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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Estudo: A Gêneses de Allan Kardec Cap. XIV - Os Fluídos

Bibliografia:
A Gênese. cap. XV, itens Sonhos, Dupla vista, Possuídos, Ressurreição, Curas, Transfigurações.
O Livro dos Espíritos, livro 2o cap. VIII, itens IV e VII.
O Evangelho Segundo o Espiritismo cap, XXVII - 10.
O Céu e o Inferno, 2a. parte, cap. VIII, "Caso Antonio B".
Estudos Espírtas cap. 5. - Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco.
A Mediunidade se Lágrimas, "A Lei de Afinidade Fluídica" e "Os Fluídos".
Emmanuel cap.XXII "Fluídos Materias Fluídos Espirituais"  - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
O Consolador questões 23/75/396 - Emmanuel - F.C.X.


C O N C L U S Ã O

A ciência terrena resolveu a questão dos milagres que derivam do elemento material. Os fenômenos em que prepondera o
 
elemento espiritual, porém, não podem ser explicados unicamente por meio das leis que regem a matéria. É nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a explicação dos chamados "milagres" dessa categoria. O fluido cósmico universal é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam à percepção dos nossos sentidos, não sendo estudados pela ciência comum. Cabe ao Espiritismo o seu estudo, pois é ele fundamental à compreensão de uma série de fenômenos, inclusive o mediúnico.
 

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Por que os fenômenos em que prepondera o elemento espiritual ainda são comumente considerados
 milagres?
R - Porque a ciência terrena explica apenas os fenômenos considerados milagrosos que derivam do elemento material, ou seja, aqueles cujas causas são encontradas nas leis que regem a matéria. Como os fenômenos em que prepondera o elemento espiritual não podem ser explicados unicamente por estas leis, as investigações da ciência não os alcançam. Permanecem, assim, esses fenômenos, com os caracteres aparentes de milagrosos. Somente através das leis que regem a vida espiritual
 
é que se pode encontrar explicação para tais fenômenos.
 

b) Como podemos definir o fluido cósmico universal?
R - O fluido cósmico universal é a matéria em seu estado elementar primitivo. É através das modificações e transformações por ele sofridas que vamos encontrar a inumerável variedade dos corpos existentes na Natureza.
 

c) Em que estados ele pode se apresentar e a que tipo de fenômenos cada um deles dá lugar?
R - O fluido cósmico universal pode se apresentar sob dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o seu primitivo estado normal e o de materialização ou de ponderabilidade, derivado e consecutivo àquele. Entre estes dois estados, passa por transformações que dão origem à matéria tangível, apresentando-se como fluidos imponderáveis, que podem ser considerados ponto intermediário entre os dois estados.

No estado de materialização ou de ponderabilidade, dá lugar aos fenômenos do mundo visível, chamados fenômenos materiais, que são da alçada da ciência terrena; no estado de eterização ou de imponderabilidade, dá lugar aos fenômenos espirituais ou psíquicos, porque referentes à existência dos espíritos, cuja investigação cabe ao Espiritismo. Como a vida espiritual e a vida corporal se inter-relacionam, os fenômenos das duas categorias, muitas das vezes, produzem-se simultaneamente. No estado de encarnação, somente se pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os que se referem à vida espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de espírito.
 

d) Que tipos de transformações pode sofrer o fluido cósmico universal?
R - No estado de eterização, o fluido cósmico universal sofre modificações variadas que ainda não podemos perceber com os nossos sentidos físicos, feitos para perceberem a matéria tangível, pois pertencentes ao mundo invisível. Estas transformações dão origem a fluidos distintos, dotados de propriedades especiais e que dão lugar aos fenômenos espirituais, que são objeto de estudo pelo Espiritismo. Em seu estado de materialização, sofre as transformações comuns à matéria e que são estudadas pelos diversos ramos da ciência.
 

e) Como podemos definir o fluido espiritual e como os espíritos atuam sobre ele?
R - Para os espíritos, que também são fluídicos, o fluido espiritual tem uma aparência tão material quanto a dos objetos tangíveis do mundo corpóreo. É, para os espíritos, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com a matéria, ainda que por processos diferentes. Como acontece no mundo físico, somente os espíritos mais esclarecidos podem compreender os fenômenos produzidos, pois os ainda ignorantes são incapazes de compreendê-los.
 

f) O fluido cósmico universal é o mesmo em todos os mundos que constituem o Universo?
R - A substância etérea que existe entre os planetas e que os envolve é o mesmo fluido cósmico universal. No entanto, conforme a evolução moral de seus habitantes, esse fluido é mais ou menos eterizado, servindo de fonte onde os espíritos haurem os elementos necessários à vida na matéria, inclusive os seus corpos físicos. O princípio, portanto, é o mesmo. Mas ele sofre transformações, conforme a natureza dos mundos. Nos mundos inferiores, como a Terra, embora sutis e impalpáveis, os fluidos são de natureza grosseira, se comparados aos das regiões superiores, refletindo o momento evolutivo do Planeta. Quanto mais materializada for a vida num planeta, menos afinidades têm os fluidos espirituais com a matéria propriamente dita. Os fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da Terra.
 

g) Pode a matéria ponderável retornar ao estado fluídico original?
R - Kardec admite a possibilidade da matéria tangível desagregar-se e retornar ao estado primitivo de eterização, do mesmo modo que corpos mais duros podem volatizar-se em gás impalpável. A tangibilidade da matéria, segundo explica, é um estado transitório do fluido universal, podendo ela voltar ao seu estado primitivo, quando as condições de coesão deixam de existir.
 



O perispírito é o corpo fluídico do espírito e é constituído pelos fluidos ambientes do meio onde se encontra, variando
conforme os mundos. Sua natureza está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do espírito. O espírito
retira do fluido cósmico universal as partes compatíveis com a sua natureza para formar o perispírito. Diferente dos
 
corpos materiais, que são formados dos mesmos elementos, os corpos perispirituais variam, conforme o grau de
 
evolução dos espíritos.


QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) São idênticos os Perispíritos nos diversos mundos habitados?
R- O espírito plasma o seu perispírito conforme o grau de evolução em que se encontre. Extrai do meio em que vive os elementos fluídicos necessários à sua formação. Variando de mundo para mundo as modificações sofridas pelo fluido
 cósmico universal, os Perispíritos também têm constituições diferentes, variando conforme a natureza do mundo a que o espírito esteja vinculado. Nos mundos mais adiantados que a Terra, onde a matéria é menos densa, os envoltórios perispirituais são igualmente mais sutis, menos densos, mais quintessenciados (mais elevado; puro). Migrando de um para outro planeta, o espírito deixa o seu invólucro fluídico e toma outro apropriado ao mundo onde vai habitar.

b) E num mesmo mundo, como a Terra, por exemplo, são idênticos os Perispíritos?
R- Embora o espírito retire do meio ambiente os elementos fluídicos constitutivos do seu perispírito, cada espírito atrai os fluidos compatíveis com o seu padrão vibratório, que resulta de seu nível de evolução. Assim, num mesmo planeta,
embora os graus evolutivos dos espíritos estejam muito próximos uns dos outros, há diferenças entre eles, o que faz com que os corpos perispirituais também guardem diferença, conforme a evolução de cada um. 

c) Sendo diferentes os Perispíritos dos espíritos superiores, como fazem eles para penetrarem nos mundos inferiores?
R- O espírito manipula os fluidos pelo pensamento, variando esse poder conforme a sua evolução. Quanto mais evoluído
 for o espírito, maior o seu poder de manipulação. Dessa maneira, os espíritos que se encontram num nível mais elevado de progresso podem penetrar num mundo que lhe seja inferior, manipulando os fluidos ambientes destes mundos, de onde retiram os elementos para a adequação do seu perispírito ao meio.

d) O espírito necessita mudar-se do meio em que vive para depurar o seu perispírito?
R- O perispírito está sempre compatível com o grau de evolução moral do espírito. Como se disse, o espírito retira do
 fluido cósmico universal do planeta os elementos constitutivos de seu perispírito. Esse fluido, porém, não é homogêneo, sendo composto de moléculas de qualidades diversas. O espírito atrai, para a formação de seu perispírito, as partes mais ou menos puras do fluido cósmico universal do planeta onde vive, conforme as vibrações que emite. Dessa forma, pode o espírito depurar o seu perispírito através do progresso moral, ainda que continue a viver no mesmo meio.

e) Como se explica o fato dos espíritos inferiores não poderem ter acesso a mundos superiores, mesmo desencarnados?
R-O fluido cósmico universal de um planeta é sempre compatível com a natureza dos espíritos que compõem a sua
 humanidade. O espírito desencarnado necessita desse fluido como o encarnado necessita da atmosfera. Um espírito de natureza inferior em relação a um determinado mundo não suporta viver num meio composto de fluidos mais etéreos do que os que constituem seu perispírito. É afastado desses mundos por uma força instintiva, que não permite o seu ingresso. Como exemplifica Kardec, é o que acontece com um encarnado quando se aproxima de um fogo ardente ou de uma luz muito intensa. Para penetrar nesses mundos, é preciso mudar de natureza, através de sua transformação moral, depurando seu perispírito.



Ação dos espíritos sobre os fluidos - Criações fluídicas - Fotografia do pensamento

C O N C L U S Ã O
Os fluidos espirituais são a atmosfera do mundo espiritual, o meio de onde os espíritos tiram a matéria que operam para produzirem os fenômenos espirituais. Eles atuam sobre estes fluidos empregando o pensamento e a vontade. Por meio do pensamento, podem expressar a sua vontade conscientemente ou inconscientemente. Os espíritos podem mudar as propriedades dos fluidos, como um químico na vida terrena, sempre de acordo com as Leis da Natureza, podem operar modificações em seu perispírito e produzir criações fluídicas, que vão se constituir nos objetos do mundo espiritual.
 

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO
a) Como podemos definir os fluidos espirituais?
R - Os fluidos espirituais são um dos estados do fluido cósmico universal, constituindo-se na atmosfera do mundo espiritual, como o ar na nossa vida física. É dos fluidos que os espíritos tiram os materiais sobre que operam, produzindo os fenômenos do mundo espiritual, que são imperceptíveis aos sentidos do corpo físico, impressionáveis somente à matéria tangível. É, também,
 o meio onde se forma a luz do mundo espiritual e o veículo do pensamento, como o ar é do som. 

b) De que modo se dá a ação dos espíritos sobre os fluidos?
R - Os espíritos atuam sobre os fluidos por intermédio do pensamento e da vontade. Para eles, o pensamento e a vontade são como as mãos utilizadas pelos encarnados para manipularem a matéria. Pelo pensamento, imprimem a sua vontade sobre os fluidos, dirigindo-os, combinando-os ou os dispersando, de modo a formar os objetos do mundo invisível. Mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis.
 

Nem todos os espíritos podem atuar sobre os fluidos da mesma forma, pois o poder de ação deles sobre os fluidos é proporcional ao grau de evolução de cada um. Por outro lado, a ação dos espíritos sobre os fluidos nem sempre resulta de suas intenções. O pensamento inconsciente também produz efeito sobre os fluidos. Basta que o espírito pensa uma coisa, para que ela se produza. Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são produto de um pensamento inconsciente. Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera. Um espírito, por exemplo, pode se fazer visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que se conheceram, embora tenha ele tido muitas encarnações posteriormente.
 

