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domingo, 16 de outubro de 2016

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA LIVRO 3 CAP 8




VIRTUDES – DEFEITOS – REFORMA INTERIOR

Bibliografia 

MANUEL PRÁTICO DO ESPÍRITA – Ney Prieto – Ed melhoramentos

REFLEXÃO

A LOGÍSTICA DE UMA GUERRA

Podemos associar a reforma íntima a uma guerra?

Sim, a guerra surda que travamos de nós para conosco mesmo. As imperfeições estando em nosso interior, precisamos do “conhece-te a ti mesmo” socrático e do conhecimento do nosso inimigo.

Buscando uma estratégica e uma logística adequada basta nos amarmos com a vontade para iniciar o bom combate.

Sócrates nos forneceu o primeiro passo. Os passos seguintes que é o conhecimento do inimigo, as imperfeições e o conhecimento do caminho, as virtudes podemos adquirir.

E a estratégia do combate, onde adquiri-la e como exercitá-la?

1 PARTE: OBJETIVO DESTA AULA

Esta aula tem por finalidade aprofundar os estudos e a reflexão de temas tão importantes da evolução espiritual. importante o conhecimento desses conceitos, suas aplicações e o porquê de sua incorporação em nossos procedimentos ou porque devemos nos afastar de outros.

2 PARTE: INTRODUÇÃO

O determinismo da evolução espiritual na fase hominal se manifesta através do desenvolvimento intelectual e moral. É o amai-vos e instrui-vos legado por Kardec. Enquanto nos bancos escolares se aprende a intelectualidade, dentro dos templos religiosos  é que se adquire a moralidade.

Nesta aula será tratado esse desenvolvimento moral. O termo moral exprime as formas do bom relacionamento entre os homens.

3 PARTE: AUTOMATISMOS E COMPORTAMENTOS NO REINO ANIMAL

Os comportamentos no reino animal visam à sobrevivência e a preservação da espécie. As atitudes são muito previsíveis tendo em vista que cada ser se ocupa da própria vida ou quando muito os atos se estendem a sua prole. Ou seja, impera um certo “egoísmo”. Desconhece-se a amizade, menos o amor, no máximo os cuidados necessários aos recém-nascidos. Sempre  como o objetivo da preservação e sobrevivência. A comida não é repartida igualmente. Primeiro alimenta-se os mais fortes. Os mais fracos não são mantidos pelos mais, fortes, pelos mais vigorosos.

Nos reinos inferiores estabelecem-se os automatismos fisiológicos, ou seja, os hábitos incorporados pelo psiquismo com fins de sobrevivência e conservação.

4PARTE: O ADVENTO DA RAZÃO E DA CONSCIENCIA – MUDANÇA DE PARADIGMAS – A VIDA DE RELAÇÕES

Com advento da razão ocorrem mudanças significativas de comportamentos. Elas se processam, entretanto, de maneira lenta. Juntamente com a razão o homem adquire a consciência de si e do outro. O eu e o outro. O sujeito e o objeto. O inferior e o exterior. A reflexão.

Com o reconhecimento da existência do outro e com a possibilidade do raciocínio, muda o direcionamento da vida de relação.  Ocorre uma mudança de paradigma. No mundo animal tudo ia bem quando o individuo ia bem, já no mundo hominal, tudo vai bem quando todos vão bem. Em outras palavras, o “eu” se expande.

A expansão do “eu” se manifesta na vida de relações. Nós, seres humanos, somos como os  nós de uma teia de aranha; estamos ligados uns aos ouros pelos fios da teia. Cada fio é uma relação. Os atos que realizamos são com movimentos do nosso nó, afetamos os outros nós. E eles nos afetam com suas movimentações. Enfim, nossa vida, nossa existência é uma vida de relações. Relações no trabalho, no clube, na igreja, no partido, no esporte. Podemos até termos momentos de isolamento, mas a grande parte do tempo é nos relacionamentos uns com os outros. Enfim, nossa vida é uma teia, nós nos afetamos uns na vida dos outros.

5 PARTE: IMPERFEIÇÕES E VIRTUDES – INFELICIDADE E FELICIDADE

Virtudes são todos os procedimentos que favorecem a vida de relações ou ações que auxiliam a expansão do eu. Do interno para o externo, do eu para o todo.

