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segunda-feira, 6 de março de 2017

Microcefalia e aborto: a ligação do Espírito

Antes de abordarmos a questão espiritual ligada à condição da microcefalia, façamos algumas considerações gerais básicas para podermos inserir, adequadamente, as explicações espíritas.
 

Conceito de Microcefalia: Microcefalia é uma condição neurológica em que a cabeça e o cérebro da criança são bem menores do que os de outras da mesma idade e sexo. O cérebro não cresce o suficiente durante a gestação ou após o nascimento. Dependendo da gravidade da má-formação, podem surgir complicações como déficit cognitivo grave, comprometimento visual, auditivo e da fala, hiperatividade, baixo peso e estatura (nanismo) e  convulsões (epilepsia).
 

A microcefalia pode ter como causa fatores genéticos e ambientais. Pode ser congênita, isto é, por fatores que atuaram via placentária, por exposição a substâncias nocivas no decorrer da gravidez ou ser adquirida nos primeiros anos de vida por diversos fatores. Sejam quais forem os fatores, sabemos que neste bebê está presente um Espírito que retorna ao mundo físico necessitando de amor e amparo, independentemente das origens espirituais do problema. 
 

A microcefalia hereditária pode ser causada por diversas síndromes genéticas, conhecida como microcefalia verdadeira, vera ou primária, para manifestar o transtorno, a criança precisa herdar uma cópia do gene defeituoso do pai e outra da mãe, que não manifestavam a doença (genes recessivos). 
           

Como espíritas, sabemos que os genes estavam contidos em células reprodutoras, mas foram atraídos pelo campo vibratório das matrizes perispirituais enfermas do Espírito reencarnante. Este está retornando ao mundo físico para drenar ao corpo biológico uma desarmonia, visando à resolução da mesma.      


Existe, também, a microcefalia associada a causas secundárias, que determinam o fechamento prematuro das moleiras (fontanelas) e das suturas entre as placas ósseas do crânio, o que impede o crescimento normal do cérebro.  Esta condição denomina-se craniossinestose, que pode afetar o feto dentro do útero, ou depois do parto, quando o cérebro ainda está em acelerado processo de formação. O Espírito reencarnante sempre modela, inconscientemente, o corpo físico pelo perispírito, portanto, a anomalia decorre de desestruturação energética do corpo astral que pode advir de traumas graves não bem assimilados pelo psiquismo do Espírito ou atitudes que geraram lesões em si ou em outrem e agora constituem campos perispirituais modeladores da forma em desequilíbrio.    
 

Outras causas secundárias da microcefalia são: durante a gravidez, consumo de cigarro, álcool e outras drogas ou de alguns medicamentos, doenças infecciosas como rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, herpes zoster, entre outras. Há ainda a possibilidade de se adquirir a microcefalia por intoxicação por mercúrio, fenilcetonúria materna não controlada, exposição à radiação, desnutrição materna, má-formação da placenta, traumatismo cranioencefálico e hipóxia grave (falta de oxigenação nos tecido e no sangue).
    

Atualmente, esta má-formação está sendo mais comumente resultado da infecção pelo zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, o mosquito que também transmite a dengue e a febre chikungunya. 
 

O conhecimento da ciência e filosofia espírita nos permite saber que só renasce em um organismo nessas condições e apresentará essa má-formação, aquele Espírito que tem sintonia com a anomalia, ou seja, é magneticamente atraído pelo seu padrão vibratório. 

Não há acaso biológico, nem processo punitivo, há Lei de causa e efeito, visando ao aprendizado, visando à cura ou drenagem da dimensão astral para a dimensão física. O processo expiatório é um mecanismo de libertação do problema. Só reencarnará em um organismo que será lesado por infecção, droga e outros fatores, um Espírito que tiver em seu corpo espiritual predisposições para esta lesão.

        

Bebê microcéfalo: o momento da reencarnação 

Lembramos que, se o óvulo, geralmente, é um solitário à procura de um companheiro ideal, os pretendentes à sua posse definitiva e à união completa são muitos espermatozoides. Exatamente aquele óvulo, com aquele conjunto de genes, foi o liberado na ovulação pela influência das energias do Espírito. No caso de microcefalia primária ou verdadeira, o campo magnético do perispírito determina a liberação de um óvulo com o gene do problema. O Ser reencarnante, mesmo inconsciente e a distância, já estava, pelos mentores especializados, unido à psicosfera materna, em função de uma longa história do passado...