Pode, ainda, apresentar-se com o vestuário ou os sinais exteriores, como cicatrizes ou membros amputados que tinha quando encarnado. Isto não significa que ainda porte cicatrizes ou que tenha os membros, pois, como Espírito, não está sujeito a essas circunstâncias. Ocorre que, fixando seu pensamento à época em que portava tais defeitos, plasma no perispírito estas aparências, que se modificam tão logo mude seu pensamento.
 

c) O que são criações fluídicas?
 
R - São criações do espírito através de sua ação sobre os fluidos, por intermédio do pensamento. Do mesmo modo que pode operar modificações em seu perispírito - conscientemente, expressando sua vontade ou inconscientemente, como reflexo do seu psiquismo - também pode, pelos mesmos meios, criar objetos que esteja habituado a usar ou de que sinta necessidade. Kardec cita, como exemplo, um militar em relação ao seu uniforme e às suas armas, um lavrador, com a sua charrua e seus bois, etc. Estas criações fluídicas, como são fruto do pensamento do espírito, subsistem apenas enquanto ele mantiver seu pensamento fixado nesse sentido.

d) O que é fotografia do pensamento?
R - As imagens fluídicas criadas pelo espírito através do pensamento refletem-se em seu perispírito, como num espelho, toma corpo e como que se fotografa. A esse reflexo provocado é que Kardec denominou "fotografia do pensamento". Através desse fenômeno, um espírito pode penetrar no pensamento de outro, lendo-o, como num livro. Kardec cita como exemplo a hipótese de alguém que tenha a ideia de matar a outro. Embora não intente qualquer movimento neste sentido, seu corpo fluídico é acionado pelo pensamento e reproduz a imagem, refletindo, fluidicamente, o ato que pensou praticar. O pensamento cria a imagem como num quadro. Não se pode afirmar, contudo, que os fatos se passem como fotografados fluidicamente, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar a disposição refletida.
 



Qualidade dos fluidos
O pensamento pode modificar as propriedades dos fluidos, impregnando-os de qualidades boas ou más, pois estes não possuem qualidade próprias, modificando-se pelos eflúvios do meio. O pensamento de um espírito encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados e se transmite, de espírito a espírito, pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes. O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral, fato este que só o Espiritismo podia tornar compreensível. 

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Qual a relação entre a natureza dos fluidos e a natureza dos espíritos?
R-Sendo os fluidos o veículo do pensamento, os espíritos, através de seus pensamentos, podem modificar-lhes a natureza,
 impregnando-os de qualidades boas ou más. Assim, os fluidos que envolvem os espíritos guardam relação direta com a natureza dos pensamentos que estes emitem. Os maus pensamentos corrompem os fluidos que estão à sua volta, do mesmo modo que os pensamentos bons, resultantes de seu adiantamento moral, são tão puros quanto o seu grau de perfeição.

A natureza dos fluidos, portanto, sob o aspecto moral, está vinculada à do pensamento dos espíritos que sobre eles
  atuam, daí ser impossível enumerar a diversidade de suas qualidades, por ser tão grande quanto a dos pensamentos emitidos pelos espíritos.


b) De que forma os espíritos encarnados podem também atuar sobre os fluidos?
 
R-O perispírito dos espíritos encarnados tem a mesma natureza dos fluidos espirituais, de onde, aliás, são extraídos os
 seus elementos constitutivos. Já vimos que o perispírito não permanece encerrado no corpo físico, irradiando ao seu redor e o envolvendo numa espécie de atmosfera fluídica. É dessa maneira que também o pensamento dos espíritos encarnados atua sobre os fluidos espirituais, através da expansão de seu perispírito, não só os impregnando conforme a sua qualidade, mas igualmente os assimilando.


c) Como os fluidos podem influenciar o nosso corpo físico?
R- Como vimos, o perispírito dos encarnados e dos desencarnados não apenas atua sobre os fluidos, impregnando-os,
 como também deles sofre influência, assimilando os seus efeitos, como uma esponja se embebe de um líquido, diz Kardec. Atuando sobre o perispírito, este reage sobre o veículo físico ao qual se encontra ligado, molécula a molécula.
Os meios onde prevalecem fluidos de boa natureza transmitem ao nosso corpo físico energias salutares, fortalecendo-o. Se, ao contrário, a prevalência é de fluidos emanados de maus espíritos, as energias absorvidas pelo perispírito serão de natureza deletéria, podendo ocasionar desordens físicas e, em consequência, enfermidades, como as
 causadas por vírus e bactérias invisíveis.


d) Como podemos evitar a influência dos maus espíritos?
R- Os fluidos se combinam pela semelhança de suas naturezas. Os semelhantes se agregam; os diferentes se repelem mutuamente, pois há incompatibilidade entre fluidos de naturezas distintas. Para evitar a influência de maus espíritos,que somente atuam sobre os fluidos da mesma qualidade, precisamos impregnar a atmosfera espiritual à nossa volta de fluidos sadios, onde atuam os espíritos bons. Estes fluidos, pela sua natureza salutar, repelem os maus fluidos, afastando os espíritos que com eles se identificam. Sendo o pensamento o veículo de ação sobre os fluidos, temos em nós mesmos, através dos nossos pensamentos, o remédio para evitarmos as más influências espirituais.


e) Qual a importância da qualidade dos fluidos nas comunicações mediúnicas?
 
R- Kardec explica que uma reunião é um foco de pensamentos de qualidades diversas, resultando uma multiplicidade de fluidos de toda natureza, recebendo cada uma a impressão desses fluidos pelo sentido espiritual. Basta um foco de maus pensamentos para que se produza efeitos deletérios no ambiente espiritual do local. Numa reunião mediúnica
  não é diferente. Se o conjunto é harmonioso, a impressão fluídica é saudável; se é discordante, tem-se uma impressão penosa. Dessa forma, se pretendemos um resultado sério, a mediunidade deve ser praticada num ambiente onde 
predomine pensamentos bons e benévolos, a fim de se obter uma atmosfera espiritual de elevada moral, que permita a comunicação de espíritos moralmente elevados.



