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sábado, 18 de maio de 2013

Estudo: A Gêneses de Allan Kardec Cap. II Deus

ORIGEM - EVOLUÇÃO - HUMANIZAÇÃO 
"Na opinião de alguns filósofos espiritualistas, o princípio inteligente, distinto do princípio material, se individualiza e elabora, passando pelos diversos graus de animalidade. É aí que a alma se ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, suas primeiras faculdades. Esse seria para ela, por assim dizer, o período de incubação.
Chegada ao grau de desenvolvimento que este estado comporta, ela recebe as faculdades especiais que constituem a alma humana. Haveria assim filiação espiritual do animal para o homem, como há filiação corporal.
Este sistema, fundado na grande lei de unidade que preside a criação, corresponde, forçoso é convir, à justiça e à bondade do Criador; dá uma saída, uma finalidade, um destino aos animais, que deixam então de formar uma categoria de seres deserdados, para terem, no futuro que lhes está reservado, uma compensação a seus sofrimentos." A Gênese - Allan Kardec cap. XI - item 23 

continue lendo ... DEUS  (texto do livro O Perispírito e suas modelações - Luiz Gonzaga Pinheiro)



Bibliografia:
A Gênese
O Livro dos Espíritos, livro 1cap.I.
Estudos Espírtas cap. 1. - Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco.
Segue-me -"Do lado de Deus" - Emmanuel - F.C.X.
Caminho, Verdade e Vida "Dadivas espirituais"- Emmanuel - F.C.X.
Emmanuel, cap. XV e XXXI - Emmanuel - F.C.X.
A Caminho da Luz, cap. XXIV - Emmanuel - F.C.X.
Estude e Viva Cap, 3 "Em todos os Caminhos" "Prescreições Sempre Novas"
O Consolador, questões 27,218 e 224 Emmanuel - F.C.X.

• Existência de Deus
• Da natureza divina
• A Providência

• A visão de Deus


C O N C L U S Ã O Existência de Deus item 1 a 7
Não existe efeito sem causa, este é um axioma da ciência. Nem sempre, porém, essa causa nos é visível, o que não implica dizer que ela não existe. Sendo esse efeito inteligente, a causa que o origina somente pode ser igualmente inteligente. Em toda parte se reconhece a presença do homem pelas suas obras. Pela grandiosidade das obras da Natureza, porém, há que se concluir que a sua causa não pode ser a inteligência humana. Somente uma inteligência muito superior à do homem poderia dar causa a um efeito de tamanha magnitude.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO
 
a) De que princípio utilizou-se Kardec para demonstrar a existência de Deus?
R - Kardec se utilizou de um axioma utilizado pela ciência, segundo o qual não há efeito sem causa. É princípio elementar da ciência que pelos seus efeitos é que se julga de uma causa, ainda que essa causa se conserve oculta. Cita, como exemplo, um pássaro que, ao voar, é atingido por um tiro. Ainda que o atirador não seja visto, é de se deduzir a sua existência. Conclui-se, pois, que nem sempre se faz necessário vejamos uma coisa para sabermos que ela existe e que, observando-se o efeito, conhece-se a causa.
 

b) E para demonstrar a sua ação inteligente?
R - Kardec parte de outro princípio elementar igualmente utilizado pela ciência e que também se tornou axioma para comprovar a inteligência de Deus: todo efeito inteligente resulta de uma causa inteligente. Em toda parte se reconhece a presença do homem pelas suas obras. Uma obra de arte, por exemplo, não pode se fazer por si mesma. Reconhece-se, nela, a atuação de uma inteligência, pois somente uma inteligência poderia concebê-la. Ninguém admitiria ser obra de um animal ou produto do acaso. Verificando-se que não está acima da capacidade humana, conclui-se ser ela obra de um homem.
 
