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sábado, 11 de fevereiro de 2017

O BOM TRABALHADOR



A todos nós, se tivermos realmente a vontade de ser útil, a Terra oferece um imenso campo de trabalhos, de realizações e de progresso. Todo tem possibilidades de realizar alguma coisa: a cada um foi confiada uma tarefa.
 Sejamos bons trabalhadores.
A mediunidade é rica de méritos para o futuro, com a condição de ser bem empregada. Se nós nos servimos dela consoante a vontade do Senhor, fácil será aos espíritos fazerem com a humanidade se esclareça, em menor espaço de tempo. Lembremo-nos sempre de que em qualquer parte que a bondade de Deus nos colocar, por mais humilde que seja o ambiente onde exercemos nossa ação, reais serviços poderemos prestar.
Nunca forcemos ninguém a aceitar nossas ideias; ensinemos primeiro aos que se achegarem a nós desejosos de aprender.
Revelemos a todos as sublimes verdades do Espiritismo: a Imortalidade da alma, a Reencarnação, a Fraternidade, a paternidade comum que temos em Deus, nosso Pai.
Seja o nosso modo de viver uma luz a iluminar a nossa mais atrasados. Seja a nossa vida um exemplo prático e palpável do Evangelho de Jesus.
Procuremos esforçadamente socorrer os que implorarem a misericórdia do Senhor. Nunca deixemos de dar a de graça o que de graça recebemos.
Desempenhemos devotadamente nossos deveres humanos: sejamos bons patrões, bons chefes, bons empregados, bons amigos, bons irmãos, bons filhos, bons esposos e bons pais. Seja a nossa família um modelo de virtudes. Sejam nossas relações sociais impregnadas da mais alta moralidade.
Cuidemos de nossa mediunidade com amor e carinho.
Ela nos dará felicidade futura.
Evangelizemo-nos a nós próprios. Nós também somos espíritos em doutrinação aqui na terra.
Não ambicionemos excessivamente as coisas da Terra e não as desprezemos levianamente. Saibamos dar a cada coisa o seu justo valor.
Confiemos no Senhor. Ele nos dará o necessário. Digno é o trabalhador de seu salário.
A mediunidade não nos dará as honras da Terra e exigirá de nós a máxima abnegação, o máximo devotamento.
Sejamos formes no cumprimento de nossos deveres na seara do Mestre. A nossa recompensa não está neste mundo.
Não há sopro que apague uma luz que o Senhor acende no mundo. Por isso, não tenhamos medo dos incrédulos, nem dos que estão contra nós: não percamos tempo com eles; um dia, a morte os colherá e, então, verão com os próprios olhos aquilo que negavam.
 Confessemos firmes e abertamente nossa crença; não a renegarmos; sejamos fiéis até o fim.
O Mestre declarou que não veio trazer paz a Terra, porque a maioria das criaturas não a compreenderia.
Assim é o Espiritismo: chamando a atenção da humanidade para os ensinamentos de Jesus. Combatendo os preconceitos de raças, de religiões e de classe sociais; desmascarando a hipocrisia e verberando os vícios; chamando cada um ao cumprimento de seus deveres e à responsabilidade de seus mínimos atos, é natural e lógico que tenha granjeado inúmeros inimigos e detratores. O Espiritismo  trará a paz a  união ao mundo, mas por enquanto, será motivo de escândalo.
Lembremo-nos de que por pequenina que seja nossa mediunidade, se com ela conseguimos enxugar uma única lágrima, não perderemos nossa recompensa e seremos contatos nos números dos bons trabalhadores.
Livro Mediunidade sem lágrimas – Eliseu Rogonatti

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