C O N C L U S Ã O
Os fenômenos conhecidos como dupla vista - também chamada vista espiritual ou vista psíquica, sonambulismo e sonhos têm sua origem nas propriedades e nas irradiações do fluido perispirítico. Embora durante a encarnação se encontre preso ao corpo físico pelo perispírito, o espírito não se acha a ele circunscrito, irradiando por toda a parte e dele se desprendendo, no fenômeno conhecido como emancipação da alma. A dupla vista pode se manifestar com o corpo físico em vigília ou durante o sono. O sonambulismo e os sonhos manifestam-se nos períodos de emancipação do espírito, durante o sono físico.


QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Como podemos definir a dupla vista?
 

R - Embora, durante a vida corpórea, o espírito se encontre preso ao corpo físico pelo perispírito, ele não se acha impedido de irradiar à sua volta, podendo, inclusive, transportar-se a um ponto distante do espaço, até mesmo além da Terra. A dupla vista é um fenômeno anímico, ou seja, que se manifesta pela própria alma, espírito encarnado, sem a interferência de desencarnados. Podemos defini-la como um fenômeno que ocorre tanto em estado de vigília como durante o sono ou o sonambulismo. Por esse fenômeno, o espírito vê, não pelos olhos do corpo físico, mas pela visão do espírito, pelo seu sentido psíquico ou espiritual. Percebe imagens por toda a parte para onde se irradia e vê o que o indivíduo comum não consegue. Pode ver o mundo material e o espiritual em um outro local distante de onde se encontra o seu corpo físico ou, até, em outra época.
 

b) Qual a importância do perispírito na manifestação dos fenômenos espirituais?

R - Como explica Kardec, o perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual. É o órgão sensitivo do espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos. Os fenômenos espirituais não se operam através da matéria tangível, cujas propriedades permitem ao homem perceber tão somente as coisas materiais. Assim, o perispírito, irradiando fluidos cujas propriedades têm a mesma natureza dos fluidos do mundo espiritual, dentre outras funções, tem a de colocar o espírito encarnado em relação com o mundo espiritual, operando-se, por seu intermédio, todos os fenômenos espirituais que conhecemos e cuja causa fundamental não se encontra na matéria tangível .

c) Como o Espiritismo explica os fenômenos do sonambulismo e do sonho?

R - Embora se encontre preso ao corpo físico por laços fluídicos que somente se desfazem por ocasião da extinção total da energia vital, o espírito tem a faculdade de se desprender, parcial e temporariamente, de seu organismo material. É o fenômeno
 
a que se dá o nome de "emancipação da alma". Todas as vezes que o corpo físico dorme, seus sentidos permanecem inativos
 
e o espírito se desprende, passando a viver, nesses momentos, a vida espiritual, como se achará após a morte. Enquanto o corpo fica em vida vegetativa, o espírito pode ir ao encontro de outros afins, desencarnados ou encarnados também emancipados pelo sono físico. O sonambulismo se dá através dessa emancipação do espírito, sendo um sono em grau mais profundo, que pode ser provocado natural ou magneticamente.

Quanto aos sonhos, resultam da impressão que o espírito guardar desses momentos de desprendimento do corpo físico. É a lembrança, mais ou menos precisa, através da imagem, do que o espírito viu, pelo que nem sempre guarda relação com a realidade. Quase sempre, o espírito, ao despertar, traz dessas lembranças algumas intuições, que lhe sugerem idéias e pensamentos novos.

d) Qual a explicação para o fato da dupla vista não se manifestar da mesma forma em todos os espíritos?
 

R - A manifestação do fenômeno de dupla vista pode variar conforme o grau de evolução do espírito no qual se manifeste. Como nem todos os espíritos encontram-se no mesmo grau evolutivo, este fenômeno manifesta-se diferentemente em cada ser. Quanto mais puro e evoluído for o espírito, seu perispírito é menos denso, mais sutilizado, permitindo que a faculdade da dupla vista tenha um grau de poder mais desenvolvido, com maior lucidez. Nos espíritos inferiores, face ao maior grau de densidade de seu perispírito, essa faculdade se manifesta enfraquecida, como que encoberta por um nevoeiro.

e) Segundo a explicação de Kardec, que circunstâncias podem originar os sonhos?
 

R - Kardec resumiu em três as categorias, conforme o tipo de percepção, as circunstâncias que podem originar os sonhos: 1º - percepção de certos fatos materiais que ocorram a grande distância, os detalhes descritivos de uma localidade, as causas de uma enfermidade e os remédios convenientes; 2° - percepção de coisas reais do mundo espiritual, como a presença de espíritos; 3° - imagens fantásticas, criadas pela imaginação, análogas às criações fluídicas do pensamento. Estas criações se acham sempre em relação com as disposições morais do espírito

Nas duas primeiras circunstâncias, encontram-se os sonhos que guardam relação com a realidade. São os sonhos de previsões, de pressentimentos e de avisos. Na terceira, estão os sonhos que nada têm de real e que resultam da realidade criada pelo espírito. Podem essas criações ser provocadas pela exaltação das crenças, por lembranças retrospectivas, por gostos, desejos, paixões, temor ou remorsos; pelas preocupações habituais; pelas necessidades do corpo, ou por um embaraço nas funções do organismo; ou, finalmente, por outros Espíritos, com objetivo benévolo ou maléfico, conforme a sua natureza. É a categoria de sonhos de que se ocupa a ciência terrena.
 



