria espalhada no espaço", afirmação que coincide com as constatações recentes da física. Marcelo Gleiser, físico brasileiro, diz que "somos filhos das estrelas" (1997)
    7 No capítulo O desejado de todas as nações, escrito em parceria com o espírito Estêvão, Zarthú aprofunda as relações entre a formação dos mundos e a aura crísti- ca. Zarthú interpreta de maneira não literal as palavras do Cristo: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10:30). Essa é a interpretação mais adequada do ponto de vista espírita, para o qual Deus e Jesus são distintos entre si. Ver, a propósito dos temas abordados por Zarthú neste capítulo e nos seguintes, os estudos de Allan Kardec em A Gênese, em particular nos capítulos 4 a 12.

  cap 2 do livro Gestação da Terra – Robson Pinheiro [pelo espírito Alex Zarthu]

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