Mais de duzentos milhões de espermatozoides; uma população igual à de muitos países somados se acotovelarão na busca desenfreada de um só troféu. Consideram alguns biólogos que o mais apto vence a corrida e fecunda o óvulo. Mas como o mais apto? Por que, às vezes, um espermatozoide portador das mais profundas anomalias supera todos os demais? Estudando a ciência espírita, encontramos a resposta satisfatória para este aparente “capricho do acaso”. 


Genes e Magnetismo 

Cada espermatozoide traz em seu bojo os cromossomas que contêm os genes para todas as características físicas do novo corpo a ser formado. Os genes, moléculas de DNA, são partículas de altíssima complexidade.


Os espermatozoides, conforme os genes que transportam, têm uma vibração energética peculiar. Conforme o padrão genético que levam, emitem uma frequência de onda correspondente. Dizemos, então, que cada espermatozoide possui uma aura energética peculiar ao conjunto de genes que carrega. No caso que estudamos, há entre esses espermatozoides os que carregam genes causadores de síndromes genéticas onde a microcefalia se manifestará.


O óvulo, como toda célula viva, possui um campo de fluido vital ao seu redor. Este fluido vital, ou energia vital, é o campo de força que atrai as energias da entidade reencarnante. Este Espírito ou entidade reencarnante liga-se ou prende-se ao óvulo, passando, então, a irradiar suas vibrações, cada vez mais intensamente, em direção ao fluido vital do óvulo. O óvulo, ao irradiar as vibrações do Espírito, passa a atrair, automaticamente, por sintonia de ondas, aquele espermatozoide que contém os genes que sintoniza, ou seja, que ele precisa e expressa sua realidade perispiritual, os genes da microcefalia que necessita para seu reequilíbrio e desenvolvimento espiritual.


Conforme o carma da entidade espiritual, expresso pelas suas matrizes perispirituais e refletidas no óvulo, são atraídos os genes que sintonizam com a mensagem ou código, transmitida inconscientemente pelas unidades energéticas do perispírito, e recebidas pelas moléculas de DNA (ácido desoxirribonucleico) do espermatozoide correspondente.

São quase 300 milhões de opções diferentes para um novo organismo biológico, opções apresentadas pelos espermatozoides, razão por que, somos todos tão especiais, diferentes uns dos outros. Este aparente desperdício de espermatozoides é a sábia lei da natureza fornecendo múltiplas opções para que a justiça divina, oportunizando evolução, se cumpra através das leis biológicas. 

Herança Cármica 

Inconscientemente, eis que o Espírito reencarnante, que semeou livremente nas vidas passadas (e gravou os registros desta semeadura no seu perispírito), agora impregna o óvulo materno pelas vibrações de seus méritos e deméritos.


O gameta masculino, adequado às suas necessidades cármicas, por sintonia magnética, é rapidamente como que “puxado” para o óvulo e ocorre a fecundação ou concepção. Não é, pois, o “acaso biológico” que determina que um espermatozoide fecunde o óvulo, mas a lei do retorno, da colheita obrigatória, lei de ação e reação, sempre visando à cura espiritual.

Espermatozoide mais apto, portanto, é aquele que melhor sintoniza com as vibrações da entidade reencarnante, previamente imantada ao óvulo. No entanto, até este momento, não houve a reencarnação propriamente dita. A união do espírito reencarnante diretamente com a matéria, ligado às moléculas físicas, se dá no instante em que ocorre o grande choque biológico: o espermatozoide penetra no interior do óvulo.


No momento da fecundação, milhões de átomos e moléculas das duas células entram em fervilhante atividade.  Essa      grande atividade, verdadeira explosão de fenômenos, ocorre numa maravilhosa orquestra regida pela sabedoria universal. No instante da concepção, as moléculas do corpo espiritual (perispírito) do reencarnante entram, por assim dizer, na intimidade da célula-ovo. Inicia-se agora, neste instante, a reencarnação propriamente dita, em termos físicos.


Quando o espermatozoide fecunda o óvulo, ocorre como que uma grande “explosão” de reações entre os componentes destas células reprodutoras e a interação entre os dois campos áuricos é que propiciam a abertura energética para a fixação dos fluidos perispirituais às moléculas orgânicas. Foi necessário um momento energético específico para que a outra dimensão interpenetrasse a matéria. 