Imperfeições são os procedimentos que dificultam aquela expansão, é o caminho inverso do anterior. Do externo para o interno, do todo para o eu.

A felicidade ou o bem-estar no mundo animal se manifesta pelo bem-estar do eu indivíduo independente do que ocorre no exterior dele. A felicidade no mundo hominal se manifesta pela felicidade do eu expandido.

No mundo consciente, as virtudes facultam o bem-estar do eu individuo. Sob outra ótica, virtude e imperfeições estão intimamente ligadas à atração e repulsão respectivamente. O mesmo acontece com o amor e com o ódio que se tratam de forças atrativas e repulsivas também. 

6 PARTE: O CAMINHO DO MEIO – CARENCIAS E EXAGEROS

A moral aristotélica caminha junto com a moral oriental ao apresentar o meio como sendo o equilíbrio do ser humano. Esse equilíbrio traz a harmonia e ela nos torna feliz.

O proverbio chinês diz que entre os extremos devemos escolher o caminho do meio. Aristóteles afirma que não devemos ter coragem nem em excesso, nem em falta. O mesmo com a vaidade, com a ociosidade e assim por diante. 

O Universo sempre caminha em direção a harmonia que é a perpetuidade. O caos ou o desequilíbrio quando existe é efêmero ou temporário.

7 PARTE: HABITOS E COSTUMES – SUAS ORIGENS

A receptibilidade de um ato por parte do homem passará a ser automatismo que depois de incorporado pode até se tornar imperceptível pelo indivíduo. Esse hábito pode ser no aspecto positivo ou negativo, por exemplo, se adquirirmos o habito de sorrir ou se adquirirmos o habito de franzir a testa constantemente, estabelece-se aquilo que chamamos automatismo morais.

O meio pode contribuir para hábitos maléficos ou benéficos. Exemplo, um meio alegre, favorece hábitos alegres, o meio acadêmico favorece o habito da pesquisa e da leitura, pelo lado benéfico.

Um meio agressivo e violento favorece hábitos agressivos e violentos, um meio hostil e repressivo favorece hábitos inseguros.

A conjunção do incentivo do meio com a problemática interna do individuo (medos, traumas, ansiedades) leva a aquisição de hábitos maléficos.

8 PARTE: IMPERFEIÇÕES – VICIOS E COMPULSÕES

Os vícios são imperfeições cujas maiores consequências soa os ataques ao eu. Sua origem está nos hábitos adquiridos no decorrer da existência. Geralmente os vícios agridem diretamente o próprio corpo do individuo e de forma menos agressiva os que estão próximos. É o caso do fumo, do álcool e das drogas. Já o jogo, os abusos sexuais atingem também o semelhante.

As compulsões são hábitos cuja origem esta mais na problemática interna da pessoa. Assim temos a compulsão a comida (a gula), a compulsão ao sexo (abusos sexuais) e a compulsão a compra (o consumismo)

9 PARTE: IMPERFEIÇÕES – DEFEITOS

Os defeitos são as imperfeições da alma. Eles estão relacionados com o psiquismo humano. Os defeitos procuram colocar o “eu” no centro do mundo, ou seja, todas as ações devem estar voltadas para mim. São os resquícios do mundo animal, ondem a sobrevivência imperava.

O defeito tem como pano de fundo o egoísmo, a preguiça e a insegurança, heranças do reino anterior.

 Todos os demais estão com eles relacionados. Assim, numa analise primeira conceituamos:

ORGULHO – é a supremacia diante dos outros. O eu querendo ser melhor;
VAIDADE- o eu querendo ser o mais belo;
INVEJA- é o desejo de posse do objeto ou da qualidade do outro;
CIUME- é o desejo que o outro me pertença me seja submisso;
AVAREZA- é o desejo acumulo;
PERSONALISMO- é a evidencia de si sobre os outros;
OCIOSIDADE- é a subjugação a preguiça;
NEGLIGENCIA- é a manifestação da preguiça em coisas de alta responsabilidade;
MALEDISCENCIA- é o destaque dos defeitos e vícios alheios no sentido da autovaloração;
IMPACIENCIA- é a prioridade sobre os demais;
ÓDIO- é o efeito da agressão do outro sobre si;
AGRESSIVIDADE- é o trato violento físico ou verbal do outro;
VINGANÇA- é o revide da ofensa feita a mim de forma violenta ou não.