Resumo
O fluido perispirítico, embora insensível como a matéria, transmite as sensações ao centro sensitivo, que é o espírito. 
Em certos estados patológicos, quando o espírito há deixado o corpo e o perispírito só por alguns pontos se lhe acha aderido, apresenta o corpo todas as aparências da morte. É o estado de catalepsia. Enquanto não se haja rompido o
  último fio, porém, pode o espírito, quer por uma ação enérgica, da sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho, igualmente forte, ser chamado a volver ao corpo. É como se explicam certos fatos de prolongamento da vida contra todas as probabilidades e algumas supostas ressurreições. Quando, porém, as últimas moléculas do corpo fluídico se têm destacado do corpo carnal ou quando este último há chegado a um estado irreparável de degradação, impossível se torna todo regresso à vida. 


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Sendo a matéria insensível, como se explica a sensação de dor física?
R-A lesão que provoca a dor é recebida pela matéria, que, utilizando-se dos nervos como fio condutor, transmite os seus efeitos ao fluido perispiritual. Este, que também é insensível, por sua vez, a repassa ao espírito, sede das sensações.
 
As lesões dolorosas, pois, explica Kardec, repercutem no espírito qual choque elétrico, por intermédio fluido perispiritual.

Podemos figurar assim este processo:

lesão dolorosa -> corpo material -> nervos -> fluido perispiritual -> espírito


b) É possível ocorrer lesões dolorosas no corpo físico sem a sensação de dor?
R-Além das hipóteses em que a lesão ocorre em um membro separado do restante do corpo ou em local onde o nervo haja sido seccionado, que são causas puramente materiais, outras circunstâncias há, de natureza espiritual, em que pode
 ocorrer uma lesão dolorosa sem que haja qualquer percepção pelo espírito. São nos casos de emancipação do espírito (pelo sonambulismo, pelo êxtase, pela catalepsia, dentre outros modos) e nos momentos de grande sobreexcitação ou de preocupação do espírito. Nessas situações, o espírito como que se esquece do corpo físico e atrai para si o fluido perispiritual. Sem esse fluido para transmitir a sensação de dor, o espírito passa por momentos de insensibilidade.

Kardec admite, também, a hipótese de ocorrer, em certas circunstâncias, que o fluido perispiritual sofra uma modificação molecular, perdendo, temporariamente, a propriedade de transmissão da dor, como pode acontecer, por exemplo, com o soldado em combate, com alguém que se ache concentrado num trabalho ou com alguns sonâmbulos, extáticos ou
 catalépticos.


c) Como podemos definir a catalepsia e as chamadas ressurreições?
R-A catalepsia é um estado de emancipação do espírito encarnado em que ocorre a perda temporária e localizada da
 sensibilidade e do movimento do corpo, adquirindo o corpo físico uma aparência mórbida. Já o conceito de ressurreição, comumente, refere-se à volta da vida física após a morte do corpo material, o que a ciência demonstra ser impossível. 


d) Qual a explicação para a ocorrência desses fenômenos?
R-No estado de catalepsia, cuja duração pode variar, o espírito fica ligado ao corpo físico apenas por alguns pontos,
 fazendo com que o corpo assuma a aparência de morto e podendo, mesmo, entrar em decomposição parcial, ainda que a vida não tenha sido extinta. Por uma ação energética própria ou externa, o espírito pode voltar ao corpo, retomando a vida normal. A esse retorno do espírito recobrando suas faculdades físicas é que se costuma atribuir a ocorrência de uma "ressurreição". O exemplo mais conhecido desse fenômeno é a passagem evangélica em que Jesus é chamado para "restituir a vida" a Lázaro. Como o fenômeno da catalepsia era então desconhecido, atribuiu-se ao fato o caráter de uma "ressurreição". 

C O N C L U S Ã O
Pela identidade com o perispírito quanto à sua natureza, o fluido cósmico universal pode fornecer princípios reparadores ao corpo físico. O espírito, encarnado ou desencarnado, é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico, substituindo uma molécula malsã por uma molécula sã, levando à cura. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada, mas, depende, também, da energia da vontade, segundo as intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou espírito.
 

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Como se dá a cura de uma enfermidade física através do magnetismo?
R - A cura de uma enfermidade física através do magnetismo se dá pela transfusão de uma parte da substância do envoltório fluídico de um espírito, encarnado ou desencarnado, no organismo enfermo. Este fluido doado ao enfermo fornece princípios reparadores ao corpo, mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sadia. O poder curativo está na razão direta da pureza da substância transfundida, fenômeno que se explica pelo fato de serem o corpo carnal e o perispírito constituídos de elementos extraídos do fluido cósmico universal, do qual são simples transformações e de onde também são tirados os fluidos curadores.

b) Que circunstancias podem influir para a ocorrência da cura?
R - A ação curadora é condicionada à energia da vontade, conforme as intenções do agente que opera a emissão fluídica, esteja ele encarnado ou desencarnado. Quanto maior for a sua vontade de curar e mais puros forem os fluidos doados, mais abundante será a emissão fluídica e com maior poder de penetração. O fator intenção também é importante para determinar a natureza dos fluidos a serem doados. Os fluidos que emanam de uma fonte pura têm a mesma natureza, exercendo função terapêutica. Os emanados de uma fonte impura, ao contrário, são deletérios e somente poderá agravar a enfermidade.

