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sábado, 15 de outubro de 2016

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA – LIVRO 3 CAP 3




A EXISTÊCIA DOS  ESPÍRITO – O mundo espiritual 

Bibliografia
MUITO ALÉM DOS NEURÔNIOS – Núbur Facure – AMESP
SER PARA CONHECER... CONHECER PARA SER – Astrid Sayegh – Ed FEESP
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Allan Kardec – Edit. FEB
NOSSO LAR – Francisco C. Xavier – Edit FEB
O ESPÍRITO, ESSE DESCONHECIDO – Jean E Charon – Edit. Melhoramentos

REFLEXÃO

O HOMEM E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A Ciência e a  Tecnologia caminham a passos largos

Já se fala e até se pesquisa a Inteligência Artifical.

A Inteligência Artificial como criação do homem será sempre programável para a realização de uma determinada tarefa.

Diante de uma decisão entre duas alternativas de igual chance utilizara a aleatoriedade?

Ou  diante de duas alternativas iguais estará sujeito a uma decisão intuitiva ou emocional?

Seriam a Intuição e as emoções também programáveis?

1 –PARTE: OBJETIVO DESTA AULA

Esta aula tem por objetivo, após o que foi visto nas duas aulas anteriores, a analise e a reflexão sobre a existência do espírito e do mundo espiritual.

Ela tem por finalidade também uma investigação do poder da decisão e consequente despertamento da vontade em realizar o decidido.

2- PARTE: INTRODUÇÃO

Podemos ser materialistas ou espiritualistas. Podemos admitir que o home m seja essencialmente matéria ou que ele seja dual, matéria e espírito, ou corpo e alma.

Estatísticas e censos demonstram que a imensa maioria dos homens são espiritualistas. Muitos seguem uma religião. E esta atesta a existência da alma.

Esta aula pretende demonstrar por um processo intuitivo-intelectivo a existência do espírito. Diferente das demais religiões foi dentro de um processo observacional que a Doutrina Espírita assentou suas bases para armar a existência do espirito.

As aulas anteriores deixam claras que não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria, mas foi a teoria que veio posteriormente explicar e resumir os fatos. É, pois rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação.

Com esse enfoque, perquiramos a nós mesmos se é suficiente a tradição religiosa, para admitir que somos constituído de corpo e alma?

3 PARTE: SAINDO DO SENSO COMUM

Deixando o aspecto religioso ou teológico de lado, partimos para uma investigação filosófica (ou científica?) em torno do assunto da dualidade corpo-alma.

Renomados pensadores ou filósofos da história como Sócrates, Platão, Descartes, Espinosa, Leibniz e Bérgson poderiam corroborar a existência  de um ser pensante junto ao corpo.

Tendo, porém, como objetivo o entendimento dos fenômenos apresentados nas aulas anteriores amos prosseguir nossa investigação.

4 - PARTE: FUNÇÕES CEREBRAIS QUE FALAM A FAVOR DA EXISTENCIA DE UM espirito

A capacidade de amar e de odiar poderiam ser argumentos suficientes para demostrar a existência da alma. Uma mãe é capaz de amar um filho criminoso e dar por ele a própria vida. Por outro lado, pais e filhos são capazes de se odiar até as ultimas consequências.

A Neurologia não consegue definir o porque de nossas escolhar ou nossas preferencias no dia a dia.

Um amigo, que não vemos há anos, esta fisicamente modificado pelo envelhecimento, mas será sempre visto como o mesmo individuo pela nossa mente. Não ocorre na mente uma simples percepção de estímulos, mas, uma interpretação subjetiva do que se percebeu. Cada objeto que nos atinge nos impressiona não só pelo que transmite os sentidos, mas também pelo que nos provoca na mente ao desencadear e florescer imagens e ideias.

Essa complexidade de funções da mente justifica por si só a visão dualista do cérebro e da mente reconhecendo-nos como espíritos  imortais acumulando experiências.

5- PARTE: A VONTADE E O PODER DE DECISÃO

Deixando de lado o aspecto intuitivo, visto na parte anterior, vamos partir para uma apreciação de maior caráter cientifico e de conclusão inegável.

·         Coloque as duas mãos sobre uma mesa

·         Movimente a mão direita para a direita

·         Movimente a mão esquerda para a esquerda

·         Movimente as duas simultaneamente para a posição original

·         Movimente um polegar, o outro

·         Decida por um movimento qualquer com uma das mãos

·         Decida pelo movimento de um dos seus dez dedos

No interior de nosso cérebro, física ou biologicamente ocorrem disparos elétricos e reações químicas.
A vontade e a decisão na experiência acima são oriundas de fenômenos físico-químicos que ocorrem no nosso cérebro ou seriam oriundas de “algo fora da matéria”?

