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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA – LIVRO 3 – CAP 5



QUEM SOU – DE ONDE VIM – QUE FAÇO AQUI – PARA ONDE VOU?

Bibliografia
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC – EDI FEB

FILME
QUEM SOMOS NÓS?

REFLEXÃO
A CADA UM CONFORME SEU ENTENDIMENTO?
O aprendizado do homem é feito de duas formas: através do medo ou através do entendimento.
Nos níveis intelecto-morais inferiores a orientação educativa é de fora para dentro e necessita vencer toda inércia psíquica do indivíduo. Uma das formas eficazes neste estágio é o uso do medo. O homem com medo acua e se submete.
À medida que o conhecimento e o aprendizado compulsório se desenvolvem a compreensão acompanha. Dá-se inicio a educação orientada de dentro para fora. Os horizontes se alargam. O Homem começa a enxergar ao seu redor. Vê o outro ser. Busca entender até chegar ao nível cósmico.

1 PARTE: OBJETIVO DESTA AULA
Esta aula tem por objetivo investigar filosoficamente qual a nossa origem e o nosso destino. Duas correntes filosóficas são analisadas, a materialista e a espiritualista. Dentro da espiritualista há uma divisão maior conforme as doutrinas de cada religião.

2 PARTE: INTRODUÇÃO
O tema desta aula é filosofia pura, investigação filosófica.
Ao tratarmos do “eu”, a primeira questão que se formula é a respeito de sua dualidade. Na visão dual, corpo e espírito ( Res Externa e Res Cogito de Descartes), tanto a Ciência como a Religião fornecem sua compreensão e a sua conceituação. Este é o campo comum onde elas poderá trocar as primeiras ideias no sentido de um trabalho em conjunto. A Filosofia pode auxiliar nessa tarefa de unir esforços em busca de objetivo comum o que seria salutar para benefício do Homem. Estas áreas vivem tradicionalmente em conflitos pelo fato de seus integrantes terem fortes preconceitos um em relação ao outro. Ambos buscam ou se dizem de posse da Verdade. Como não existem duas Verdades mais cedo ou mais tarde vã desaguar no campo comum.
Os nossos comportamentos são consequência daquilo que cremos apesar de terem outros comportamentos: Os emocionais e os psíquicos. Entre estes se encontram: os desejos, os medos e as carências influenciando significativamente os procedimentos.
A nossa crença tem condições de orientar e até inibir as emoções e os atos psíquicos (medos, vícios, hábitos).
O assunto desenvolvido nesta aula mostrará como as atitudes humanas são direcionadas pelo subjetivo, pelo metafísico.
Só por esta razão deduzimos a importância da Religião no cotidiano e como ela pode harmonizar a vida em sociedade beneficiando a todos seus integrantes. Ela também proporcionará um equilíbrio em nossos pensamentos tomando nossas ações mais harmônicas com o conjunto social.
Portanto, as respostas que damos aos questionamentos metafísicos (quem somos, de onde viemos, que fazemos aqui e para onde vamos) influem em nossa forma de ser, nosso humor e nossos costumes.

