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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

TRABALHO - Obsessão


OBSESSÃO

Os dois planos da vida estão entrelaçados. A comunicação entre os encarnados e os desencarnados já é um fato comprovado pela ciência médica terrena.
O Dr. Sergio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de psicologia, de Física, de Biologia e de Espiritismo.
Dr. Sergio diz: - 
“Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida”...

Com a contribuição desse estudo, a medicina passa a reconhecer a obsessão Espiritual.




“A base dos processos obsessivos está no pensamento”.

Então o que é o pensamento?
O Pensamento é um atributo do espírito, é um fluido vivo e multiforme, inestancável que nasce da própria alma.
Através do pensamento o ser assimila força imanente do Criador, e transformando-a influencia na criação.
Através do pensamento co-criamos.
Através do pensamento entramos na herança do Pai.
Através do pensamento localizamos-nos no tempo e no espaço.
Através do pensamento elegemos as nossas companhias espirituais e terrenas.
O pensamento é tão significativo na mediunidade quanto o leito é importante para o rio (André Luiz).
O pensamento influencia a nossa vida, muito mais do que imaginamos.

“Influem os Espíritos em nosso pensamento, e em nossos atos?”.
Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.
(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 459.).

“Não existe pensamento sem sentimento; na verdade, o sentimento que lhe dá forma e natureza, daí a ligação quase que imediata entre o ser e as diversas dimensões da vida”. (André Luiz)

Nossos pensamentos são ondas eletromagnéticas que transportam informações, elas superam a velocidade da luz. Toda corrente mental nasce das emoções e desejos mais recônditos do espírito.

Somos transmissores e receptores de pensamentos.

“(...) criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. (...) Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo.”
(A Gênese, Allan Kardec, capítulo 14º, Item 15.).

OS CONCEITOS DE OBSESSÃO:
É o domínio que algum espírito concede lograr adquirir sobre certas pessoas. Kardec L.E. cap. 23;

Mediunidade torturada; Enlaço de almas comprometidas em aflitivos processos na busca de reajustes.

Obsessão é toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exercer sobre outrem pressão mental negativa — por um motivo qualquer — através de simples sugestão, indução ou obrigar, com o objetivo de domínio — processo esse que se repete continuamente, na Terra ou no Plano Espiritual inferior. E, por conseguinte, teremos o obsessor e o obsidiado.

Elas existem para todos os seres, quando não estiverem com as ações adequadas à lei do Amor.


São de todos os tempos às obsessões. Ao lermos o Novo Testamento, deparamos com inúmeros casos de assistência e amparo aos problemas obsessivos e, igualmente, no Espiritismo encontramos o mesmo devotamento altruísta na cura dos atormentados.
Se investigássemos a origem e a causa das obsessões – doenças das almas -, as encontraríamos em nossos pontos fracos e em determinados comportamentos autodestrutivos que, consciente ou inconscientemente, adotamos.
Amores e ódios, afinidades e antipatias não se desfazem sob o passe de mágica da desencarnação. Em razão disso, as atrações espirituais, por simpatia quanto por animosidade, ligam os afetos como unem os adversários no processo do continuum da vida.
O confronto entre os que devem e os que se julgam no direito de cobrar, é o grande problema da Humanidade, pois para que atinjam seus objetivos, utiliza-se de inúmeros métodos, buscando o acerto de contas.
Sabemos, através dos ensinamentos da Doutrina Espírita, que a obsessão existe por estarmos ainda contaminados de sombras.
A uma simples vibração do nosso ser, a um pensamento emitido, por mais secreto nos pareça, evidenciamos de imediato a faixa vibratória em que nos situamos, Através desse processo é que os Espíritos se aproximam de nós e, não raro, passam a nos dirigir, comandando nossos atos. Isso se dá imperceptivelmente. O importante é meditarmos a respeito de quanto somos influenciáveis, e quão fracos e vacilantes somos. O Espiritismo, levantando o véu dos mistérios, nos traz a explicação clara demonstrando-nos a verdade e, através desse conhecimento, nos dá condições de vencer os erros e, sobretudo de nos preservarmos de novas quedas.
Escolher a nossa companhia espiritual é de nossa exclusiva responsabilidade. Somos livres para a opção.
A dificuldade que temos em admitir nossas falibilidades é fator que, por si só, impede a cura que buscamos. Se modificarmos nossos pensamentos e atitudes, isto é, se considerarmos nossas limitações e conflitos começarão o processo de sanidade mental.