A ação fluídica sobre os doentes pode se dar lentamente, reclamando tratamento prolongado, como no magnetismo ordinário ou de modo rápido, através de pessoas dotadas de tal poder, que operam curas instantâneas, por meio apenas da imposição das mãos, ou, até, exclusivamente por ato da vontade. O princípio, no entanto, é sempre o mesmo: o fluido, a desempenhar o papel de agente terapêutico e cujo efeito se acha subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais.
 

c) De que formas pode se dar a ação magnética?
R - Segundo Kardec, a ação do magnetismo pode se dar pelo fluido do próprio magnetizador, dos espíritos ou de ambos, simultaneamente. Na primeira hipótese, é o magnetismo humano, resultante unicamente da força e da qualidade dos fluidos do magnetizador, sem a interferência espiritual, cuja ação é compatível com a força e a qualidade do fluido; na segunda, é produzida pelos fluidos dos espíritos, que atuam diretamente sobre o enfermo, sem a participação de encarnados, para promover a cura, diminuir-lhe o sofrimento, provocar o sonambulismo ou influenciá-lo fisica ou moralmente. É o magnetismo espiritual puro; e, na terceira hipótese, o magnetismo é produzido pelos fluidos que os espíritos derramam sobre o magnetizador encarnado, que lhe serve de veículo. É o magnetismo misto, semi-espiritual ou humano-espiritual. Neste caso, há uma combinação de fluidos humanos com fluidos espirituais, que imprimem aos primeiros qualidades que não possuem. Nestes casos, o concurso dos espíritos pode ser espontâneo ou, mais comumente, buscado pelo agente magnetizador.
 


d) Qual a consequência do conhecimento do magnetismo diante dos chamados "milagres"?
R - Esclarecendo a atuação do magnetismo sob a regência de leis puramente naturais, o Espiritismo desmistificou os chamados "milagres", até então a única explicação para a ocorrência de fenômenos cujos mecanismos eram desconhecidos. Trazendo o tema para o campo da Ciência, o Espiritismo demonstra que milagre, como uma exceção às Leis Naturais, não existe. A faculdade de curar pela influência fluídica é natural e pode desenvolver-se por meio do exercício. A de curar instantaneamente, pela imposição das mãos, é mais rara e o seu grau máximo se deve considerar excepcional. Assentando-se num princípio natural, as curas desse gênero não se operam fora das Leis Naturais, sendo consideradas miraculosas apenas na aparência.


C O N C L U S Ã O
O espírito pode, em certos casos, por ato de vontade e mediante uma modificação molecular em seu perispírito, tornar-se visível, fenômeno conhecido como aparição. Esta condensação fluídica pode se dar em vários graus, produzindo desde uma aparição vaga e vaporosa até uma aparição tangível (que se pode tocar), que são os denominados agêneres. Processo análogo pode se dar com o espírito encarnado, através de transformações na camada fluídica perispiritual que envolve o seu corpo físico, modificando sua aparência. É o fenômeno denominado transfiguração.
 

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Como ocorre o fenômeno das aparições?
R - O fenômeno das aparições ocorre mediante a modificação molecular do perispírito, por ato de vontade do espírito, que o condensa, ao ponto de torná-lo, momentaneamente, visível a quem queira se mostrar. Esta condensação se explica por ser o perispírito formado de substância etérea, plasticizada, adaptável conforme o psiquismo do espírito. Trata-se de mecanismo semelhante ao que acontece com o vapor que, quando muito rarefeito, é invisível, mas que se torna visível, quando condensado.
 

b) De que modo pode se manifestar uma aparição?
R - As aparições podem se manifestar sob variadas formas, conforme o grau condensação do fluido perispiritual. Podem se dar de maneira vaga e vaporosa, mais nitidamente definida ou com todas as aparências da matéria tangível. Pode, ainda, chegar à tangibilidade real, confundindo-se o espírito com um encarnado. São frequentes as aparições vaporosas, forma sob a qual manifestam-se às pessoas que lhes são afeiçoadas os espíritos desencarnados. As aparições tangíveis, embora haja numerosos exemplos, são mais raras. Quando o espírito deseja ser reconhecido, imprime ao seu envoltório perispirítico as características exteriores que tinha quando encarnado.
 

c) O que são agêneres?
 
R - Agênere é uma das formas pelas quais se pode manifestar o fenômeno de aparição. É uma aparição tangível, estado de que podem se revestir certos espíritos, temporariamente, assumindo as formas de uma pessoa encarnada, ao ponto de produzirem completa ilusão àqueles a quem aparecem.
 

d) Quais as suas principais características?
R - Os agêneres somente têm da matéria carnal a aparência. Pela sua natureza fluídica, não podem ter a coesão da matéria, porque, em realidade, não há neles carne. Formam-se instantaneamente e desaparecem do mesmo modo. Como que se evaporam pela desagregação das moléculas fluídicas. Não nascem nem morrem, como os outros homens. São vistos e deixam de ser vistos, sem que se saiba donde vêm, como vieram nem para onde vão. Ninguém os poderia matar, nem prender, nem encarcerar, visto carecerem de corpo carnal. Atingiriam o vácuo os golpes que se lhes desferissem. Pode-se falar com eles, sem que se suspeite de que o sejam.
 

Segundo Kardec, denotam em suas atitudes qualquer coisa de estranho e de insólito, que deriva ao mesmo tempo da materialidade e da espiritualidade. Neles, o olhar é simultaneamente vaporoso e brilhante, carecendo da nitidez do olhar humano. Sua linguagem, é breve e quase sempre sentenciosa, nada tendo do brilho e da volubilidade da linguagem humana. Ao se aproximarem, causam uma sensação singular e indefinível de surpresa, conclui o Codificador.

e) As aparições são sempre percebidas por todos? Por quê?
R - As aparições, tanto as vaporosas quanto as tangíveis, não são perceptíveis, indistintamente, a todos, porque a sua percepção se dá através da vista espiritual, faculdade de que nem todos são dotados no mesmo grau. Além disso, pode o espírito dá-la a quem não a tenha ou retirá-la de que a tem, dependendo de sua vontade em se mostrar ou não a uns ou a todos. Dessa forma, um espírito pode aparecer numa reunião de várias pessoas e tornar-se visto a uns e não a outros. Faltam ao fluido perispirítico condensado as propriedades da matéria. Caso contrário, tornar-se-iam perceptíveis aos olhos do corpo, podendo ser visto por todos os que se encontrem no local da aparição.

f) O que são transfigurações?
R - Transfigurações são o fenômeno pelo qual o espírito encarnado produz uma modificação na aparência de seu corpo físico, mais comumente no rosto.
 