Microcefalia e aborto provocado mentalmente pela mãe 

Nosso Espírito irradia ondas mentais que se expressam como ondas ultracurtas, curtas, médias, e longas conforme o tipo de pensamento que emitimos. Já é sobejamente conhecido o imenso potencial energético que nós, seres humanos, possuímos. Além disso, cada um de nós possui um magnetismo próprio e maior ou menor capacidade de irradiar e influenciar magneticamente ao seu redor.  A influência da força do pensamento é exercida sobre as energias ao nosso redor, sobre as plantas, animais e sobre outras pessoas, em especial, embriões e fetos. Fetos diagnosticados como microcéfalos podem estar mais sujeitos às energias do pai e da mãe, pelo susto da informação.


A mais fácil evidência da força mental sobre a matéria pode ser observada com experiências com a água. Chevalier e Hardy, dois eminentes pesquisadores franceses, utilizaram um aparelho chamado “gotejador psicocinético” que comprovou, em laboratório, a ação mental sobre as moléculas da água. Trata-se de um aparelho onde uma fonte goteja sobre uma lâmina, dividindo a gota de tal forma que os dois compartimentos abaixo se enchem de água em tempos rigorosamente iguais. Portanto, um aparelho de precisão física.


Verificou-se que “sensitivos” ou “sujets” - para utilizar a linguagem dos eminentes pesquisadores - ao se concentrarem mentalmente desviavam a gota, fazendo com que o compartimento à direita ou à esquerda conforme solicitado, crescesse mais em volume de água. Essa experiência foi muito estudada, também, pelo psicobiofísico brasileiro, Prof. Henrique Rodrigues, também palestrante espírita. 


O potencial psicocinético, que é capaz de mover objetos próximos ou a distância pela força de nossos pensamentos, atua também sobre as energias sutis que unem o embrião à textura energética do psiquismo fetal, em outras palavras, que unem o Espírito ao corpo em formação.


As ações mentais de uma gestante também possuem propriedades psicocinéticas e podem ter profunda repercussão sobre as ligações energéticas do Espírito reencarnante com o seu embrião. O embrião por ser constituído em grande parte por água, por estar mergulhado em uma bolsa d’água, é facilmente atingido pelas energias mentais da mãe, que continuamente o envolvem. A molécula de água é uma grande condutora de energia mental.


Há mães que, ao receberem a notícia de estar albergando em seu ninho uterino um filho microcéfalo, podem ser tomadas de pânico, pavor, desespero e até recusarem fortemente o fato de estarem grávidas. Seja pelas circunstâncias dolorosas que motivaram a gravidez, seja pela dificuldade de relacionamento com o esposo despreparado e imaturo que recusa a gestação de um microcéfalo, ou ainda pela situação de penúria econômica em que se situam, anteveem uma agravação da situação inesperada em que se encontram. Sobretudo, a ausência do conhecimento espiritual, ou seja, desconhecer que o filho microcéfalo é alguém que ela tem ligação secular, e agora estariam pai e mãe tendo a oportunidade de amar, resgatando vínculos anteriores enfim, a falta de conhecimento espírita pode levá-la a rejeitar a gestação.


Seja qual for o motivo, desde os mais complexos e respeitáveis até a mais simples vaidade, o fato é que, a situação pode existir, com relativa frequência. As experiências de regressão de memória efetuadas nas “Terapias de Vivências Passadas” – TRVP, ou por outros mecanismos, têm nos dado valiosos subsídios no estudo da influência mental da gestante sobre o feto.


Além de abortos, a postura monoideística (ideia fixa) materna pode determinar repercussões psicológicas diversas sobre o ser em vias de renascimento. Sentimento de abandono e carência afetiva são comuns em crianças, jovens e até em adultos que sofreram este tipo de influência materna.


Muitos renascimentos têm origem na necessidade de harmonização de desafetos passados. A oportunidade do vínculo familiar, e do véu de esquecimento do pretérito é um recurso que os amigos espirituais utilizam para a reaproximação das criaturas.


O intercâmbio energético materno-fetal será cada vez mais valorizado pela ciência médica que (excetuando alguns raros profissionais) não crê que um “Ser” em formação, sem cérebro desenvolvido, tenha capacidade de registrar as emoções maternas. Seja num microcéfalo ou anencéfalo, os registros são efetuados nas estruturas espirituais, portanto, impressos no inconsciente. Fica aqui a recomendação de se envolver o feto com sentimentos de amor, proteção, confiança e acolhimento, pois são ondas curtas e ultracurtas que envolveriam o feto amenizando as dificuldades naturais de uma reencarnação em organismo microcéfalo.   
    

Só o conhecimento da existência do Espírito abrirá as portas para a compreensão de um problema de tal magnitude.

Trabalhemos... 


