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sexta-feira, 17 de março de 2017

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA - LIVRO 3 CAP 19


SOLIDARIEDADE X FRATERNIDADE
 
BIBLIOGRAFIA
DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA – L. Palhano Jr. – Edit CELD
DICIONÁRIO DE FILOSOFIA – Nicola Abbagnano – Edit Martins Fontes

REFLEXÃO
ESPIRITUALIDADE E FRATERNIDADE
A assistência prestada ao próximo pode  ser vista de vários ângulos.
Entre elas a Solidariedade, a Filantropia, a Assistência Social e a Fraternidade têm importâncias diferenciadas. Qual delas estaria mais envolvida com a espiritualização do homem?
Seria a Solidariedade um atendimento mais imediato? Um atendimento momentâneo? Seria estender a mão àquele que caiu, àquele que se acidentou? É somente uma ajuda material? Forma algum vínculo afetivo com o receptor?
E a Filantropia? Seria uma ajuda de médio prazo? Seria uma ajuda mais demorada de restabelecimento de uma queda? Ela fornece somente uma ajuda material? Vincula os seres que ajudam e que são ajudados?
Finalmente a Fraternidade. Ela se caracteriza por formação de ligação entre as pessoas. Ela pode não envolver ajuda material. Cria vínculo e sintonia entre os participantes doador e receptor?
Quais desses tipos de assistência têm um caráter mais espiritualizado?

1ª PARTE: OBJETIVO DESTA AULA
Esta aula tem por objetivo estudar e entender os conceitos de solidariedade, fraternidade, filantropia, assistencialismo e ajuda. Estes termos seguidamente são usados de forma equivocada principalmente pelos espíritas que trabalham com freqüência em obras sociais em acordo com a máxima da doutrina que afirma: “Fora da caridade não há salvação”.

2ª PARTE: INTRODUÇÃO
Existe uma importância fundamental para o espírita entender os conceitos que serão tratados. Via de regra, estamos envolvidos com obras e participando de atividades que esses termos devem ser bem entendidos para evitarmos de estarmos praticando algo que é prejudicial ao próximo e imaginamos que ele está sendo beneficiado.
Como uma das colunas mestras da doutrina espírita é a caridade, precisamos ter muito claramente o que estamos praticando como caridade. Por vezes é assistencialismo, outras vezes desencadeamos dependência em vez de orientarmos para sua caminhada independente.

3ª PARTE: O QUE É A SOLIDARIEDADE
Mega-acontecimentos como catástrofes e destruições causadas por fenômenos metereológicos são comuns em nosso planeta.
Da mesma forma acidentes e fatalidades ocorrem freqüentemente com alguém próximo de nós. Ações imediatas se fazem necessárias.
O sentimento de solidariedade é, de certa forma, inato no homem e representa uma ação de ajuda imediata para vencer uma situação indesejada e casual, seja em indivíduos de nossa relação, sejam estranhos.
Na solidariedade é a razão que impera e muito pouco do sentimento. De forma geral não se envolve crença mas sim civilidade e cidadania.
A solidariedade é uma ajuda de caráter instantâneo e de raro relacionamento entre o que ajuda e o que é ajudado.
O dicionário nos diz que solidariedade é um termo de origem jurídica que significa inter-relação ou interdependência e assistência recíproca entre os membros de um mesmo grupo.

4ª PARTE: FILANTROPIA E ASSISTENCIA SOCIAL DO ESTADO
Populações marginalizadas econômica e financeiramente de uma sociedade necessitam de ajuda para sua inclusão na vida social dessa coletividade.
Essa ajuda pode partir de iniciativas públicas ou particulares. Quando essa ajuda parte do governo, denominamo-la assistência estatal, muito comuns nos paises socialistas. Quando ela parte de iniciativas particulares denominamos ações filantrópicas muito comuns nos paises capitalistas.
A assistência social por parte do estado é totalmente impessoal pois consiste em repassar recursos obtidos junto à população por meio de impostos ou em forma de doações para o grupo necessitado. Devido à impessoalidade existe grande facilidade nos desvios desses recursos para outros fins escusos ou não. Essa ajuda é sempre material.
A filantropia tem caráter assistencial também. Os recursos, neste caso, partem de instituições não governamentais. Essa assistência, porém, via de regra, não vincula o doador com o assistido.

