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sábado, 31 de janeiro de 2015

A Morte da Consciência

"Mas o homem vão queres tu saber que a fé sem obras e morta?"
Tiago 2:20

Alguém disse, certa vez, que a morte verdadeira é a da consciência que se encarcera na culpa.
O problema da morte ronda ainda o acampamento dos homens. Constitui um sério dever estudar e compreender a morte da consciência.

O corpo físico, composto de nervos e músculos, ossos e carne, tomba pelo transcorrer dos anos e transforma-se, em obediência à lei suprema. O ser, no entanto, prossegue sua marcha em outros domínios do universo, aprendendo sempre e muitas vezes retornando ao palco das lutas abençoadas na Terra, para representar novos dramas, romances ou escrever um novo roteiro de vida.

Contudo, a consciência culpada poderá encastelar-se nas sombras do remorso, gerando grandes dificuldades para si mesma. Também, quando se recusa a reconhecer legitimidade dos valores sublimes, prossegue disfarçando-se sob o manto enganador das aparências, à semelhança do camaleão, que se disfarça em meio à folhagem dos bosques.

Ainda mais quando se recusa a conscientizar-se, conservando-se na ignorância humana morre.

O contato com a dura realidade da experiência terrestre funciona como um choque anímico, a fim de acordar a divina voz interior. Paralisada pela visão distorcida da realidade, a consciência é despertada através do sofrimento abençoado, que a faz reavaliar sua proposta de vida e sua postura ante a lei divina.

A morte, na verdade, constitui perigosa parada na experiência da vida intima, que se recusa a acomodar para as suas responsabilidades.

Mas, após a morte, sempre há a ressurreição.
Semeia-se o corpo animal, diz o apostolo, e ressuscita o corpo espiritual.

A morte da consciência encontra o seu terno quando a dor bate à porta do túmulo interior e a desperta para a hora da colheita.

Na fuga de suas responsabilidades, o homem fecha-se para o relacionamento afetivo, para a sociedade e recusa-se a amar. O medo passa a domina-lo. Medo de amar, medo de ser amado, medo de enfrentar-se, medo de relacionar-se. É a fuga da realidade. O homem fecha-se para o mundo e desenvolve em si o egoismo e egocentrismo, nublando a sua visão intima.

O despertamento dessa situação, quando não é realizado de forma consciente, é auxiliado pelo sofrimento. À semelhança de choques elétricos de grande intensidade, acontece às vezes o despertar da consciência, e então, após experiências dolorosas ou desnecessárias, o ser aprende a amar e enfrenta as experiências do cotidiano com dignidade. Mas também enfrenta a hora da colheita,, pois se agiu, certa vez, semeando, com certeza haverá de colher na hora certa, quando soar a hora na ampulheta do tempo.

Encontra-se consigo mesmo e aprende a amar, amando-se.

Assume, então, a sua responsabilidade no mundo e passa a conviver melhor consigo mesmo, vencendo seus medos e preconceitos, derrubando as barreiras internas e desabrochando para a vida, qual flor de lótus que desdobra em luz.

texto extraído do livro Serenidade – Robson Pinheiro pelo espírito de Alex Zarth.

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