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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ORAÇÃO NO LAR


A transformação do lar em célula viva do Cristianismo operante constitui
labor impostergável. 
 
Por mais valiosas se façam as conquistas externas na atividade
quotidiana, com vistas ao progresso e à felicidade, se tais aquisições não
encontrarem fundações de segurança no reduto doméstico far-se-ão edifi-
cações em constante perigo. 
 
Isto, porque, o lar é a matriz geradora da comunidade ditosa, sobre o
qual repousam os sustentáculos das nacionalidades progressistas.
 
Os distúrbios internos em qualquer máquina de serviço provocam
prejuízo na rentabilidade, quando não se dá a paralisação do trabalho com
danos imprevisíveis. 
 
A família é o fulcro da maior importância para o homem. 
 
Não obstante os complexos mecanismos da reencarnação, os fatores
criminógenos ou os estímulos honoráveis encontram no núcleo familiar as
condições fomentadoras para o eclodir das paixões insanas como o das
sublimes. Obviamente, neste capítulo, de quando em quando surgem
exceções, como atestando que o diamante valioso, apesar de tombado na
lama, fulgura, precioso, ou a pedra bruta embora o engaste nobre e o estojo
especial, de forma alguma adquire valor. 
 
Num lar lucilado pela oração em conjunto onde, a par do exemplo salutar
dos cônjuges, a palavra do Senhor recebe consideração e apontamentos
superiores, ao menos periodicamente, os dramas passionais, as ocorréncias
infelizes, os temores e as discórdias cedem lugar à compreensão fraternal, à
caridade recíproca, à paciência, ao amor. 
 
Ali se caldeiam os complexos fenômenos da evolução e se resolvem em
clima de entendimento os problemas urgentes que dizem respeito à
recuperação de cada um. Não apenas se ajustam e se sustentam  afetivamente os nubentes como se reorganizam os programas iluminativos, retemperando-se ânimo e ideais à inspiração do Cristo sempre presente. 
 
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O exercício evangélico na família à pouco e pouco, em clima de
cordialidade e simpatia, consegue neutralizar a má propaganda, as investidas
violentas do crime de todo porte que se insinuam e irrompem dominadoras.
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Ao realizares o Culto Evangélico do lar não te excedas em tempo, a fim
de serem evitados a monotonia e o desinteresse. 
 
Não o imponhas aos que te não compartem as idéias ou preterem, por
enquanto, outros rumos. 
 
Tenta a argumentação honesta e branda, convinente e autêntica.
Insiste junto aos filhinhos para que comunguem contigo do pão do
espírito, conforme de ti recebem o pão do corpo. 
 
Faze, porém, a tua parte. 
 
Se sentires a tentação do desânimo, a amargura a decepção, recorda-te
do otimismo dos primeiros cristãos e não desfaleças. Orando em conjunto,
recomendavam os invigilantes, os perturbadores e inditosos ao Senhor,
haurindo forças na comunhão fraterna para os testemunhos com que
ensementaram na Humanidade as excelências da Boa Nova, que ora te al-
cança o espírito sem as agruras da perseguição externa e das dolorosas
injunções da impiedade humana. 
 
Acende o sol do Evangelho em casa, reúne-te com os teus para orar e
jamais triunfarão trevas em teu lar, em tua família, em teu coração.
 
 
Extráido do livro Leis Morais da Vida - Joanna de Ângelis

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