Se admitirmos que o movimento das mãos e dedos tem origem nas reações químicas ou nos disparos elétricos neuronais do cérebro concluímos que o efeito (a decisão) esta sujeito aos resultado de um fenômeno químico ou físico (a causa).

Em outras palavras, essas reações químicas e disparos elétricos são de causas dos movimentos das mãos?

Como causa entenderemos como sendo a causa primeira do nosso movimento

A realização ou nãos desse movimento depende e que? Da aleatoriedade do disparo elétrico?

Podemos concluir que esse fenômeno tem atuação de uma vontade. Algo externo ao processo físico.

O movimento, não tendo origem primeira no disparo elétrico, tem-se que admitir sua origem como externa ao corpo físico.

6 – PARTE : O espírito

A decisão, a escolha, o arbítrio, a vontade são prova segura da existência de “algo” externo a matéria que comanda os movimentos. Esse “algo” tem uma serie de características ou atributos, como, pensar, cogitar, investigar, raciocinar e tomar decisões. A esse “algo” chamamos espirito.

Qual a essência desse “algo” que chamamos espirito?

Até o momento conhecemos suas características ou seus atributos, mas nada que possa definir sua essência de modo que ela atue diretamente em nossos sentidos. Da mesma forma, de Deus, conhecemos atributos, conhecemos seus efeitos, mas, desconhecemos sua essência. E mais, só podemos chegar ao essa essência através da razão, do raciocínio, da lógica e da investigação filosófica.

Concluímos desta forma, que o espirito existe, apesar de desconhecermos sua essência.

7 - PARTE: simultaneidade corpo  -espirito

A nossa investigação leva a próxima pergunta que será se o espirito ‘vive” somente enquanto o corpo estiver vivo ou continuará após a morte do corpo.

Apesar da atuação do espirito se fazer através do corpo enquanto esse existe, a razão não se opõe à hipótese do espirito “sobreviver” a morte do corpo físico, ou seja, independente do corpo.

Os fenômenos estudados nas aulas anteriores seriam entendidos se admitirmos a hipótese da “sobrevivência” do espirito. Os fenômenos deixariam de ser miraculosos ou demoníacos e passariam a ter uma explicação plausível sem recorrer a saídas mirabolantes.

8 – PARTE: outros questionamentos

A sobrevivência dos espíritos após a morte do corpo físico nos leva aos próximos questionamentos:

1.       Qual a atividade do espirito após deixar o corpo físico?

2.       Como é a vida dos espíritos nos post-mortem?

3.       O espirito voltaria a se unir a outro corpo físico visto que o anterior se transformou? E 

4.       Os espíritos atuariam no mundo físico?

Às questões 1 e 2, as revelações mediúnicas seriam a forma de sabermos.

Quanto a questão 3, tratamentos psicológicos pelo processo de TVP (terapia de vidas pregressas) ou as regressões poderiam ser pesquisadas com maior intensidade e profundidade.

E, finalmente sobre a interação com o mundo sensível os fenômenos nos mostra sua possibilidade.

9- PARTE: o mundo espiritual

As manifestações presenciadas nas reuniões mediúnicas podem nos trazer informações sobre mundo espiritual. A psicografia também colaboraria nesse aspecto.

As revelações trazidas pelos Espíritos apresenta perguntas do mestre liones sobre o mundo espiritual e os Espíritos Superiores respondem mais de cinco centenas delas (pergunta 76 a 613).

Na serie Nosso Lar de André Luiz também tem informações sobre a pátria espiritual.

10-PARTE: conclusões

O Espiritismo abre a possibilidade de um fundamento positivo para o objeto metafisico, o espirito. 

Pesquisas com caráter acadêmico precisam ser efetuadas. A autoridade da ciência experimental reside na neutralidade por parte do pesquisador, mas, no caso da Ciência Espirita o sujeito cognoscente deve estar engajado moralmente com a pesquisa.

Neste ponto que entra o aspecto religioso se unindo ao caráter cientifico investigativo. Concluímos com isso que a Verdade é única e não se separa em verdades cientificas e verdade religiosas.

Alan Kambeck

11- PARTE: MÁXIMAS/ LEITURAS E PREPARAÇÃO PARA A PRÓXIMA AULA
Próxima aula: Livro 3 – Cap 4: A Trindade Espírita (Deus, Espirito e Materia)
Leitura:
DEUS, ESPIRITO E MATERIA – Manoel Portásio Filho – Edit FEESP
INTRODUÇÃO A FILOSOFIA ESPÍRITA – J Herculano Pires – Edit FEESP



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