Pela perfeição ou imperfeição da obra, poder-se-á reconhecer o grau de inteligência ou de adiantamento do seu autor. A existência do homem pré-histórico prova-se não apenas pelos fósseis encontrados, mas, também, por objetos daquela época trabalhados pelo homem. Uma pedra talhada, por exemplo, pode atestar a presença do homem pouco adiantado; uma obra de arte, no entanto, prova que, não sendo ele capaz de produzi-la, somente pode ser obra de uma inteligência superior. O mesmo acontece com a obra da Criação. Observando-se a perfeita harmonia que move toda a Natureza, somos forçados a reconhecer que ela ultrapassa o limite da inteligência humana. Não podendo o homem produzi-la, somente pode ser fruto de uma inteligência superior à da Humanidade. Apenas uma inteligência superior a mais luminosa sabedoria de um homem de gênio seria capaz
 de produzi-la, a menos que se admita possa haver inteligência sem causa. Logo, essa inteligência somente pode provir da Divindade.
 
c) Como Kardec refuta (contestou) o argumento de que as obras da Natureza são produto de forças puramente mecânicas?
R - Os que se recusam a aceitar a existência de Deus argumentam que as obras da Natureza são efeito de forças puramente materiais, que atuam mecanicamente, em virtude de leis e forças que se põem em ação através de um automatismo. Kardec demonstra que essas leis e forças são materiais e mecânicas e não inteligentes. Sendo a sua aplicação útil um efeito inteligente, é irrefutável a existência de uma causa inteligente por trás delas. Exemplifica com a existência do relógio, que não se pode conceber sem a existência do relojoeiro. A "engenhosidade do mecanismo lhe atesta a inteligência e o saber. Quando um relógio vos dá, no momento preciso, a indicação de que necessitais, já vos terá vindo à mente dizer: aí está um relógio bem inteligente? Outro tanto ocorre com o mecanismo do Universo: Deus não se mostra, mas se revela pelas suas obras", conclui o Codificador.
 

C O N C L U S Ã O Da Natureza Divina item 8 a 14
Não é dado ao homem, ainda, conhecer a natureza íntima de Deus. No entanto, desde que entenda e aceite a sua existência, pode o homem conhecer alguns de seus atributos, o quanto lhe bastará para servir como luz que o iluminará em toda a existência. Sem conhecer esses atributos, impossível será compreender a obra da criação. Esta deve ser a base de todas as religiões, para evitar a crença em dogmas sem fundamento. As que não atribuíram a Deus a onipotência imaginaram muitos deuses; as que não lhe atribuíram soberana bondade fizeram dele um Deus cioso, colérico, parcial e vingativo.
 


Atributos de Deus
Deus é a inteligência suprema e soberana,
Deus é único,
Deus é eterno,
Deus é imutável,
Deus é imaterial,
Deus é onipotente,
Deus é soberanamente justo e bom,
Deus é infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO
 
a) Pode o homem conhecer a natureza íntima de Deus? E os seus atributos?
R - Para que o homem compreenda Deus é preciso que primeiro evolua até atingir um nível que o permita penetrar na essência divina. Isto somente se conseguirá quando o homem tiver se aproximado da Divindade pela perfeição alcançada, quando se despojar dos vícios e imperfeições que ainda sustenta e não mais estiver obscurecido pela matéria densa de que é composto o nosso organismo físico. Até lá, no entanto, pode o homem, conhecer alguns dos atributos da natureza de Deus, o que é possível por um simples raciocínio estabelecido por Kardec: vendo o que ele absolutamente não pode ser sem deixar de ser Deus, deduz-se o que ele deve ser. 
Quanto aos seus atributos, é possível ao homem conhecê-los e, através deles, fazer uma ideia mais próxima possível da Divindade. Sem isso, não teria como compreender a obra da criação. Esse deve ser o ponto de partida de todas as crenças religiosas.
 

b) Por que Deus tem que ser a suprema inteligência e eterno?
R - Se a inteligência de Deus não fosse suprema, seria limitada em algum ponto e, neste caso, poderíamos admitir a hipótese de um outro ser mais inteligente, que tivesse o que lhe falta. Se não fosse eterno, teria tido princípio ou houvera saído do nada. Como o nada não pode produzir algo,teria sido criado por outro ser anterior, existente antes dele e capaz de lhe sobreviver. Em qualquer das circunstâncias, esse ser é que seria Deus.

