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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Parábola dos Lavradores Maus ou dos Rendeiros Infiéis

"Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma cerca de varas, cavou ali um lagar ( é o local onde se pisam frutos para separar sua parte líquida da massa sólida), edificou uma torre e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para outro país. Ao aproximar o tempo dos frutos, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe tocavam. Estes, agarrando os servos, feriram um, mataram outro e a outro e a outro apedrejaram. Enviou ainda outros servos em maior número; e trataram-no de mesmo modo. Por último, enviou-lhe seu filho, dizendo: Terão respeito ao meu filho. Mas, os lavradores, vendo-o, disseram entre si, este é o herdeiro, vinde, matemo-lo e apoderemos-nos da sua herança; e, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando pois vier o senhor da vinha, que fará àqueles  lavradores? Responderam-lhe: Fará perecer horrivelmente e estes malvados, arrendará a vinha a outros, que lhe darão os frutos no tempo próprio. ( Mt XXI 33-42, Mc XII   1-9, Lc XX 9-16)

O sentido da parábola é este:
Nesta parábola dos lavradores maus, redeiros infiéis, quis Jesus explicar a soberania da ação divina que às vezes tarda, mas não falha; e quis ainda mostrar a seus discípulos quem são os lavradores que prejudicam a sua seara.
A seara é a Humanidade; o proprietário é Deus; a vinha que ele plantou é a religião; o lagar são os meios de purificação espiritual que ele concede; a casa que edificou é o mundo, os lavradores que arrendaram a lavoura são os sacerdotes de todos os tempos, desde os antigos que sacrificavam o sangue dos animais, até os nossos comtemporâneos.
Os primeiros servos que foram feridos, apedrejados e sacrificados, são os profetas da Antiguidade, que passaram por duras provações; Elias, Eliseu, Daniel, que foi posto na cova dos leões; o próprio Moisés, que sofreu com os sacerdotes do Faraó e com os israelitas fanatizados que chegaram fundir um bezerro de ouro para adorar, contra a lei do Senhor; depois veio João Batista, que foi degolado; e depois outros servos, que passaram pelos mesmos sofrimentos dos primeiros - apóstolos e profetas, como Estevão que foi lapidade; Paulo, Pedro, João, Tiago, que sofreram martírios, e todos os demais que não têm acompanhado as concepções sacerdotais.
O filho do proprietário, que foi morto pelos rendeiros que se apossaram  da sua herança, é Jesus Cristo, Senhor Nosso, que sofreu o martírio ignominioso da cruz. E de acordo com as previsões da parábola, os tais sacerdotes se apossaram da herança com a qual se locupletam fartamente, deixando a seara abandonada e a vinha sem frutos para o proprietário.
Na condições em que se acha a seara, poderá o senhor deixar a sua vinha entregue e essa gente, e esses rendeiros inescrupulosos e maus?
Estamos certos de que se cumprirá brevemente a última previsão da parábola: "O senhor tomará a vinha desses malvados e a arrendará a outros, que lhe darão os frutos no tempo próprio".

Extraído do livro Parábolas e Ensinos de Jesus - Caibar Schutel









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