Microcefalia e Assistência Espiritual na Gestação 

Todos os estudiosos da doutrina espírita têm conhecimento, através de inúmeras obras psicografadas, da existência do “Ministério da Reencarnação” nas colônias espirituais ligadas à esfera terrestre. Equipes especializadas no retorno ao mundo físico estudam, intensamente, e trabalham, procurando propiciar a situação mais adequada às necessidades evolutivas dos irmãos que necessitam voltar ao planeta.


Ao contrário do que se pensa, não são os mentores espirituais que determinam os defeitos físicos ou anomalias congênitas de um feto. NÃO É CORRETO imaginar que Seres de Luz, Amor e Sabedoria determinem: “você vai renascer com microcefalia”, mas observam que a lei Universal de Causa e Efeito é inexorável. O “modus vivendi” do Espírito, os traumas que sofreu, ou fatos vivenciados no passado geraram campos de força, circuitos vibratórios, no seu corpo espiritual, e esses, sim, é que determinam, agora, campos modeladores nas matrizes perispirituais.


Os mentores especializados, profundos conhecedores da dinâmica das energias, sabem ser inexorável a consequência e podem informar, ao Espírito ou mesmo aos seus seres amados, da anomalia orgânica que surgirá no seu novo corpo físico, seja por via congênita ou genética. Um Espírito que renasce commicrocefalia está ainda com dolorosas marcas no seu corpo astral que necessitam ser drenadas, expiadas para um corpo físico, visando à sua cura. Há também, raras situações, de Espíritos superiores que se ofereceram para renascer assim, com objetivos de auxiliarem os envolvidos e também adquirirem uma grande experiência nesta área. São exceções, mas existem.


As obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier descrevem com detalhes essa assistência. Entre outras obras, citaríamos o livro “Missionários da Luz”, obra que detalha a reencarnação do Espírito de Segismundo, mostrando a participação dos dois planos no processo.


Uma vez tendo sido escolhidos os pais, pelo critério considerado mais adequado à situação evolutiva do Espírito, e o merecimento dos genitores, inicia-se uma laboriosa assistência espiritual às pessoas mais envolvidas na reencarnação. Habitualmente: pai, mãe e filho. Ninguém tem um filho microcéfalo por mera casualidade, por azar do destino. São histórias seculares ou até milenares que unem os envolvidos em reencontros construtivos e necessários para o desenvolvimento espiritual e superação de antigas dificuldades. 


O trabalho de assistência espiritual, por vezes, necessita estender-se a outros membros da família, cuja interferência na gestação se fazia de forma negativa como, por exemplo, mecanismo de pressão induzindo ao aborto, ou outras formas de interferência que prejudicariam a planificação superior. Através da sensibilidade espiritual das criaturas, como sensibilidade paranormal ou mediúnica, os mentores espirituais procurarão constantemente intuir para que sejam tomadas as decisões mais equilibradas e saudáveis, as quais refletirão no ser que se prepara para voltar ao convívio dos encarnados. No caso do microcéfalo, um ser que necessita muito de carinho e amparo em todos os níveis.


Quando a resistência dos assistidos (pai e mãe principalmente) é muito forte, no sentido de acatar as ideias que lhe são sugeridas, a espiritualidade passa a buscar formas indiretas para veicular a mensagem harmonizadora. São enviadas sugestões mentais a parentes, vizinhos ou profissionais, que poderão influir construtivamente no processo da aceitação do filho microcéfalo, ou amparo, com relação a esta entidade reencarnante.


Durante o sono, habitualmente, sucede o desdobramento ou projeção astral dos encarnados. Nesta oportunidade, são fornecidos esclarecimentos ou informações preciosas aos pais. Comumente, é feita a apresentação do Espírito reencarnante aos futuros pais e, se existir um desafeto importante por parte de algum deles, com relação ao futuro filho, passa a ser executado um intenso trabalho de doutrinação visando amenizar as dificuldades mútuas. A projeção astral consciente e inconsciente dos pais tem um papel de relevo neste trabalho de amparo amoroso dos mentores espirituais.


A assistência recebida pela constelação familiar ocorre antes mesmo da fecundação, já nas fases de aproximação da entidade. Nos lares onde reina o equilíbrio psíquico, no amparo dos Espíritos Superiores, é possível se preservar a intimidade do casal no momento íntimo que determinará e fecundação.

As vibrações de amor que envolve os cônjuges criam uma aura energética de alta frequência, estabelecendo um campo de sintonia com os mentores espirituais, propiciam o isolamento no recesso do lar e evitam a aproximação de entidades espirituais não participantes do processo reencarnatório.


