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domingo, 17 de setembro de 2017

Pedi e Obtereis - cap XXVII - Evangelho Segundo o Espiritismo

"... Não afeteis orar muito em vossas preces, como fazem os gentios, que pensam ser pela multidão de palavras que serão atendidos. Não vos torneis, pois, semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que necessitais antes de o pedirdes.
Quando vos apresentais para orar, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoais-lhe, a fim de que vosso Pai que está nos Céus, perdoe também vossos pecados. Se vós não perdoais, vosso Pai que está nos Céus, não vos perdoará também vossos pecados."
- A prece, é poderosa arma que Deus nos oferece para vencermos as dificuldades do dia-a-dia. Através dela podemos mobilizar o auxílio dos espíritos de luz, que certamente virão em nosso socorro. Por meio da oração, orientamos o nosso pensamento em uma linha positiva. O "pedi e obtereis", que Jesus nos ensinou, reflete a linha de ação e reação, a que todos estamos sujeitos. Se tivermos bons pensamentos. Agora, se formos derrotistas, atrairemos espíritos trevosos que sabem muito bem aproveitar-se dos nossos momentos de fraqueza. Por meio da prece, mantemos o nosso espírito iluminado, evitando as más influências.

Não podemos esquecer, também, que para pedirmos temos que ter merecimento. Como Jesus nos disse, é necessário perdoarmos antes de pedir, pois o Pai é justiça e sabedoria. Sendo justiça, ele não pode dar a quem não faz por merecer. Através das dificuldades, Deus nos lembra que também precisamos de auxílio e de amparo, e que vivemos em sociedade, sendo que somos todos iguais e que todos somos merecedores de respeito mútuo. Aquele que acredita que não precisa perdoar, não recebe as bênçãos que pede a Deus, pois por ser egoísta não é digno de ser atendido.

Agora aquele que tem fé e segue os ensinamentos cristãos, respeitando e perdoando seu semelhante, seja quem for, este, com certeza, será atendido em seu pedido.

É importante lembrar que a prece deve ser resultado da intenção de nossos corações. Jamais devemos realizar uma prece decorada, sem sentimento. Devemos realizar as nossas próprias orações! A nossa oração pode ser realizada com palavras humildes e desarranjadas, desde que seja com pureza de sentimentos e intenções. Mais vale, para o Pai, uma oração precária, mas de coração, do que a mais bela composição literária, mas fria e decorada.

Trecho extraído do livro A História de um Anjo - Roger Bottini Paranhos - cap 21

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