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quarta-feira, 7 de março de 2018

O PENSAMENTO E A VONTADE COMO FORÇAS - CONCLUSÃO

conclusão dos subtítulos:
Pensamento e Vontade;
Ideoplastia;
Fotografia do Pensamento;
Formas- pensamentos.

Inúmeras são as consequências morais que deduzimos desse capítulo, (O Pensamento e a Vontade como Forças), a começar pela maledicência.

Vejamos:

Ao comentarmos o lado menos feliz de um companheiro de trabalho estaremos descarregando sobre ele cargas maciças de forças negativas que, conforme o seu estado espiritual, poderão prejudicá-lo enormemente. Assim lembramos e valorizamos os ensinamentos de André Luiz

 "O mal não merece comentário em tempo algum" e "Comentar o mal é dar forças a ele".

Por outro lado, passamos a entender melhor o ensinamento do Mestre que bondosamente nos advertia:
"Em verdade vos digo, ao pensardes em cometer o erro já o cometeste".

  e dessa forma conhecemos as responsabilidades que contraíamos ao falarmos ou mesmo pensarmos em algo.

Alerta-nos a lição desse cap a respeito das nossas conversações, leituras, filmes, programas de TV etc.. que devem ser selecionados. Isto não quer dizer que devamos viver num alheamento total do mundo, mas sim sermos vigilantes ao ponto de "podermos descer ao poço sem nos enlamearmos", conforme ensina André Luiz. Por exemplo, diante dos livros fúteis e até pornográficos que ocasionalmente caem em nossas mãos não podemos nos deixar envolver pela mensagem deletéria, mas sim examiná-lo tecnicamente "à distância"como diz o povo.

Nada melhor para uma ilustração global do que acabamos de dizer do que um trecho de André Luiz extraído do livro "Mecanismo da Mediunidade":

"O comprazimento nessa ou naquela espécie de atitude ou companhia, leitura ou conversação menos edificantes, estabelece em nós o reflexo condicionado pelo qual inconscientemente nos voltamos para as correntes invisíveis que representam.
É desse modo que formamos hábitos indesejáveis pelos quais nos fazemos pasto de entidades vampirizantes, acabando na feição de arcabouços vivos para moléstias fantasmas.
Pensando ou conversando constantemente sobre agentes enfermiços, quais sejam a acusação indébita e a crítica destrutiva, o deboche e a crueldade, incorporamos, de imediato, a influência das criaturas encarnadas e desencarnadas que os alimentam, porque o ato de voltar a semelhante temas, contrários aos princípios que ajudam a vida e a regeneram, se transforma em reflexo condicionado de caráter doentio, automatizando-nos a capacidade de transmitir tais agentes mórbidos, responsáveis por largo acervo de enfermidade e desequilíbrio."

E mais adiante a lição prossegue soando para todos nós com um grito de alerta:

"Suponhamos, porém, que o leitor se decida pelos fatos policias.
Avidamente procurará os sucessos mais lamentáveis e, finda a voluptuosa seleção dos crimes ou desastres apresentados, escolherá o mais impressionante aos próprios olhos, para nele concentrar a atenção.
Nesse estado de ânimo, atrairá companhias simpáticas que, em lhe escutando as conjeturas, passarão a cunhar pensamentos da mesma natureza, associando-se-lhe à maneira íntima de ver, não obstante cada um se mostre em campo pessoal de interpretação.
Daí a instantes, se as formas-pensamento fossem visíveis ao olhar humano, os comentaristas contemplariam no próprio agrupamento o fluxo tóxico de imagens deploráveis, em torno da tragédia, a lhes nascerem da mente no regime das reações em cadeia, espraiando-se no rumo de outras mentes interessadas no acontecimento infeliz.
 E, por vezes, semelhantes conjugações de ondas desequilibradas culminam em grandes crimes públicos, nos quais Espíritos encarnados, em desvario, pelas ideias doentes que permutam entre si, se antecipam à manifestações da justiça humana, efetuando atos de extrema ferocidade, em canibalismo franco, atacados de loucura coletiva, para mais tarde, responderem à silenciosas arguições da Lei Divina, cada qual na medida da colaboração própria, no que se refere à extensão do mal.
Extraído do livro - Iniciação Espírita - Fraternidade dos Discípulos de Jesus - Coordenação Edgard Armond

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