Lembra-nos o autor espiritual André Luiz que a privacidade do casal é respeitada pelos mentores espirituais, e que o momento da fecundação ocorre algumas horas após o ato sexual, quando o espermatozoide alcança o óvulo em sua longa caminhada pelo interior dos ductos femininos. Quando as encarnações se processam nos locais onde a gravidez é considerada como um acidente inconveniente, e o amor sexual deixou de ser uma expressão nobre entre duas criaturas para descer às profundezas de um triste comércio, há maiores dificuldades na recepção da assistência espiritual.


Embora os mentores espirituais estejam atuando sobre os envolvidos, nos casais desequilibrados, estabelece-se uma verdadeira capa energética impermeável ao auxílio mais efetivo. As vibrações mentais dos ambientes, às vezes sórdidos, constituem uma aura de baixa frequência, que não sintonizam com as vibrações mais sutis no plano espiritual mais elevado. Nesta situação, torna-se difícil a proteção ao casal, que fica à mercê das entidades que convivem nestes locais. No entanto, nas situações mais dolorosas e complexas, acaba reencarnando, por afinidade vibratória, aquele que necessita do meio em questão para o ressarcimento cármico correspondente. 


Microcefalia de origem congênita e aborto 

Existem microrganismos que, ao serem adquiridos pela gestante, têm ação letal sobre as células embrionárias, determinando o aborto espontâneo. Alguns outros micróbios, no entanto, não chegam a determinar a letalidade, mas ocasionam malformações congênitas de extrema gravidade, como a microcefalia.
 

A grande polêmica, que se estabelece em alguns círculos, é relativa à indicação ética ou moral dos abortos que visariam impedir a viabilização do nascimento de um ser com expressivas malformações congênitas. Não nos referimos, neste trabalho, à postura legal, pois já passamos por diversas constituições e sem dúvida teremos outras no futuro. A abordagem dar-se-á sob o ponto de vista filosófico, estribado nos conhecimentos da doutrina espírita e na visão palingenésica, ou seja, reencarnacionista.


Do ponto de vista da ética médica, também encontramos em cada país uma flexibilidade de conduta, que vai desde a mais rígida até a mais permissiva. Há que se considerar neste mister, a influência religiosa que, conforme as diferentes regiões do globo e grupos éticos, se manifesta com diversos posicionamentos.


Sob o prisma reencarnacionista, ampliado pelos conhecimentos que o intercâmbio mediúnico nos faculta, teremos uma ótica mais ampla. A grande questão é compreender, perante a lei universal, o motivo pelo qual um pai e uma mãe receberão em seu ninho doméstico um ser deficiente físico.


Tomemos por exemplo o caso da rubéola congênita, cujo raciocínio aproximado poderemos estender às outras patologias. A rubéola, quando não relacionada à gravidez, chega até a passar despercebida, pela pouca monta dos sintomas que ocasiona; durante o primeiro trimestre da gestação, é um verdadeiro terror para os pais.


Crianças que nascem sem visão, defeitos de natureza cardíaca e limitações neurológicas podem advir desta virose que poderia ser evitada com uma simples vacina feita desde dez meses de idade ou até a época pré-nupcial.

Sucede, no entanto, que a grande maioria das gestantes que contraem rubéola, mesmo no primeiro trimestre gestacional, não apresentam filhos com os defeitos citados; um percentual menor é que costuma ser acometido. A que se deve este fato?  Raciocinemos, unindo conceitos da ciência espírita com a ciência médica. Sabemos que há uma individualidade de cada organismo, bem como uma individualidade de cada espírito.


Cada ser proveio de um ovo diferente de qualquer outro na face do planeta. O manancial genético é específico e determinará maior ou menor resistência ou fragilidade do embrião à virulência do vírus.


Se for verdade que o dano físico decorre da programação da fragilidade, conferida pela estrutura dos DNA, também é verdade que a predisposição do Espírito reencarnante está intimamente ligada a este processo. Já estudamos que a entidade reencarnante se fixa à energia vital do óvulo e atrairá entre os milhões de espermatozoides aquele que sintoniza com o merecimento.


O Espírito, que já viveu aqui na Terra inúmeras vezes, traz gravado energeticamente, em núcleos de potenciação, os registros de suas positivas aquisições anteriores bem como de seus desatinos. Ao se unir ao óvulo, espalhará, no mesmo, o padrão energético de seu nível evolutivo. Com a frequência de onda resultante, o óvulo atrairá os genes contidos no espermatozoide, os quais terão as predisposições orgânicas consequentes. Em resumo: o merecimento do Espírito é que determinará sua imunidade.