c) Por que Kardec considera atributos essenciais de Deus ser imutável, imaterial e onipotente?
R - Se não fosse imutável, Deus estaria sujeito a mudanças e nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo; se não fosse imaterial, estaria sujeito às transformações a que está sujeita a matéria e não seria eterno e se não fosse onipotente, não possuiria o poder supremo. Poder-se-ia, então, conceber um ser mais poderoso e esse é que seria Deus.
 

d) Como se prova a soberana justiça e bondade de Deus?
R - Deus não poderia ser justo e bom, relativamente. Se não possuísse esses atributos em grau supremo, infinito, todas as coisas estariam sujeitas ao seu capricho e não haveria estabilidade na Criação. Suas obras dão testemunho da sua bondade e
 da sua solicitude. A soberana bondade implica a soberana justiça, porquanto, se ele procedesse injustamente ou com parcialidade com relação a uma só de suas criaturas ou a uma só circunstância que fosse já não seria soberanamente justo e, em consequência, já não seria soberanamente bom. 

C O N C L U S Ã O Da Natureza Divina 2ª parte item 15 a 19
Deus é a inteligência suprema e soberana, único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições. Não pode ser diverso disso. Tal o eixo sobre o qual repousa o Universo. Seguindo essa luz, o homem encontrará o farol que o guiará na busca da verdade. Sendo infinitos, os atributos de Deus não são suscetíveis nem de aumento, nem de diminuição, visto que do contrário não seriam infinitos e Deus não seria perfeito. Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, só há de verdadeiro o que não se afaste das qualidades essenciais da divindade.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO
 
a) Por que não podemos dissociar(separar) os atributos da perfeição infinita e da unicidade de Deus?
R - Porque se Deus não fosse infinitamente perfeito em todos os seus atributos poderia haver outro ser que possuísse o que lhe faltasse e aí esse o ultrapassaria e seria o Deus. Se tirássemos a mais mínima parcela de qualquer dos seus atributos, já não haveria Deus, pois que poderia existir um ser mais perfeito. A perfeição infinita de Deus resulta, em consequência, na sua unicidade, pois, houvesse outro igualmente portador da perfeição infinita, com ele confundir-se-ia na unidade de pensamento, resultando num só. Por desconhecer o caráter infinito da perfeição de Deus foi que o homem derivou para o politeísmo, adotado pelos povos primitivos, que davam o atributo de divindade a todo poder que lhes parecia acima daqueles inerentes à humanidade.

b) Qual a importância para o homem de conhecer os atributos da divindade?
R - Conhecendo os atributos da Divindade, o homem a reconhece como única luz à sua disposição, capaz de guiá-lo na busca da verdade e orientando-o para que nunca se transvie. Se há errado, é porque não tem seguido o roteiro indicado.
 

c) E para as religiões?
R - Para as religiões, esses atributos devem servir como critério infalível sobre o qual devem firmar suas teorias, seus princípios, seus dogmas e suas crenças. Toda prática religiosa que estiver em contradição com qualquer desses atributos não estará com
 a verdade. A religião perfeita será aquela cujos artigos de fé nenhum estejam em oposição àquelas qualidades e cujos dogmas suportem a prova dessa verificação sem nada sofrerem.

C O N C L U S Ã O A Providência1ª parte item 20 a 25 
A Providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Impotente para compreender a essência mesma da Divindade, o homem não pode fazer dela mais do que uma ideia aproximativa: um fluido, sutil para penetrar todos os corpos; dotado de inteligência, de faculdades perceptivas e sensitivas e que atua com discernimento, vontade e liberdade. Tudo vê, tudo ouve e tudo sente. Todo o Universo está mergulhado nesse fluido, haurindo nele a força que move as coisas e mantendo-se em contato permanente e direto com o seu pensamento. A imagem de um fluido inteligente universal, evidentemente, não passa de uma
comparação apropriada a dar de Deus uma ideia mais exata do que os quadros que o apresentam debaixo de uma figura humana. Destina-se ela a fazer compreensível a possibilidade que tem Deus de estar em toda parte e de se ocupar com todas as coisas.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO
a) Podemos definir a Providência como sendo a onipresença de Deus?
R - A Providência Divina é a presença de Deus em toda parte, tudo vendo, tudo presidindo e oferecendo às criaturas a sua solicitude. Ela se faz presente até nos mais ínfimos atos e pensamentos de cada um. É nisto que consiste a ação providencial.
Admitida à existência de Deus, só se pode admitir, quanto à sua ação, que ela se exerça sobre as leis gerais do Universo; que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis, às quais toda criatura se acha submetida na esfera de suas atividades, sem que haja mister a intervenção incessante da Providência. Porém, no estado de inferioridade em que nos encontramos, o homem ainda tem dificuldade de compreender isso, circunscrevendo a ação da Divindade aos seus próprios limites. Daí a concepção de uma imagem com traços humanos, sentado num trono perdido nos céus, onde exerce a soberania de seu poder.