O PONTO FINAL NA OBSESSÃO: 
Quando aprendermos a pensar e agir de maneira moderada e saudável, a obsessão termina, porque nos tornamos livres e equilibrados, não mais perpetuando os pensamentos desajustados.

No tratamento à obsessão, faz-se necessário, a busca do auxílio espírita e psicológico de forma simultânea e, dependendo da gravidade do caso, recorrer também ao tratamento psiquiátrico.
Às vezes quando se busca somente um deles, o problema costuma retornar.

PROCESSOS OBSESSIVOS (como funciona) 
O que aproxima as criaturas umas das outras são as associações idealísticas que podem ser esportivas, religiosas, políticas, comerciais, etc. Visto que vivemos em constante estado de simbiose mental com outras consciências que se comprazem no ideal que também nos atrai.
Propulsionados pelo magnetismo que faz os iguais se aproximarem, levam, às vezes, as criaturas aos Processos Obsessivos.
Todavia, quando uma associação visa ideais inferiores, à margem das leis humanas ou das leis cósmicas, essa associação toma o nome de simbiose obsessiva.
E o processo que leva à instalação de tal associação chama-se ideia fixa, ou Monoideísmo.
O pensamento se torna imagem no plano Astral. Carregada por uma forte intensidade de algum desejo espúrio, a imagem-pensamento fica gravitando, magnetizada ao corpo Astral do encarnado que a idealizou. Como um satélite em órbita. Essa imagem, por sintonia, atrai habitantes do plano Astral que se comprazem com o mesmo tipo de atitude.
Mas essa atração não se forma só entre o elemento encarnado e os do Astral. Acontece de poder atrair também outros encarnados. É a telepatia inconsciente.
Juntadas todas essas mentes em torno do mesmo ideal, este se tornará, daí em diante, difícil de arrefecer. Quase, com toda a certeza, ele virá a acontecer.
Mesmo que a pessoa que deu início à forma mental esmoreça, arrependida, todavia o reforço de impulsão que a ideia recebeu das outras mentes a torna tão forte que, mesmo arrependida e quase a desistir, ela não consegue evitar concretizá-la.
A pessoa assim envolvida se torna escrava de vontades maiores que agora agem diretamente sobre seu sistema nervoso.
É como o estar fechada numa gaiola. Voltar à liberdade de decisões próprias custará caro.
Interferências mais crescentes dominarão o pensar de tal pessoa e, inevitavelmente, ela cometerá o desatino da agressão.
E imaginar que essa desgraça começou de um pensamento aparentemente simples.  
A título de informação podemos observar que os mais graves estados obsessivos são encontrados nos alcoólatras, nos viciados em drogas alucinógenas e nos desajustados sexuais.
Estes trazem suas mentes, invariavelmente, carregadas pelos venenos da malícia desequilibrante.
Não só os venenos adquiridos na vida atual como os herdados de suas vidas passadas.
Sem nenhum conhecimento das causas e efeitos dessa simbiose, só muito mais tarde, quando irremediavelmente “contaminados pela radiação” dos pensamentos devastadores, é que perceberão que ela não é tão inofensiva como parecia.
Mas aí, já será muito tarde, pois estão mergulhados num abismo.
Corrigir os rumos, só com os recursos de um criterioso tratamento desobsessivo, que se prolongará, talvez, até por muitas encarnações.

O COMEÇO DE UM PROCESSO OBSESSIVO – CONCLUINDO: 
A instalação de um quadro de obsessão vem da ideoplastia que uma pessoa tenha criado e que atraiu a outro. Não importa em que lado esteja um ou o outro. Seja um encarnado e um desencarnado; sejam os dois encarnados, ou ainda, sejam os dois desencarnados.

ORIGEM DAS OBSESSÕES
Internas: O doente é o próprio obsessor, praticando uma auto-obsessão, pois projeta para si mesmo um campo mental com ideias equivocadas e fantasiosas, que se tornam fixas, sobrepondo a razão. Nesse caso o subconsciente predomina.
Externas: Quando é provocada por agentes estranhos, alheios ao doente, que podem ser:

Diretos: entidades desencarnadas.
b        Indiretos: larvas (pensamentos e formas) e outras espécies de influencias telepáticas.