Com relação aos pais, os amigos espirituais nos esclarecem que só terão filhos acometidos de malformações congênitas, aqueles que antes de renascer foram preparados para esta circunstância, e muitas vezes são novamente lembrados nos desdobramentos durante o sono. Muitos pais, pela maior visão do processo evolutivo, solicitaram esta oportunidade para auxiliar alguém que necessitava passar pela prova da deficiência, como consequência dos atos do passado. Outros, não tão esclarecidos espiritualmente, foram alertados, pelos seus benfeitores e amigos do plano extrafísico, do fato que deveria suceder pelos débitos comuns que os envolveram com aquele que, agora, retornaria ao seu convívio como filho. Mesmo no nível inconsciente, todos são trabalhados pela espiritualidade, principalmente durante o sono físico.


A expulsão da entidade reencarnante, pelo aborto, só determinará a agravação dos débitos perante a Lei Universal. Quando há necessidade, por razões cármicas, de a família viver a difícil situação de um filho microcéfalo, deficiente físico e ou mental, só uma atitude poderá facilitar a assistência espiritual mais ampla: a aceitação do fato. 
 

Os chamados abortos profiláticos ou preventivos, na situação enfocada aqui, desde que a gestação seja biologicamente viável, agravam profundamente a já difícil situação do trio familiar. Abordaremos, oportunamente, as consequências futuras geradas pelos abortos provocados.


Considerando que a tensão emocional é bastante influente sobre o psiquismo do Espírito que está em vias de renascer, lembramos o fato de inúmeras gestantes, que hoje são nossas clientes, tendo tido rubéola congênita no início da gravidez, trazem hoje seus filhos absolutamente saudáveis ao consultório pediátrico ou homeopático. 


Consequências do aborto provocado para os Envolvidos

André Luiz trata disso no livro Evolução em dois Mundos, 2ª parte, cap. XIV. É bom lembrar que há atenuantes, conforme o grau de informação e o tipo de sentimentos envolvidos.


Para o Pai – Há a absorção das vibrações de angústia e desespero, e por vezes de vingança, do Espírito que a Lei lhe reservara para ser o filho do próprio sangue, na obra de restauração do destino. Ocorre o desajuste das energias psicossomáticas com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando, às vezes, no perispírito do pai, as sementes que germinarão na existência imediata.

No próximo corpo poderão sobrevir moléstias testiculares ou distúrbios hormonais, agravados, frequentemente, com a obsessão do Espírito reencarnante, quando este for de nível espiritual mais necessitado.


Para o Espírito reencarnante – Nos casos mais frequentes, o Espírito toma-se de profundo desgosto pela perda da oportunidade. Muitas vezes, ele foi vítima ou algoz dos pais e nesta nova oportunidade estaria procurando, com o incansável trabalho dos Mentores Espirituais, reaproximar-se daqueles que no pretérito foram seus inimigos.
 

A máxima de Jesus - Amai os vossos inimigos iria ser cumprida, nesse caso, e a mãe iria acariciá-lo ao colo, dizendo “como te amo, meu filho...”. Tudo desfeito, tudo destruído, um longo preparo espiritual, e o amor agora novamente convertido em ódio, pelo Espírito expulso, que irá, em muitos casos, atrasá-lo por longo tempo. O aborto provocado impediu a anestesia do passado, o reencontro entre aqueles Espíritos e a sua reconciliação. É verdade que em muitos casos o Espírito mais evoluído supera a situação, mas, também, não é rara a obsessão sofrida pelos pais por parte daquele que seria o elo de amor entre eles, caso a gravidez não fosse interrompida.


Para a Mãe – Mães que no Plano Espiritual ou ainda nesta vida expressam angústias indefiníveis, presas a consultório psiquiátrico por desajustes do centro coronário, ao retornar ao plano espiritual, apesar da assistência dos benfeitores, sentem-se diminuídas, moralmente, perante si próprias.


Voltam, na próxima vida física, às vezes, com o centro genésico em desarmonia, vibrando em frequência baixa, produzindo ondas frágeis, sem tônus ou força. Essa característica do Chakra é denominada por André Luiz, Espírito, em Evolução em dois Mundos, de Chakra atonizado. Tal peculiaridade pode determinar que a mãe padeça de toxemias gravídicas – as chamadas eclampsias. Essas mães possuem, por defeito deste Chakra que vibra de forma desarmônica, uma trompa uterina com células ciliadas sem a possibilidade de conduzirem o óvulo fecundado para o útero. E, grávidas, o ovo permanece na trompa, gerando a gravidez tubária que determina aborto “espontâneo”, ocasionado, como vimos anteriormente, pela atitude pretérita do aborto provocado. 
 

