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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA LIVRO 2 – CAP 21




TECNOLOGIA – CONSUMO – NECESSÁRIO E SUPÉRFLUO

BIBLIOGRAFIA
FILOSOFANDO –Introdução a Filosofia – M Lucia A Aranha – Edit Moderna
A CAMINHO DA FELICIDADE – Hubert Rohden – Edit Alvorada
HISTÓRIA GERAL – Sonia Irene do Carmo

REFLEXÃO
A TECNOLOGIA FAZ O HOMEM FELIZ?
O conhecimento científico é função da curiosidade e das necessidades humanas.

O destino da ciência, via de regra é pragmático, ou seja, aplicável ao uso humano.

Como consequência surge a tecnologia.

A Tecnologia como sendo pragmática, utilitária e objetiva, atende as necessidades físicas e fisiológicas do Homem.

Poderia o Homem se desprender a tal ponto que a Tecnologia lhe seja indiferente? Ou, o Homem poderia fazer da tecnologia uma fonte de Felicidade?

1 PARTE: OBJETIVO DESTA AULA

Esta aula tem por finalidade nos conscientizar e questionar sobre os benefícios ou malefícios da tecnologia e do consumismo por ela facultada. Ela visa também distinguir o que é realmente necessário para vive e quanto o supérfluo é nocivo à humanidade e ao meio ambiente

2 PARTE: INTRUDUÇÃO

O desenvolvimento da ciência e da tecnologia aliado a um sistema econômico adequado proporciona ao homem uma enorme quantidade de objetos e serviços que atendem uma vasta gama de necessidades humanas. Caminham para além das necessidades chegando às raias das não necessidades.
Esses objetivos e serviços podem com muita facilidade atender paralelamente vontades e desejos que se encontram numa outra instancia que não ao da necessidade básica,
Surge uma nova forma de vida para a humanidade que incentiva o individualismo, o consumismo e a degradação dos recursos naturais.

3 PARTE: AS NECESSIDADES HUMANAS – A SOBREVIVÊNCIA

As necessidades humanas são aquelas que atendem ao equilíbrio físico, biológico e mental do homem. Podemos classificar em necessidades básicas de sobrevivência que atende o equilíbrio biológico, qual seja: a alimentar no aspecto sólido, liquido e gasoso, a de conservação no aspecto da segurança e da proteção contra as intempéries e proteção contra as doenças.

À medida que as necessidades elementares são atendidas surgem outras também importantes para atender o equilíbrio emocional, mental e espiritual. Ou seja, há uma escala de atendimento de necessidades como se fosse uma pirâmide, em cuja base estão as necessidades básicas, num plano acima estão as necessidades emocionais, necessidades intelectuais e no topo as necessidades espirituais (teoria de Maslow)

4 PARTE: A CIÊNCIA – A TECNOLOGIA -  A EVOLUÇÃO DO BEM ESTAR MATERIAL

A Tecnologia nada mais é do que a aplicação prática da ciência. É o conjunto organizado de todos os conhecimentos, científicos, empíricos ou indutivos empregados na produção e na comercialização de bens e serviços. Podemos dizer que a Tecnologia é Ciência Aplicada aos objetivos do Homem, geralmente ao seu bem-estar.

A Ciência iniciou com os gregos, mas permaneceu muito tempo em caráter especulativo e teórico. A partir do século XVI a ciência passou a se experimental, ou seja, além de observada e pensada passou a ser medida e reproduzida objetivamente em laboratório.

Nos séculos XVII em diante a ciência passa a ser aplicada para a resolução dos problemas do homem. Primeiro atendendo suas necessidades básicas atuando na agricultura, no vestuário (tecidos), nos transportes (locomotiva e navegação a vapor) e na comunicação (telégrafo e telefone).

Juntamente com a tecnologia surge uma nova forma de vida. A burguesia se expande e começa a formar a sociedade capitalista e industrial. Cresce o comercio e a burguesia comercial. Surgem os bancos. A burguesia aumenta seu poder e passa a assumir o controle do Estado.

Até o século XIX poucos eram os que desfrutavam da tecnologia, mas a partir do século XX houve uma expansão para benefício de grande numero de pessoas. É que chamamos globalização.
Ancorados por um sistema econômico que tinha como consequência o maior numero de pessoas fez com que a tecnologia fosse popularizada. Isto proporciona bem-estar a um numero significativo da população.

A Tecnologia juntamente com o sistema econômico capitalista vê um grande nicho e ganhos quando passa a atender outras necessidades e vaidades do ser humano. É neste ponto que começam a surgir os surpléfluos.

5 PARTE: A PRODUÇÃO – EVOLUÇÃO DO ARTESANATO À MANUFATURA

No decorrer dos séculos XVII e XVIII, o processo de produção artesanal foi modificado. Antes, nas oficinas artesanais das cidades, agrupadas em corporações, a produção era extremamente limitada. Nelas não havia divisão de trabalho: cada artesão realizava todas as etapas de produção de uma determinada mercadoria, o que resultava num processo muito lento e numa pequena quantidade de peças.

