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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Depressão

Recorramos a Joanna de Ângelis: "A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes que não mais se experimentam. Pode proceder de existência transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser, lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.
A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.
A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem permanecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular caracteriza a gravidade do transtorno emocional.
Do mesmo modo, a depressão tem a sua repercussão orgânica ou vice-versa. Um equipamento desorganizado não pode produzir como seria de desejar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emocionais irregulares tanto quanto esses produzem sensações e inarmonias perturbadoras na conduta psicológica.
A situação se torna mais grave quando se acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e lhe parece que não consegue o que anelava, não se havendo realizado em tal ou qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá gênese a um estado depressivo com indução ao suicídio". (livro Amor, imbatível amor.)
Enquanto as medicações mais variadas percorrem o corpo físico na tentativa de solucionar o problema da depressão como de outras patologias graves, a consciência endividada cobra a si mesma a reparação do desequilíbrio em que alguém foi lesado. E sempre que lesamos a outrem recebemos o efeito bumerangue do mal praticado por livre e espontânea vontade. A consciência registra o fato e o submete ao porão do inconsciente acreditando ter deletado o fato criminoso.
Nas futuras existências, por razões variadas, desse porão escapam fragmentos dos desequilíbrios praticados que passam a minar os dias daquela existência nova no corpo, mas velha em Espírito necessitado de obedecer ao alerta longínquo: vá e não peques mais. É o homem velho visitando o homem novo  como o visitante não desejável, mas impossível de ser impedido. novas substância em estudo não será solução definitiva. Representará um curativo com gaze nova em feridas velhas. Feridas profundas abrigadas na consciência enferma perante si mesma. A cura definitiva de todo e qualquer mal que traga a dor ao ser imortal permanece nos ensinamentos que reverberam através dos séculos passados e dos tempos vindouros Daquele que estará conosco até a consumação dos séculos...

Extraido: oconsolador.com.br/ano6/294/ricardo_forni.html



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