g) Como se opera o fenômeno da transfiguração?
R - Irradiando o perispírito em torno do corpo físico, forma uma camada fluídica em volta dele. Assim, pode o espírito, mediante a modificação desta camada fluídica, operar uma transformação na contextura do seu envoltório perispirítico, que vais se refletir na imagem real do corpo, assumindo outra aparência. É uma espécie de aparição do espírito sobre o próprio corpo, com outra aparência. Como se processa com base na matéria carnal, é percebida com os olhos do corpo, sendo, pois, visível por todos. Resulta, portanto, de uma transformação fluídica, uma espécie de aparição perispirítica, que se produz sobre o próprio corpo físico e, algumas vezes, no momento da morte. Diferente das aparições, a transfiguração é perceptível pelos olhos do corpo e, em consequência, por todos os presentes. O caso mais notável de transfiguração é o do episódio ocorrido no Monte Tabor, narrado no Evangelho, em que Jesus apareceu, transfigurado, a Pedro, Tiago e João, tendo "o rosto resplandecente como o sol e suas vestes brancas como a luz".



C O N C L U S Ã O
Os fenômenos de manifestações físicas, assim como a mediunidade em geral, têm por base as propriedades do fluido perispirítico dos encarnados e dos desencarnados. Atuando sobre a matéria inerte é que o espírito produz ruídos e movimentos de mesa e outros objetos. É igualmente com o concurso do seu perispírito que o espírito faz com que os médiuns escrevam, falem, desenhem. Já não dispondo de corpo tangível para agir ostensivamente quando quer se manifestar, o espírito pode se servir do corpo do médium, cujos órgãos toma de empréstimo, corpo ao qual faz que atue como se fora o seu próprio, mediante o eflúvio fluídico que verte sobre ele.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) Como se opera o fenômeno de manifestação física por meio das mesas girantes?
R - Os fenômeno de manifestação física através das mesas girantes, que desencadeou o surgimento do Espiritismo, em meados do século XIX, tem por base as propriedades do fluido perispirítico, quer dos encarnados, quer dos espíritos livres. Opera-se através da utilização da mesa como nos utilizamos do lápis para escrever. O espírito não a ergue como o fazemos com a força de um braço. Dá-lhe uma espécie de vitalidade momentânea, por meio de um fluido que a penetra, neutralizando os efeitos da
 lei de gravidade, como se dá com os balões. Este fluido infiltra-se na mesa e lhe dá, temporariamente, maior leveza. Desta maneira, o espírito pode manipulá-la à vontade, levantando-a e fazendo-a bater de encontro ao solo, movimento que pode ter uma natureza inteligente, quando expressa uma ideia ou não ter significação determinada. O espírito não se encontra na mesa, mas ao lado, como nas comunicações escritas e pode ser visto, desde que seja possível tornar-se visível. Pelo mesmo processo, o espírito pode arrebatar uma pessoa. 

b) E as manifestações físicas através de pancadas em móveis ou outros objetos?
R - Semelhante processo se dá quando a manifestação física ocorre por meio de pancadas em móveis, portas, paredes ou quaisquer outros objetos. Não é o espírito que bate com a mão ou utilizando-se de outro objeto. O fenômeno se dá através de um jato fluídico que o espírito dirige ao ponto de onde vem o ruído, produzindo o efeito de um choque elétrico.
 

c) Como se dá o fenômeno denominado "tiptologia"?
R - O fenômeno denominado "tiptologia" é classificado como uma manifestação de efeitos físicos. É aquele em que o espírito utiliza-se de pancadas, através de um objeto, como, por exemplo, as mesas girantes citadas, a fim de formarem palavras e frases, por meio de um código previamente combinado

d) Poder-se-ia estabelecer uma comparação entre a comunicação através das mesas girantes com a
 manifestada pela escrita?
R - Ambas as formas de comunicação servem para expressar o pensamento dos espíritos e ocorrem do pela ação da vontade
 destes. As mesas girantes foram muito importantes para chamar a atenção para a comunicação dos espíritos. Daquela época até os dias atuais, no entanto, as formas de manifestação mediúnica evoluíram, com o conhecimento cada vez maior acerca dos fenômenos mediúnicos. Hoje, manifestações sob a forma de pancadas (tiptologia) são menos utilizadas, pois os médiuns encontram-se mais habilitados a captarem o pensamento dos espíritos e expressá-lo através da escrita, da fala, etc. 

e) Como se explica a comunicação numa língua ou sobre um assunto desconhecidos do médium?
R - A aptidão que certos médiuns possuem de escrever em língua que lhes é estranha; sobre assunto desconhecido ou mesmo quando não tenham aprendido a escrever explica-se quando o fenômeno mediúnico é puramente mecânico, ou seja, o médium funciona como instrumento passivo dos espíritos. Kardec compara a uma criança que escreva sob a direção de um pessoa que lhe tome a mão. A aptidão que o médium pode possuir para se expressar sobre assuntos que lhe são estranhos pode também ter origem em conhecimentos adquiridos em outra encarnação e dos quais conservou a intuição. A língua que hoje ignora pode ter-lhe sido familiar noutra existência, donde maior aptidão sua para escrever mediunicamente nessa língua.

f) E nos casos de desenho, pintura, música ou escultura, sem que o médium conheça estas artes?
R - O mesmo ocorre quando se trata de desenho, pintura, música ou escultura. Pode se explicar pelo fato do fenômeno se produzir mecanicamente ou pela intuição que o médium trouxe de outras passagens. Se, por exemplo, foi poeta ou músico, mais facilmente irá assimilar o pensamento do espírito para expressar uma obra poética ou musical.
 