Por outro lado, passou a haver uma procura cada vez maior de mercadorias, porque a população das cidades estava em crescimento, principalmente com a chegada de grandes levas de camponeses expulsos da terra. Além disso, havia os mercados colônias. Assim, havia um número cada vez maior de compradores ou consumidores e tornava-se necessário aumentar a produção para atender a essa procura.

Com esse objetivo, estabebeceram-se as indústrias  domesticas. Além das indústrias domésticas, foram surgindo ainda as manufaturas, isto é, oficinas que reuniam muitos artesões. Nelas, as ferramentas também começaram a ser substituídas por máquinas, e o novo sistema resultou num grande aumento da produção, pois além da utilização de máquinas mais modernas, os trabalhadores se tornavam eficientes e rápidos na execução de suas tarefas. Esse sistema, cada vez mais aperfeiçoado, originou a moderna produção em série.

O desenvolvimento da indústria doméstica e das manufaturas foi responsável por um grande aumento nos lucros da burguesia e contribuiu para a acumulação de capitais.

A Revolução Industrial e a sociedade capitalista que veio com ela modificaram profundamente o modo de vida das pessoas.

A agricultura também sofre profundas mudanças: a relações de trabalho servis iam sendo substituídas cada vez mais pelo sistema de arrendamento de terras e muitos pobres começaram a viver do aluguem de suas propriedades.

O grande negócio agrícola, entretanto, era a produção de lã, para fabricação de tecidos.
A produção industrial e as máquinas mais eficientes entram em cena.

A exploração do mundo colonial nos séculos XVI e XVII geraram uma grande quantidade de riquezas, que se acumulou na Europa.

Esses fatores contribuíram para uma série de inovações técnicas, conhecidas pelo nome de Revolução Industrial, que resultaram na substituição do artesanato manual, característico da idade Média, pela produção industrial realizada em fábricas.

A Revolução Industrial transformou profundamente a vida econômica, social, política e cultural da humanidade. Em toda parte onde ocorreu o processo de industrialização, o modo de viver e de pensar se modificou rápida e radicalmente.

A Revolução Industrial teve um longo tempo de preparação, que corresponde à transição da economia feudal para a economia capitalista, durante a Idade Moderna. Podemos considerar a Revolução Industrial como o passo decisivo para o estabelecimento da sociedade capitalista.
Ao mesmo tempo em que se sucediam essas inovações técnica, grupos de capitalistas investiam seu dinheiro na mineração, na siderurgia e na indústria metalúrgica, setores indispensáveis para a fabricação de máquinas industriais.

E assim a produção passou a atender um grande número de pessoas.

6 PARTE: O CONSUMO – A EVOLUÇÃO DO CONSUMO

O consumo é um fenômeno inerente ao ser humano. Este precisa adquirir coisa para suas necessidades básicas como, alimentação, vestuário e habitação. O consumo é um meio para se atingir um fim. A criatividade para atender as mais diferentes necessidades foi se ampliando a abriu um leque enorme de consumo desde objetos extremamente simples até os mais complexos.

Passa-se a associar o desnecessário ao necessário. Ou seja, o necessário passa a ser o agradável. E caminha-se no sentido de o agradável se sobrepor ao necessário.

Em outras palavras, o consumo que no início visava atender as necessidades básicas se volta atender as necessidades secundárias e estas passam a ser em maior escala que aquelas, principalmente nas faixas da população com alto poder aquisitivo.

7 PARTE: O CONSUMISMO – AS DIFERENTES FORMAS DE CONSUMO
O consumismo é um fenômeno moderno vindo após a revolução industrial. O consumo passa a ser um objeto dos grandes produtores até que o início do século XX (1929) ocorre uma crise de superprodução.

A Urbanização é um fenômeno recente e que acentua o consumo. Todos os países tiveram e tem suas populações deixando o campo e se dirigindo as cidades. O Brasil atual possui 85% de sua população nas cidades.

Esse novo estilo de vida leva cada vez mais o homem buscar trabalho para poder se manter e consumir o que a sociedade tem para lhe oferecer.

O Consumo se estendeu a todas as atividades humanas. E essa demanda faz com que sociedade se prepare pra produzir o que ela exige.

Tudo vira fonte de renda, de faturamento e consumo.

Hoje o consumo se efetua nos mais diferentes campos da sociedade: vestuário, habitação, transporte, lazer, turismo, esportes e por incrível que pareça, no religioso.

O consumo se transformou no consumismo que já se encontra arraigado nas culturas modernas. As sociedades passam a ter o consumo como objetivo para que haja mais oportunidade de trabalho.