3 PARTE: QUEM SOU
Duas correntes filosóficas se destacam nesta questão: a Materialista e a Espiritualista.
A corrente Materialista afirma que o “eu” é exclusivamente matéria e que os pensamentos, vontades, memória e emoções são todos oriundos dela e se aniquilam com a sua extinção.
Ao admitirmos o “eu” como sendo somente nosso corpo físico e que os pensamentos são subprodutos oriundos da massa encefálica, não temos dúvida em saber quem sou eu. Sou o resultante da união de duas sementes, uma masculina e outra feminina que apresenta um desenvolvimento celular conforme as leis da genética, as quais se extinguirão com o aniquilamento da vitalidade dos órgãos. Essa concepção oriunda do materialismo tem fraca aceitação porque ela se abstém ou mesmo explica de maneira pouco convincente uma série de fenômenos e acontecimentos da vida cotidiana. Ela se apoia integralmente no ceticismo e no empirismo através dos cinco sentidos no seu vinculo com o meio ambiente.
A corrente espiritualista (admite a existência de “algo” além da matéria) considera o Ser Humano como dual: corpo e  alma ou corpo e espírito uma construção psíquica interior que mantém nossa integridade individual.
Essa hipótese é menos concreta por não ser comprovada por métodos científicos convencionais. Esses métodos, porém são ineficazes diante de uma série de fenômenos observados. O Ser dual apresenta uma abrangência muito maior na compreensão do cotidiano. Num raciocínio lógico e coerente não contraria qualquer lei natural conhecida cientificamente. Amplia os horizontes do entendimento do se humano. No nosso entender a linha Espiritualista é a alternativa mais lógica e racional que a materialista por vários aspectos: emoções, vícios, vontades, sonhos, autodestruição.
Segundo Descartes, nas suas cogitações filosóficas, o vínculo entre os dois, é a glândula pineal. Ele descreve a Pineal como sendo o centro de controle do corpo pelo espírito isso já no século XVII.
Ela exerce comando sobre as demais glândulas. É mais espiritual que material. Produz o hormônio melatonina; é a glândula da mediunidade.
Enquanto a Ciência se ocupa do corpo material, temporário e efêmero, a Religião se ocupa da Alma ou do Espírito, duradouro e eterno.
Estudos desenvolvidos pela Doutrina Espírita investigam o vínculo dessas duas essências nas seguintes áreas: Epífise ou Glândula Pineal, terapia de Vidas Pregressas, Intercom e Materializações.

4 PARTE: DE ONDE VIM
Quanto à parte física do “eu”, a Ciência através da Biologia nos mostra de maneira clara a nossa origem. Desde a formação da primeira célula seguida de seu desdobramento e formando o embrião, despontando na vida uterina e evoluindo o nosso corpo com a formação dos órgãos até o nascimento. Dá sequencia com o crescer do corpo, o desenvolver de todas as potencialidades orgânicas até o decréscimo das vitalidades com a completa extinção.
Quanto ao espírito do “eu” a Ciência se abstém de qualquer pronunciamento. Nesta altura entra o papel fundamental das religiões.
Estas, em suas compreensões, doutrinário-filosóficas, se dividem quanto à origem e a época da gênese do espírito. Muitas admitem o nascimento do espírito junto com o corpo físico, já outras, afirmam a preexistência do espírito em relação ao corpo físico. Apesar de essas concepções serem discutíveis, elas irão influenciar o comportamento dos indivíduos.
Outra componente polemica que aqui se apresenta é a figura do Criador. Este é o ponto fundamental de todas as crenças. Deus. Ele é a causa primeira criadora de tudo quanto há. Este é o ponto nevrálgico: ou se crê ou não se crê na sua existência. Tanto a prova da sua existência como de sua inexistência é inviável dentro da metodologia científica. Este assunto será objeto de aula específica.
A gênese da matéria e da vida é também uma incógnita para a Ciência Acadêmica, apesar de existirem várias teorias a respeito.
A gênese do espírito é polemico entre as religiões. Enquanto umas se afirmam em dogmas (interpretações particulares de Livros Sagrados) outras buscam seu entendimento de forma mais racional partindo para investigações de caráter filosófico.
Grande parte dos filósofos da Grécia Antiga acreditava na existência da Alma e a tinham como um ser imaterial que atuava sobre o corpo com vida independente dela. Socrates ensinava “o homem é a sua alma”. Para Platão essa Alma tomava conhecimento da realidade das coisas “o mundo das ideias” antes de sua existência atual na vida física.
Na filosofia oriental dos livros sagrados da Índia, o Espírito percorria várias existências reencarnando em corpos que lhes serviam de vestimenta transitória.
Portanto, o de “onde vim” como espírito, tem uma série de respostas que estão por demais vinculadas as nossas crenças. A adoção de uma ou outra resposta tem  como pano de fundo a nossa crença religiosa.