Em todos os casos a perturbação pode ter duração mais ou menos limitada e, afastada a causa, cessam os efeitos, quase sempre recuperando a mente sua normalidade anterior.
Podemos considerar loucura, os casos em que o organismo foi invadido por agentes patológicos ou causadores de lesões nos centros anímicos como, a sífilis, o álcool, traumatismos, etc.
             
Em todos os casos em que a cura é permitida, se colhe bons resultados quando o doente colabora, reagindo no campo moral, buscando a reabilitação.
Caso contrario, os resultados serão passageiros, pois o doente acaba se acumpliciando com o obsessor, perdurando em muitos casos até após a morte.
Os obsidiados se acostumam com os obsessores, havendo entre eles troca de fluidos por vários anos e se separamos eles violentamente, podem surgir lesões mais ou menos graves no organismo físico ou psíquico.   
Nem sempre se pode afastar o obsessor do obsidiado, pois ambos estão ligados entre si por laços fluídicos e indissolúveis, em tarefas de resgates carmicos.

CLASSIFICAÇÃO DAS OBSESSÕES
Para compreendermos esse delicado e urgente assunto é necessário conhecer algo do mecanismo das perturbações espirituais. 

“A obsessão é uma infestação da alma, semelhante à infecção do corpo carnal, produzida por vírus e bactérias” ( Kardec).

Kardec classificou a obsessão em três categorias: obsessão simples, subjugação e fascinação.
O primeiro tipo, obsessão simples, se caracteriza por perturbações mentais e alterações de comportamento, sem muita gravidade.

O segundo, subjugação, pelo domínio do corpo, produzindo-lhe os chamados tiques nervosos e sujeitando-o a atitudes ridículas em público.

O terceiro, fascinação, consiste no domínio hipnótico de corpo e alma, através de um processo de fascinação que deforma a personalidade. (Herculano Pires).

Obsessão simples: Na obsessão simples o Espírito inferior procura, através de sua tenacidade e persistência, intrometer-se na vida do obsediado, dando-lhe sugestões que, na grande maioria das vezes, são contrárias a sua forma habitual de pensar. Quando se trata, por exemplo, de um médium acometido por obsessão simples, o Espírito inferior se intromete nas suas comunicações e o impede de se comunicar com outros Espíritos, ou se apresenta substituindo e se fazendo passar por outros. Entretanto, esclarece Kardec, ninguém está obsediado pelo fato de ser enganado por um Espírito mentiroso. A obsessão consiste na ação persistente de um Espírito, e do qual não se consegue desembaraçar, à pessoa sobre quem ele atua. O melhor médium pode ser enganado, sobretudo no começo, que lhe falta a experiência necessária, pode-se pois, ser enganado sem ser obsediado.

"A obsessão simples, é uma parasitose comum em quase todas as criaturas, considerando o natural intercâmbio psíquico existente em todos os setores do Universo." (Manoel Philomeno de Miranda).

Entretanto, o problema reside na fixação, pois o próprio significado da palavra obsessão, como vimos, revela idéia fixa, o que caracteriza o instalação do processo obsessivo. Surgem, assim, como sinais e sintomas da obsessão simples, as desconfianças excessivas, os estados de insegurança pessoal, as enfermidades sem causas definidas, etc. Observamos também, mudanças algo súbitas no temperamento habitual do obsediado, em razão das mensagens telepáticas emitidas pelo obsessor e reforçadas nos clichês mentais que ressurgem dos arquivos do inconsciente.

Fascinação: Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo espírito no pensamento do médium e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar as comunicações. O médium fascinado não acredita que o estejam enganando, onde através de uma confiança cega, não vê o absurdo que escreve, mesmo quando este salta aos olhos de todos.

Kardec não teve tempo de continuar os estudos, temos outras formas de obsessão: (Nas obras de André Luiz, série Nosso Lar, são estudos casos de obsessão).


Subjugação: É a paralisação da vontade da vitima, fazendo-a agir sob verdadeiro jugo, ela pode ser Moral e corpórea.

Moral: O indivíduo é levado a tomar decisões absurdas e comprometedoras, que iludido considera sensatas é uma espécie de fascinação.

Corpórea: O Espírito age sobre os órgãos materiais, provocando movimentos involuntários, levando-o por vezes a praticas atos ridículos.