b) Como Kardec procura explicar a influência de Deus em nossas vidas?
R - Mesmo reconhecendo a impotência da humanidade para compreender a essência divina, Kardec admite uma hipótese possível para a compreensão da questão: um fluido inteligente, que enche o Universo e penetra todos os corpos, atuando com discernimento, vontade e liberdade. Tendo a parte de um todo a mesma natureza e as mesmas propriedades que ele, podemos concluir que toda a criação está impregnada desse fluido, submetendo-se à sua ação inteligente, à sua providência e à sua solicitude. Nenhum ser haverá que não esteja saturado desse fluido. Em consequência, achamo-nos
constantemente na presença de Deus. Nenhuma de nossas ações, nenhum de nossos pensamentos, podemos lhe subtrair, havendo, pois, razão para se dizer que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos
nele, como ele está em nós, segundo as palavras do Cristo.

c) Qual a importância da prece, segundo o estudo da Providência Divina?
R - Estando, assim, Deus em toda a parte, a tudo vendo e a tudo ouvindo, os nossos pensamentos estão, ininterruptamente, em contato com o seu pensamento. Por essa razão, encontrando-nos permanentemente em contato com o Criador, a prece sempre chega até ele, não necessitando de formas convencionais nem de ser dita em voz alta. Sendo ele soberana e infinitamente bom e justo, a prece será sempre atendida, dependendo apenas do nosso
merecimento. Jesus ensinou: "pedi e obtereis"; mas, também, que "a cada um será dado segundo as suas obras".

C O N C L U S Ã O A Providência item 26 a 30 
A providência é a ação de Deus, onipresente em todo o Universo. Ao homem ainda não cabe compreendê--la inteiramente, mas apenas compreender o seu efeito. Kardec admite a existência de um centro de ação, 
um foco principal que se irradia permanentemente em toda a parte, inundando o Universo. Como o sol,
 
com a sua luz. Não estando apto a uma completa compreensão da questão, cabe à humanidade confiar na
 
providência divina com humildade, sem duvidar que Deus é bom e justo, a tudo estende a sua solicitude e
somente quer o nosso bem.

QUESTÕES PARA ESTUDO
a) Segundo Kardec, como se explica a onipresença de Deus?
Kardec cita a comunicação que recebeu de um Espírito - Quinemant - na qual ele faz uma analogia que
 
nos leva a entender a presença de Deus em toda a parte. Segundo esse Espírito, o Universo estaria para
 
Deus como o corpo humano está para o espírito: os membros desse corpo, os diferentes órgãos, os nervos,
 
os músculos, as articulações, enfim, todas as partes que o compõem são individualidades materiais do corpo.
Nenhum movimento, nenhuma impressão podem produzir sem que o espírito tenha consciência do que ocorra.
O espírito as sente, distingue, analisa a causa determinante e o ponto em que se produziu através do fluido
perispirítico.
Fenômeno análogo se daria entre Deus e a criação. Em toda a parte da Natureza, da mesma maneira que
 
o espírito com o corpo, Deus estaria presente, relacionando-se permanentemente com todos os elementos da
criação, da mesma forma que o espírito está permanentemente em relação com as partes do corpo humano.

