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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

LEIS MORAIS DA VIDA


São de todos os tempos as leis morais da vida, estabelecidas pelo
Supremo Pai.
Invioláveis, constituem o roteiro de felicidade pelo rumo evolutivo, impondo-se, paulatinamente, à inteligência humana achando-se estabelecidas nas bases da harmonia perfeita em que se equilibra a Criação.
Reveladas através dos tempos, a pouco e pouco, não se submetem às
injunções transitórias das paixões humanas, que sempre desejaram padronizá-las ao próprio talante, submetendo-as às suas torpes determinações.
Inspiradas à humanidade pelas forças vivas da Natureza desde os dias do
‘homem primitivo, passaram a constituir a ética religiosa superior de todos os
povos e de todas as nações.
Leis naturais de amor, justiça e equidade, são o fiel da conquista do
espírito que, na preservação dos seus códigos sublimes e na vivência da sua
legislação, haure o próprio engrandecimento e plenitude.
O desacato, a desobediência aos seus códigos engendram o sofrimento e
o desalinho do infrator, que de forma alguma consegue fugir ao reajuste
produzido pela rebeldia ou insânia de que se faz portador.
Profetas, legisladores e sábios têm sido os maleáveis instrumentos de que
se utilizou o Pai Amantíssimo através dos tempos, a fim de que o homem, no
ergástulo carnal, pudesse encontrar a rota segura para atingir o reino venturoso que o espera.
Dentre todos, porém, foi Jesus o protótipo da misericórdia divina, “o tipo
mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e
modelo”, o próprio Rei Solar.
Vivendo em toda a pujança o estatuto das “leis morais”, deu cumprimento
às de ordem humana, submeten-do-se, pacificamente, instaurando o período
fundamentado na de amor, que resume todas as demais e as comanda com
inexcedível mestria.
Modelo a ser seguido, ensinou pelo exemplo e pelo sacrifício, selando em
testemunho supremo a excelência do seu messianato amoroso, através da
doação da vida, incitando-nos a incorporar ao dia-a-dia da existência a
irrecusável lição do seu auto-ofertório santificante.

Joanna de Ângelis
Salvador, 7 de maio de 1975

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