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sexta-feira, 17 de junho de 2016

É PRECISO SE PREPARAR A DESENCARNAÇÃO



 
É de grande importância nos preparamos para a desencarnação, colaborando com a Espiritualidade amiga que auxilia neste processo de transição. Ao ter conhecimentos da vida espiritual, o Espírito compreende melhor o processo da desencarnação, aprende que só leva para o mundo espiritual suas conquistas morais e intelectuais.

O Estudo do Espiritismo, a busca por boas ações, a prece e o exercício do desapego aos bens materiais contribuem perante o processo de desencarnação. 

No livro: “Obreiros da Vida Eterna” de André Luiz, encontraremos Espíritos de diferentes religiões que recebem ampla assistência na desencarnação por terem buscado uma boa conduta durante a encarnação, praticando boas ações.

Recomendação de Leitura em ‘O Livro dos Espíritos’, que trata do estado de Perturbação espiritual do Espírito após a desencarnação:

165. O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração, mais ou menos longa, da perturbação?

“Influência muito grande, por isso que o Espírito já antecipadamente compreendia a sua situação. Mas, a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exercem.”

Por ocasião da morte, tudo, a princípio, é confuso. De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma.

Ela se acha como que aturdida, no estado de uma pessoa que despertou de profundo sono e procura orientar-se sobre a sua situação. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam, à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar, e à medida que se dissipa a espécie de névoa que lhe obscurece os pensamentos.

Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte. Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos. Aqueles que, desde quando ainda viviam na Terra, se identificaram com o estado futuro que os aguardava, são os em quem menos longa ela é, porque esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram.

Aquela perturbação apresenta circunstâncias especiais, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos, etc., o Espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. Obstinadamente sustenta que não o está. No entanto, vê o seu próprio corpo, reconhece que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele. 

Acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não percebe por que elas não o ouvem. Semelhante ilusão se prolonga até ao completo desprendimento do perispírito. Só então o Espírito se reconhece como tal e compreende que não pertence mais ao número dos vivos. Este fenômeno se explica facilmente.

Surpreendido de improviso pela morte, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou; considera ainda a morte como sinônimo de destruição, de aniquilamento.

Ora, porque pensa, vê, ouve, tem a sensação de não estar morto.

Mais lhe aumenta a ilusão o fato de se ver com um corpo semelhante, na forma, ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar. Julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando se lhe chama a atenção para esse ponto, admira-se de não poder palpá-lo. Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não crêem dormir.

É que têm o sono por sinônimo de suspensão das faculdades.

Ora, como pensam livremente e vêem, julgam naturalmente que não dormem. Certos Espíritos revelam essa particularidade, se bem que a morte não lhes tenha sobrevindo inopinadamente.

Todavia, sempre mais generalizada se apresenta entre os que, embora doentes, não pensavam em morrer.

Observa-se então o singular espetáculo de um Espírito assistir ao seu próprio enterramento como se fora o de um estranho, falando desse ato como de coisa que lhe não diz respeito, até ao momento em que compreende a verdade.

A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem, que se conserva calmo, semelhante em tudo a quem acompanha as fases de um tranquilo despertar. Para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à proporção que ele da sua situação se compenetra.

Nos casos de morte coletiva, tem sido observado que todos os que perecem ao mesmo tempo nem sempre tornam a ver-se logo.

Presas da perturbação que se segue à morte, cada um vai para seu lado, ou só se preocupa com os que lhe interessam. (Karina - equipe CVDEE)
 


Trago trechos de um  texto budista (As cinco lembranças) para complementar a  importância do preparado para o desencarne.

Ele nos diz que a grande dificulta está no sentimento de medo que trazemos dentro de nós e nos orienta como tratar-lo. Aconselho a ler o texto na integra. 
https://autoamorblog.wordpress.com/2016/06/17/as-cinco-lembrancas/
...
Quando realmente encaramos o fato de que vamos morrer um dia (e talvez mais cedo do que pensamos), não vamos nos constranger fazendo coisas ridículas, mantendo a ilusão de que viveremos para sempre.

Contemplando nossa mortalidade nos ajuda a concentrar nossa energia na prática de transformar e curar a nós mesmos e ao nosso mundo

Tudo o que é querido para mim, e todos que eu amo, têm a natureza da mudança. Não há maneira de escapar de ser separado deles. Tudo o que eu aprecio hoje eu vou ter que deixar para trás amanhã, seja a minha casa, a minha conta bancária, meus filhos, meu parceiro ou a beleza. Tudo o que eu aprecio hoje, vou ter que abandonar. Eu não posso levar nada comigo quando morrer. Esta é uma verdade científica. O que nós prezamos, o que pertence a nós, hoje, não estará lá amanhã, vamos ter que deixar não só de nossos objetos mais queridos, mas também as pessoas que amamos.


 Se praticarmos e formos capazes de soltar, poderemos ser livres e felizes agora, hoje. Se não pudermos deixar ir, vamos sofrer não apenas no dia em que finalmente estivermos obrigados a fazê-lo, mas agora, hoje e todos os dias no meio, porque o medo estará constantemente nos perseguindo. Há pessoas idosas que ainda são muito gananciosas e avarentas continuando a guardar tudo. Isto é uma vergonha. Não é porque eles não sejam inteligentes o suficiente para ver que, em breve, talvez em poucos meses, eles terão de abrir mão de tudo. É porque a cobiça se tornou um hábito, ao longo de suas vidas eles foram buscar a felicidade no acúmulo coisas. Mesmo apenas três meses antes de morrer, o hábito é ainda forte e os impede de soltar.

 Elaine Saes


Bibliografia:

Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - livro E a vida continua - André Luiz - F.C.X. cap 10


(Do livro de Thich Nhat Hanh – “Fear” – Tradução Leonardo Dobbin)

Um comentário:

  1. O termo mediunismo já era usado por Aksakov em 1890 na sua obra Animismo e Espiritismo.

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