Muitas outras patologias placentárias, ovarianas e uterinas podem decorrer de abortos em encarnações anteriores. Algumas mães que abortaram o quarto filho no passado gravam no perispírito esse fato, e a gravação se registra também em tempo. Nesta vida, com fator sanguíneo Rh negativo, podem perder seu quarto filho pelo aborto.
  

Que aconselhar àquelas que já abortaram? 

Lemos na 1ª Epístola de Pedro, 4:8: A caridade cobre uma multidão de pecados. E acrescentamos nós: Dedique-se à criança abandonada. Atenda ao Berço da Criança Pobre, por exemplo, no centro espírita. Sabemos que é possível renovar nosso próprio destino, todos os dias. 
 

Quem, ontem, abandonou os próprios filhos, pode hoje se afeiçoar aos filhos alheios. Se puder, adote uma criança. Quem sabe não será ela própria aquela a quem você negou a vida? Nunca é tarde para amar. 


Aborto provocado e responsabilidade profissional 

Embora haja atenuantes que reduzem a responsabilidade dos profissionais praticantes do aborto, como a intenção compassiva perante a miséria, fome e outros fatores que envolvem a gestante, pode haver uma reação natural do abortado e das entidades espirituais negativas que o acompanham. Desconhecer a existência do Espírito, infelizmente, ainda é comum na classe médica. Cada profissional da saúde colherá diferentes frutos de um aborto provocado, dependendo da real intenção e qualidade das energias que emite.


Quase sempre é um equívoco com graves consequências. Todos nós, médicos, somos intuídos, constantemente, no entanto, nossa postura permite, ou não, sintonia com as equipes de luz. Por outro lado, o assessoramento espiritual dos profissionais de saúde que comercializam o aborto é composto de formas ideoplásticas aracneiformes, estruturas energéticas viscosas e aderentes, elementos espirituais deformados e animalizados (licantropia e zooantropia). Já nesta encarnação, costumam ocorrer fenômenos de desagregação psíquica nos envolvidos, alguns são mergulhados na aura escura dos “abutres espirituais”, adoecem fisicamente ou desestabilizam seu ambiente afetivo. Pela interferência de obsessores, nas encarnações seguintes, podem ter sérios problemas por desequilíbrio do chakra genésico, coronário, cardíaco e esplênico. 
   

Um caso mais grave que a microcefalia 

Mais grave que a microcefalia seria a anencefalia. Lembremos que anencéfalo, embora seja considerado um ser sem cérebro, na realidade é portador de um segmento cerebral – faltam-lhe regiões do cérebro, o que impossibilitará uma sobrevivência prolongada pós-parto. A fim de colocarmos a visão espírita acerca desse importante problema, exemplificaremos com um caso real e usaremos nomes e local fictícios.


João e Maria eram casados havia dois anos. A felicidade havia batido à sua porta. Maria estava grávida. Exultantes, procuraram o médico obstetra para as orientações iniciais. Planos mil, ambos estabeleceram. Ao longo dos meses, no entanto, foram surpreendidos, por meio do estudo ultrassonográfico, pela triste notícia de que seu bebê era anencéfalo.


Ao serem informados, caíram em prantos ao ouvirem a proposta do obstetra propondo-lhes o abortamento. Posicionaram-se contrários, explicando sua visão espírita.


- Trata-se de um ser humano que renasce precisando de muito amor e amparo. Nós estaremos junto com nosso filho (a) até quando nos for permitido.


- Mas esta criatura não vai viver além de alguns dias ou semanas na incubadora, disse o obstetra.


- Estamos cientes, mas até lá seremos seus pais, amaremos este bebê.


Guardavam, também, secretamente, a esperança de que houvesse algum equívoco de diagnóstico que lhes proporcionasse um filho saudável.


Durante nove meses dialogaram com seu bebê, intraútero. Disseram quanto o amavam. Realizaram, semanalmente, a reunião do Evangelho no Lar, solicitando aos Mentores a proteção e o amparo ao ser que reencarnava.