8 PARTE: O CIRCULO VICIOSO – TRABALHO – PRODUÇÃO – PROPAGANDA – CONSUMO

A sociedade moderna está apoiada nos seguintes pontos: Trabalho – Produção – Propaganda – Consumo – Produção e este círculo alimenta e realimenta o dipolo pessoa – empresa. Pelo lado da pessoa: Trabalho – Consumo gerando a Prazer. Pelo lado da empresa: Produção – Venda, gerando o Lucro.

Assim, as pessoas buscam o Prazer – Felicidade e a Empresa o Faturamento – Lucro.

A Empresa é uma entidade real-virtual, sem sentimentos, só com ambições de crescer, se aperfeiçoar e da lucros. Vive e sobrevive para manter seu proprietário, ou proprietários alimentados de dinheiro e ideais personalisticos ou até mesmo ilusórios.

A Pessoa é um Ser – real que vive com o objetivo de ser feliz e alimentar suas necessidades e desejos por vezes artificialmente criados.

A Tecnologia alimenta a Empresa e por consequência alimenta Pessoa.

A Felicidade, porém, não se completa somente com a realização dos desejos. Para ela se completar precisa vir de encontro aos valores do homem. Neste ponto é que a Tecnologia perde sua eficácia. A Tecnologia não atinge os valores do Homem, pois estes são alcançados e complementados pelo próprio homem seu criador.

9 PARTE:  NECESSÁRIO – O SUPÉRFLUO – A CONSUMOPATIA

O mercado a cada instante apresenta novas utilidades sedutoramente colocadas a disposição do homem por preços acessíveis. É difícil sair de uma loja sem comprar algo do qual não se necessita. Ou melhor, sempre tem algo tão barato que nos irá servir para alguma coisa.
O segredo da propaganda consiste em fazer crer ao consumidor que ele necessita de alguma coisa que apenas deseja. Todo homem necessita de água para viver, mas a propaganda à força de repetição incessantes lhe faz crer que ele tem necessidade da bebida ao qual o marketing está a serviço.
O egos desconhece a palavra chega. Quanto mais o egoísta tem, tanto mais deseja ter, confundindo o consumo com o consumismo.

Este consumo crônico acaba em consumopatia de tal forma que de tanto consumir não  mais consegue usar. O paradoxo é tamanho que o excesso do consumo gera a insatisfação do uso. A compra passa a vira hábito e o uso passa a tornar-se menos importante.

O consumo passa a ser fugas de comportamentos carentes.

Ser feliz é aprender a se contentar com o necessário para que o supérfluo não te leve ao fatio e a infelicidade.

10 PARTE: O MEIO AMBIENTE – A VIDA NO PLANETA

O homem imagina que tudo aquilo que a natureza lhe oferece não tem fim. Seja o ar, seja a água, eja a terra fértil, sejam os minerais, sejam as árvores, sejam os peixes. Isto porque em seus limites visuais são muito curtos, nãos só fisicamente como mentalmente.

Nada lhe custa o ar que respira pouco lhe custa a água que consome. Por que economizar o que custa nada ou muito pouco?

A sociedade industrial, capitalista, consumista e individualista enxerga somente o aspecto utilitário e lucrativo dos bens naturais. O ambiente natural está se esvaindo com  avidez do homem em consumir esses bens. E muitos deles já mostram esgotamento.

A vida no planeta começa apresentar um desequilíbrio sensível, pois algumas espécies desaparecem assustadoramente. O que levou milhões de anos para se estabilizar começa a dar mostra de significativas mudanças, pois esta sendo consumido num tempo muito curto.

A poluição é um fenômeno recente, pois inverte o sentido onde antes a natureza fornecia habilidade ao homem, agora este começa a devolver a inabilidade nela.

11 PARTE: CONCLUSÃO

Mais uma vez de percebe que a busca somente do bem-estar material com vistas a atender os desejos e vontade vem desequilibrar o homem.

A aula nos mostra que o atendimento das necessidades básicas são importante para um posterior despertamento e desenvolvimento dos fatores emocionais e seguido de um complementação espiritual. Essa aquisição de supérfluos atendendo muito mais ao ego com sua imperfeições faz com que o aprimoramento espiritual fique comprometido.

Essa produção e consumo desenfreados levam a uma degradação ambiental de tal envergadura que para o homem inverter esse rumo só se fará a custa de muitas vidas e muito sofrimento.
Alan Krambeck

Próximo aula:
Livro 3 – Capítulo 1 – Fenômenos Cientificamente Inexplicáveis
Leitura:
O ESPIRITISMO E A IGRJA – Heraldur Nielsen – Edt Correi Fraterno
A MEDIUNIDADE NA BIBLIA – Henrique N Gimenez – Edit FEESP
Vídeo
PROGRAMA GLOBO REPÓRTER DE 23/08/1991 E 07/06/1996



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