Vampirismo: É um tipo de obsessão no campo das viciações sensoriais e essa denominação decorre de sua principal característica, que é a sucção de energias vitais da vítima por esses obsessores.     
a) Tóxicos: fumos, álcool, entorpecentes; b) O de energias orgânicas; c) De ectoplasma: por materializações, visando vários fins.
            Nessa ultima podemos encontrar o vampirismo sexual, cujas materializações podem ser totais ou parciais, ocorrendo tanto no plano material como no espiritual.

Vampirismo sexual a ligação perturbadora por parte do obsedado se dá com espíritos inferiores que se deixaram arrastar nos delírios da sensualidade e continuam nessa situação após a morte.
Modalidade grave de perturbação espiritual, “o vampirismo sexual pode reduzir o obsedado à inutilidade, afetando-lhe o cérebro e o sistema nervoso, tirando-lhe toda disposição para atividades sérias”. Traduz-se em incontáveis “casos de sexualidade mórbida, exasperada pela atividade dos vampiros”. (Herculano Pires)

RELATO DE CASO - Uma parceria sinistra 
Para mostrar a complexidade do problema, que acomete tanto héteros quanto homossexuais, o professor Herculano Pires relata um fato ocorrido com um jovem recém saído da adolescência. O caso foi testemunhado por ele próprio e bem ilustra o quanto o vampirismo é uma parceria sinistra.
Conta ele:

“Um jovem de pouco mais de vinte anos procurou-nos para expor o seu caso. Começou dizendo em lágrimas, de mãos trêmulas: ‘Sou um desgraçado que goza mais do que muitos rapazes felizes. Toda noite sou procurado em meu leito por uma deidade loira e belíssima, extremamente amorosa, que se entrega a mim. É uma criatura espiritual, bem sei, e não quero aceitá-la, mas não posso repeli-la. Após, ela desaparece como nos contos de fadas e eu me levanto e grito por ela em tamanho desespero que acordo os vizinhos. Todos pensam que sou um sonâmbulo ou um louco. Ajude-me, por piedade!’”

Relata o professor que o caso vinha de longe, desde os 16 anos. A jovem lhe aparecera pela primeira vez como sua filha de outra encarnação. Na verdade,“essa referência filial era um embuste”, observa o professor, um engodo“destinado a aumentar as sensações com o excitante do pecado. Seis anos depois o reencontro por acaso. Fugira envergonhado pela confissão e com medo de que o libertássemos da obsessão. Mas já parecia um velho, cada vez mais trêmulo e de cabelos precocemente grisalhos. Prometeu ir ao centro que lhe indicamos, mas não foi. O vampirismo o exauria e deve tê-lo levado a morte precoce.”
Esclarece o professor que casos desta espécie são mais frequentes do que geralmente supomos, mas permanecem em sigilo. 

“A situação de ambivalência da vítima auxilia o vampirismo destruidor”, lamenta. (Herculano Pires)

Efeitos Físicos Os intelectuais encontram nos efeitos físicos, possibilidades de investigação de fundo cientifico; os que precisam ver para crer e os filiados a credos dogmáticos podem verificar pessoalmente, a realidade da vida espiritual, do intercâmbio entre os mundos físico e etéreo, enfim, da imortalidade da alma. 
 
A DESOBSESSÃO NATURAL: “Encontrar Jesus significa libertação”. Libertação do passado, dos erros que nos aprisionam como pesadas correntes. Libertação de nós mesmos.
Encontrar Jesus, realmente, significará mudança radical na intimidade do nosso ser. “Será a reforma interior definitiva - o nascimento de um homem novo, que veio finalmente à luz daquele que é a Luz do Mundo”.

Profilaxia das Obsessões: É a do Evangelho, é praticar o bem e ser bom.

ANTÍDOTO: O Amor

Bibliografia:
Livro do Espíritos – Allan Kardec.
A imensidão dos Sentidos – Hammed – Francisco do Espírito Santo Neto.
Obsessões e Desobsessões – Suely Caldas Schubert.
Palestra Espírita – Dra. Marlene nobre – Diversas faces da obsessão – youtube.




TRABALHO EM GRUPO
CURSO BÁSICO I 
GRUPO SOCORRISTA ITAPORà
UNIÃO FRATERNAL
– SP – 
ALUNOS:
Elaine  Saes
Maria C. S.
Murilo F.M.

2012

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