C O N C L U S Ã O
A obsessão se constitui um dos flagelos com que a humanidade se defronta e é um dos efeitos da ação malfazeja dos maus espíritos que habitam em torno da Terra, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. Quase sempre, a obsessão exprime vingança tomada por um espírito e cuja origem frequentemente se encontra nas relações que o obsidiado manteve com
 o obsessor, em precedente existência. Na possessão, em vez de agir exteriormente, o espírito atuante se substitui, por assim dizer, ao espírito encarnado. Toma-lhe o corpo para domicílio, temporariamente, pois um espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado. 

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

a) O que é a obsessão e qual a maneira que Kardec recomenda de evitá-la?
R - Kardec define a obsessão como a influência que um espírito mau, desses que permanecem em torno da Terra, resultado da inferioridade moral de sua humanidade, exerce sobre outro, agindo persistentemente neste sentido. Como as enfermidades físicas e todas as atribulações da vida, deve ser considerada uma prova ou uma expiação. Quando instalada, obstrui a faculdade mediúnica, pela obstinação do espírito obsessor em querer se manifestar, com a exclusão de qualquer outro. Apresenta caracteres diversos, que vão desde a simples influência moral, sem sinais exteriores até a perturbação completa dos organismos físico e mental. Na maioria das vezes, é consequência de relações conflituosas do passado, entre as partes envolvidas.

Do mesmo modo que os males que acometem o corpo físico resultam das imperfeições que o torna acessível às doenças, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral da vítima, que dá ascendência a um mau espírito. Como na enfermidade física é preciso opor-se uma força física, a uma enfermidade moral há que se contrapor uma força moral. Assim, para se evitar a obsessão, Kardec recomenda fortalecer o espírito, através do trabalho para melhorar a si próprio, evitando a ascendência de um mau espírito.

b) Qual a orientação de Kardec para combater uma obsessão já instalada?
R - O combate ao processo obsessivo varia de conformidade com o seu grau de intensidade. Nos casos de obsessão simples, Kardec entende que a transformação moral do obsediado é o necessário para afastar o obsessor. Porém, nos casos de obsessão grave, em que a ação do obsessor é mais intensa, a vítima fica impregnada de um fluido pernicioso com que o mau espírito a envolve, neutralizando os fluidos salutares. Como vimos em estudo anterior, para eliminar a ação de um mau fluido é preciso envolver o indivíduo com um fluido melhor, por meio da ação de um médium curador. No entanto, esclarece, ainda, o Codificador, nem sempre esta ação mecânica é suficiente. Muitas das vezes, faz-se necessário atuar sobre o espírito obsessor, falando-lhe com autoridade moral, de modo a levá-lo a renunciar seus maus desígnios e fazendo-o chegar ao arrependimento, despertando-lhe o desejo do bem.
 

Kardec explica que se torna mais fácil o combate à obsessão quando o obsediado compreende a sua situação e imprime sua vontade para afastar a influência do mau espírito. Quando, todavia, deixa-se seduzir pelo espírito que o domina, iludindo-se com relação às qualidades deste último e permitindo ser por ele conduzido, o obsidiado repele toda assistência. É o que ocorre nos casos de fascinação. Qualquer que seja o tipo de obsessão, "a prece é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover
 
de seus propósitos maléficos o obsessor", conclui.

c) Como podemos definir o fenômeno da possessão?
 
R - A possessão é uma forma de obsessão grave, em que o espírito obsessor age sobre o corpo físico de outro como se nele estivesse encarnado. O espírito agressor como que substitui temporariamente ao encarnado, tomando-lhe o corpo e dele se utilizando como se fosse seu. Como a obsessão, na maioria das vezes dá-se individualmente. Mas, não raro, pode apresentar características de uma epidemia, quando sobre uma localidade se lança uma coletividade de maus espíritos, como se uma tropa de inimigos a invadisse, hipótese em que podem ser muitas a pessoas atacadas.
 

d) Quais as suas principais características?
R - A possessão é sempre temporária e intermitente, pois um espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, pela razão de que a união molecular do perispírito e do corpo só se pode operar no momento da concepção. O espírito obsidiado não abandona definitivamente o corpo, pois isto somente ocorre no momento da morte. Mas a sua vontade é subjugada, praticamente já não existindo e passa a obedecer cegamente ao possessor. O espírito obsessor fala pela sua boca, vê pelos seus olhos e comanda todos os movimentos do corpo. Quem conheceu o obsessor em vida, reconhece sua linguagem, sua voz, seus gestos e sua expressão fisionômica.

e) Qual a diferença entre a possessão e a obsessão?

R - Na obsessão, a ação do espírito é externa, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado. Forma-se um laço fluídico que os une e por meio do mal o obsessor exerce influência maligna sobre a vítima, constrangendo-a e impondo a sua vontade. Na possessão, em vez de agir exteriormente, o espírito possessor age diretamente sobre o corpo físico do possuído, substituindo-se, por assim dizer, ao espírito encarnado. Nos casos de obsessão, a intenção é sempre de causar danos ao obsediado, ao passo que, na possessão, pode ocorrer a ação de um espírito bom, que, para causar maior impressão nos ouvintes, toma o corpo de um encarnado para se manifestar. Como a natureza da ação é boa e com o consentimento do encarnado, que concorda com esse empréstimo temporário, o espírito encarnado nada sofre, ficando em liberdade, como acontece nos estados de emancipação da alma.

Entretanto, quando é mau o espírito possessor, não toma moderadamente o corpo do encarnado. Ao contrário, arrebata-o, se este não possui bastante força moral para lhe resistir, fazendo-o por maldade e o martirizando de todas as formas. Pode chegar ao ponto de tentar exterminá-lo. Muitas das vezes serve-se do corpo do obsediado para blasfemar, injuriar e maltratar os que o cercam. Entregam-se a excentricidades e a atos que caracterizariam loucura.
 



Fonte: http://www.cvdee.org.br 








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