Chegara o grande momento. Em trabalho de parto, Maria adentra a maternidade com um misto de esperança e angústia. A criança nasce. O pai, ao ver o filho, sofre profundo impacto emocional, tendo uma crise de lipotimia. O bebê anencéfalo sobrevive na incubadora, com oxigênio, 84 horas. Há um triste retorno ao lar. O casal, com o coração espiritual sangrando, arruma as malas olhando um berço vazio.


Passam-se, aproximadamente, dois anos do pranteado evento. João e Maria, trabalhadores do Instituto de Cultura Espírita de sua cidade, frequentavam na mencionada Instituição uma reunião mediúnica, quando uma médium em desdobramento consciente informa ao coordenador do grupo:


- Há um Espírito de uma criança que deseja se comunicar. Percebo nitidamente sua presença agradável e luminosa.

- Que os médiuns facilitem o transe psicofônico para atendermos este Espírito, responde o dirigente.


Após alguns segundos, uma experiente médium dá a comunicação:


- Boa noite, meu nome é Shirley. Venho abraçar papai e mamãe.


- Quem são seu papai e sua mamãe?


- São aqueles dois – disse apontando João e Maria.


- Seja bem-vinda, Shirley, muita paz! Que tens a dizer?


- Quero agradecer a papai e a mamãe todo o amor que me dedicaram durante a gravidez. Sim... Eu era aquele anencéfalo.


- Mas você está linda e lúcida, agora. 
 

- Graças às energias de amor recebidas, graças ao Evangelho no Lar, que banharam meu corpo espiritual durante todo aquele tempo.


- Como se operou esta mudança?


- Tive permissão para esta mensagem pelo alcance que a mesma poderá ter junto a outras pessoas. Eu possuía meu corpo espiritual muito doente, deformado pelo meu passado cheio de equívocos.


Após breve pausa, continuou: 
 

- Fui, durante nove meses, envolvida em luz, a luz do amor de meus pais. Uma verdadeira cromoterapia mental que, gradativamente, passou a modificar meu corpo astral (perispírito). Os diálogos que meus pais tiveram comigo foram uma intensa educação pré-natal e muito contribuíram para meu tratamento. Eu expiei, no verdadeiro sentido da palavra. Expiar é como expirar, colocar para fora o que não é bom. Eu drenei as minhas deformidades perispirituais para meu corpo físico e delas fui me libertando.


- Estamos felizes por você estar se comunicando com seus pais...


- Como meus pais foram generosos! Meu amor por eles será eterno.


- Por que estás na forma de uma criança, já que te expressas tão inteligentemente?


- Porque estou em preparo para o retorno. Dizem meus instrutores que tenho permissão para informar e, sobretudo, meus pais têm o merecimento de saber. Devo renascer como filha deles, normal, talvez no próximo ano.


Após dois anos, renasceu Shirley, que hoje é uma linda menina de olhos verdes e cabelos castanhos, Espírito suave e encantador. 


Conclusões 

1. O Espírito inicia seu processo de reencarnação no momento da fecundação, portanto, o embrião é um Ser Espiritual com um planejamento reencarnatório a cumprir, envolvendo, também, os familiares. 
 

2. O microcéfalo assim está por lesões nas matrizes do corpo espiritual; são inúmeras as causas, não devemos rotular apressadamente, nem julgar, pois cada caso tem uma origem diferente. 
 

3. A opção pelo aborto prejudicaria a todos os envolvidos, pai, mãe, médico, paramédicos e familiares que participem conscientemente da indicação do ato.


4. O grande prejudicado seria o Espírito abortado, que perde uma grande oportunidade de drenar energias, reequilibrar em seus campos morfogenéticos em desarmonia.  Uma vez abortado poderá sofrer muito e reagir de diversas maneiras conforme seu nível evolutivo.
 

5. Pelo conhecimento baseado nas informações espirituais, alicerçadas no critério da universalidade de informações (inúmeras fontes mediúnicas), utilidade e racionalidade, não é recomendável o aborto do microcéfalo.


6. Microcéfalo ou anencéfalo, em gestação, são irmãos nossos que necessitam de banhos energéticos de amor. 
 

 RICARDO DI BERNARDI 

 

Bibliografia

O Livro dos Espíritos – FEB.

A Gênese – FEB.

Missionários da Luz – André Luiz / Chico Xavier – FEB.

Evolução em dois Mundos -  André Luiz/ Chico Xavier e Waldo Vieira – FEB.

O Consolador - Emmanuel /Chico Xavier – FEB.

Gestação, sublime intercâmbio - Ricardo di Bernardi – Intelítera.

fonte : http://www.oconsolador.com.br/ano10/506/especial.html

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