5ª PARTE: O QUE É A FRATERNIDADE
Liberdade, Igualdade e Fraternidade foi o lema da Revolução Francesa, o ponto de partida para a verdadeira democracia.
O dicionário diz que a fraternidade é a união, amizade, afeto e carinho de irmão para irmão. Realmente, embutido no termo fraternidade estão os sentimentos de carinho, afeto e amizade.
A fraternidade tem como base à caridade e o trabalho em beneficio do próximo sem exigir nada em troca.
O ideal francês porém, não conseguiu assim como a liberdade e a igualdade fazer com que a fraternidade fosse colocada em termos constitucionais. É fácil entender. O Estado pode exigir a liberdade e a igualdade para seus cidadãos mas ninguém coloca em ninguém o sentimento de fraternidade.
A fraternidade contempla aproximação entre o doador e o assistido. A relação vai alem da ajuda material. Ela prevê um relacionamento humano entre os agentes. Ela tem duração maior, não é uma ação de tempo curto. Pode inclusive não envolver ajuda material, mas se tiver, fatalmente acompanhará a assistência afetiva.

6ª PARTE: A NECESSIDADE E A IMPORTANCIA DA SOLIDARIEDADE, DA FILANTROPIA E DA FRATERNIDADE
A vida em sociedade tem como necessidade à solidariedade e a filantropia para a harmonização dos desequilíbrios que ela esta sujeita.
Catástrofes envolvendo coletividades exigem trabalhos de solidariedade para amenização imediata dos problemas. Trabalhos filantrópicos são necessários no amparo de populações marginalizadas. Socorros materiais em ambos os casos são prementes. Os trabalhos filantrópicos são mais específicos. Já os solidários são de caráter amplo e generalizado.
Por outro lado, a fraternidade se encontra num patamar diferente dos já citados pois este tem um caráter de maior permanência e de envolvimento. Não necessariamente este se envolve com recursos materiais. O auxilio fraterno prevê envolvimento com a situação do necessitado.
A assistência, nesses tipos de ajuda, é de fundamental importância nas sociedades. Percebemos com a Historia da humanidade que com sua evolução mais elas se voltam para esse tipo de atividade.. Como exemplo vivo, podemos citar as enormes somas que paises desenvolvidos como a Suécia, a Alemanha, a Holanda destinam a programas de ajuda humanitária. Nos Estados Unidos são fortes os movimentos filantrópicos dentro da sociedade bem como forte são os movimentos de solidariedade.

7ª PARTE: INSTITUIÇÕES DE ENSINO DA FRATERNIDADE
Em absolutamente nenhuma instituição de ensino público ou particular se vai alem do aprendizado da intelectualidade. No máximo, pinceladas de solidariedade.
A filantropia surge de instituições geralmente não religiosas (Lions, Rotary, Maçonaria,e outros).
A fraternidade, porem, tem origem basicamente em instituições religiosas. Somente elas pregam a realização do sentimento fraterno, pois este é de origem metafísica e transcendente.
Somente a religião prega o altruísmo, a bondade e a caridade, pois, estas virtudes estão fortemente vinculadas ao conceito transcendente de homem.
Portanto, as únicas instituições que pregam e ensinam a vivencia fraterna são as religiosas. Em particular, os centros espíritas têm todos eles sua parcela na difusão da fraternidade através de suas obras.

8ª PARTE: CONCLUSÃO
Entendendo melhor os conceitos de solidariedade, filantropia, assistência social fraternidade pudemos observar que apesar de constar no lema da Revolução Francesa, somente a liberdade e a igualdade conseguiram ser postas sob a forma de constituição e de lei.
Entretanto, ser fraterno como é algo que está vinculado a sentimentos não é passível de se transformar em obrigações legais.
Portanto, esta na hora do Estado entender a verdadeira importância que as instituições religiosas tem na formação da cultura de um determinado povo, pois qualquer revolução cultural inicia no trabalho do interior do homem. Enquanto isso não for feito os mais diferentes atos de corrupção de toda espécie continuarão a proliferar nas sociedades. Armamentos serão mais importantes que miséria e fome, ganhos astronômicos serão priorizados em relação ao ambiente e a Natureza
Alan Krambeck

9ª PARTE – MÁXIMA / LEITURAS E PREPARAÇÃO PARA PRÓXIMA AULA
Próxima aula:
Livro 3 – Cap.20 - O Egoísmo – A Lei da Conservação
Leitura:
Livro dos Espíritos – Allan Kardec - Edit FEB

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