b) O que quis o Codificador dizer ao concluir que o foco divino "...está em toda a parte e em parte nenhuma"?
Kardec admite que a força inteligente que é Deus possui um centro de ação, um foco que irradia
 
incessantemente o Universo, tal como o Sol com a sua luz. Não pode o homem, contudo, localizar esse foco,
 
que, provavelmente, não se encontra fixado em um determinado ponto. Enchendo Deus o Universo, esse foco
 
não precisa transportar-se para irradiar em toda a parte onde a sua soberana vontade julgue conveniente. Daí
 
poder dizer-se que está em toda a parte e em parte nenhuma. Em toda a parte, porque atua e irradia em todos
 
os pontos do Universo; em parte nenhuma, porque não se circunscreve a um determinado ponto.

c) Como devemos nos portar diante da incógnita a respeito do que seja Deus?
Não podendo o homem, no estágio evolutivo em que se encontra, compreender com exatidão a providência
 
de Deus, devemos nos humildar e compreender que ela existe; que Deus é justo e bom em sua essência; a
 
todos e a tudo estende a sua solicitude; somente quer o nosso bem e, por isso, devemos confiar nele. Isso é o
quanto basta para alcançarmos a felicidade. De resto, esperemos que evoluamos o suficiente para nos tornarmos
dignos de compreendê-lo em toda a sua integridade.

C O N C L U S Ã O A Visão de Deus item 30 a 37
O homem não pode ver Deus devido à limitada capacidade de percepção de seus órgãos visuais. Unicamente com a visão espiritual é que se pode ver os espíritos e as coisas do mundo espiritual. A aparência de Deus ainda não nos é dado conhecer, pois, no estágio evolutivo em que nos situamos, não temos qualquer ponto de referência que nos permita uma comparação. Os nossos órgãos materiais não podem perceber as coisas de essência espiritual. Unicamente com a visão espiritual é que podemos ver os Espíritos e as coisas do mundo imaterial. Somente a nossa alma, portanto, pode ter a percepção de Deus.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO
a) Como Kardec explica a impossibilidade de vermos Deus?
R - Enquanto no plano da carne, não podemos ver Deus por termos as nossas percepções visuais limitadas pela matéria densa de que é constituído o nosso organismo físico. A visão através dos órgãos materiais não nos permite ver as coisas de essência espiritual. Não sendo Deus pertencente ao mundo material, embora presente entre nós, como o
vimos nos estudos anteriores, somente o espírito pode percebê-lo, como a tudo que diz respeito ao mundo imaterial. Mesmo no plano espiritual, a visão de Deus é privilégio dos espíritos mais sublimados, que se encontram num grau de evolução elevado o suficiente para tanto.
Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber. Pelo fato de não o verem, não se segue que os Espíritos imperfeitos estejam
mais distantes dele do que os outros; esses Espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz.

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b) O que temos que fazer para um dia podermos ver Deus?
R - Somente os espíritos que atingiram o mais alto grau de evolução, desmaterializando-se de modo absoluto, podem almejar ver Deus. Quando atingirmos esse nível, desimpedidos da matéria obscurecida, poderemos vê-lo em todo o lugar, pois ele está em toda a parte. À medida que os espíritos se depuram, têm dele uma intuição mais clara. Não o vêem, mas compreendem-no melhor; a luz é menos difusa. Receberam dele os eflúvios do seu pensamento, como nos sucede com relação aos Espíritos que nos envolvem em seus fluidos, embora não os vejamos.
Resta-nos, pois, seguir suas leis sábias e soberanas, que se encontram escritas em nossas consciências, para alcançarmos essa evolução necessária.

c) Sob qual aparência Deus se apresenta àqueles que podem o ver?
R - A linguagem humana não está capacitada para dizer qualquer coisa a respeito. Limitados às nossas necessidades e às nossas idéias, não temos nenhum parâmetro para que possamos fazer juízo de tal coisa. Mesmo os povos mais civilizados e os espíritos mais evoluídos que se encontram encarnados não têm capacidade de descrever as belezas celestes. Se o homem ainda não conseguiu, sequer, definir Deus nem conhecer inteiramente a natureza de Deus, face à sua inteligência ainda muito restrita, tendo de se contentar com o conhecimento de alguns de seus atributos, quanto mais saber a respeito de sua aparência.


Fonte:www.cvdee.org.br

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