5 PARTE: QUE FAÇO AQUI
Somos todos Espíritos imortais que ocupam temporariamente o corpo físico para nosso progresso e desenvolvimento espiritual. Todo ser vivo está sujeito à evolução, que através de vidas sucessivas favorece a oportunidade de renovação e crescimento com destino à perfeição: neste e em outros mundos continuaremos a jornada evolutiva, assim explica a doutrina espírita.
Outro questionamento metafísico e de muitas controvérsias.
A corrente Espiritualista, com uma visão mais ampla de mundo, onde o espírito sobrevive à morte do corpo físico tem valores e comportamentos adversos. O porvir justifica a forma de ser de hoje,
Essa existência torna-se um preparo para a outra ou outras. Ela se torna objetiva.
Ao nos depararmos com os reveses da vida cotidiana, os seguidores de cada corrente têm reações diferentes. Enquanto os materialistas se tornam angustiados e depressivos, os espiritualistas são amenizados pela força contida em suas crenças.
Com as respostas já presentes, os obstáculos se tornam facilmente transponíveis. Os desequilíbrios são evitados.
E aqui reside à força da Religião. A Ciência não consegue solucionar estas crises interiores a não ser via medicamentos que procuram mudar as dinâmica psíquica.

6 PARTE: PARA ONDE VOU
O término dessa existência sempre é uma incógnita quando não um pavor para as pessoas.
Aquele que nada crê, o fim é inconcebível e árduo.
As diferentes crenças religiosas têm proposituras diversas para o nosso porvir. Muitos admitem vida única e colocam duas alternativas para a posteridade: ou o Éden ou o Inferno perpétuo.
Aos que admitem vidas múltiplas, já tornam esse futuro de penas, algo temporário, voltando para uma próxima experiência na carne.
Novamente a Religião dando amparo ao Homem nos seus conflitos interiores onde a Ciência não consegue acessar. Esta tem seu alcance limitado ao campo da matéria. A tecnologia não consegue levar o bem-estar ao íntimo do indivíduo.
O Paraíso, o Nirvana, a Felicidade, o reino de Deus, o Reino dos Céus é objetivo e todos. O Ser Humano busca e orienta todas as suas ações no sentido  de atingir esse estado eterno.

7 PARTE: DE ONDE VIM SEGUNDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS
O Livro dos Espíritos apresentando um caráter filosófico não poderia deixar de tratar esses assuntos ontológicos. Vemos nas questões abaixo as respostas dadas pelos espíritos superiores às perguntas de Kardec.

Pergunta 77- Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou serão simples emanações ou porções desta e, por isto, denominados filhos de Deus?

R- “Meu Deus! São obra de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem que a fabrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. Sabes que, quando faz alguma coisa bela, útil, o homem lhe chama sua filha, criação sua. Pois bem! O mesmo se dá com relação a Deus: somos Seus filhos, pois que somos obra Sua.”

Pergunta 79- Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?
 
R- “Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.”

Pergunta 80- A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?

R- “É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.”

Pergunta 82- Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?

R- “Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente?  Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”
Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as ideias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação.

8 CONCLUSÃO:
O questionamento que todo ser tem sobre o seu destino,
Entendendemps que entre elas, a Doutrina Espírita ser aquela que melhor responde aos questionamentos de caráter metafísico.
 Alan Kranbeck

9 PARTE: Próxima aula:
Livro 3 – cap 6 – O PARAISO – A FELICIDADE – O REINO DE DEUS – O NIRVANA
Leitura:
O LIVRO DAS RELIGIÕES – Jostein Gaarder – Edit Cia de Bolso
RELIGIÕES DO POVO – Georgio Paleari – AM Edições
RELIGIÕES – CREN;CA E CRENDICES – Urbano Zilles - Edipucrs

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