10 PARTE: VIRTUDES

Os dicionários tratam a virtude de maneira muito ampla, como, “disposição habitual para o bem e para o justo” e discorrem com exemplos com frases de pensadores e escritores famosos utilizando o termo. No dicionário filosófico, a virtude é tratada como sendo a capacidade ou potencia tanto de forma geral como no homem, ou ainda, com a capacidade ou potencia moral no homem. Mostra as citações de alguns filósofos com Aristóteles, Epicuro, Cícero, Abelardo, Espinosa, Kant, Locke, Hegel, Rousseau e Nietschte.

Ousamos dar nossa definição com sendo as virtudes os comportamentos que expandem o eu. Todos os atos humanos no sentido de levar o crescimento do eu para o todo. Relacionamos as principais virtudes com uma pequena analise de cada uma. Elas envolve o sentimento e o raciocínio.

Duas delas são as fundamentais: o altruísmo e a humildade. São os sentidos opostos do egoísmo e do orgulho.

RESIGNIÇÃO – é a aceitação com compreensão;
SENSATEZ- é o caminho do meio, equilíbrio;
PIEDADE – é o entendimento e a aceitação do erro do outro;
BONDADE ou GENEROSIDADE- é a boa ação para com o outro;
AFABILIDADE ou DOÇURA – é o fino trato para com o outro;
TOLERANCIA- é a aceitação do outro como ele é;
PERDÃO- é o entendimento e a aceitação do erro do outro;
BRANDURA- são  as ações no sentido da paz, da não-violência;
COMPANHEIRISMO- ações no sentido de apoio,  ajuda de aproximação;
RENUNCIA- ações no sentido d preterir o outro a si memo.
Rousseau adiciona a todas estas, a coragem. Tanto que em uma de suas máximas relacionada ao assunto é: “não existe felicidade sem coragem, nem virtude sem luta”.

11 PARTE: PESSIMISMO E OTIMISMO – ALEGRIA E TRISTEZA

A esperança tão citada no Novo Testamento, esta intimamente ligada ao otimismo e a alegria, por consequência o pessimismo e a tristeza a desesperança.

O otimismo e a alegria estão no bojo das virtudes, pois atuam de modo significativo em nossos comportamentos.

O pessimismo e a tristeza são atos psíquicos que se situam no “eu profundo” os quais precisam de nossa conscientização para promovermos o embate, a reforma. É o “conhece-te a ti mesmo”.

12 PARTE: COMPREENSÃO – VONTADE – REFORMA INTERIOR

O caminho da felicidade passa pelas virtudes, já dizia Sócrates. À medida que compreendermos isoladamente cada defeito, cada vício e cada virtude, com certeza há despertar de nossa vontade na luta contra as imperfeições. Essa vontade nos leva a ações no sentido de abandono das imperfeições e aquisição de virtudes. Denominamos a isso reforma intima interior.

Assim, a razão, a intelectualidade, o conhecimento e por fim os sentimentos nos facultam a tão desejada reforma onde lentamente iremos galgando os degraus do Reino, o caminho da felicidade.

13 PARTE: CONCLUSÃO

Esta aula vem esclarecer um pouco mais o que a Filosofia propõe (ver os Objetivos da Aula 01) – instrui-vos para entender o amai-vos. Muitos pensadores, teológicos e religiosos colocam que a fé é a única forma para atingirmos o Reino, mas nós ousamos afirmar que a ferramenta que Deus nos deus chamada Razão é também um utensilio poderoso nesse  objetivo. Kardec foi muito feliz ao criar a expressão fé raciocinada. E Sócrates se mostrou muito cônscio ao apregoar : “conhece-te a ti mesmo”.

Alan Krambeck
14 PARTE: MAXIMA / LEITURAS E PREPARAÇÃO PARA PRÓXIMA AULA
LIVRO 3 CAP 9 O PRINCIPIO MATÉRIA – FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL – VIDA
LEITURA]DEUS, ESPÍIRTO E MATÉRIA – Manoel Portásio f. ED FEESP
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Allan Kardec  - ed FEB

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