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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

TRABALHO - LETARGIA/CATALEPSIA/MORTE APARENTE

Letargia - Catalepsia - Morte Aparente
L.E. - livro segundo – Cap. VIII – Questão 422/424

catalepsia e a letargia não são enfermidades físicas, mas faculdade mediúnica e como qualquer faculdade mediúnica, precisa ser educada, caso contrário torna-se prejudicial ao seu possuidor, sendo um campo às obsessões. São faculdades gêmeas, isto é, derivadas do mesmo princípio, que é a perda temporária da sensibilidade e do movimento do corpo físico, diante de um estado de emancipação profunda da alma (desdobramento). Em geral, veem e ouvem o que em derredor se passa, mas não podem exprimir o que observam, pois eles percebem com o espírito.

Caracteriza-se a catalepsia, pela suspensão parcial ou total da sensibilidade, e dos movimentos voluntários do corpo físico, há consciência. Quando essa faculdade é educada ao trabalho mediúnico, o espírito recebe orientação através do aparelho, para o auxílio caritativo no plano espiritual.

A catalepsia pode manifestar-se em diversas enfermidades, como na histeria, na epilepsia e em algumas formas de esquizofrenia. Pode ocorrer naturalmente, sem uma causa apa­rente, ou pode ser provocada (hipnotismo ou obsessão).

A letargia é uma apresentação mais profunda que a catalepsia. Conhecida como morte súbita. O letárgico nada ouve nada sente, não vê o mundo exterior, a própria consciência se lhe apaga, fica num estado que se assemelha à morte.

Na letargia o corpo não está morto, pois o perispírito continua ligado ao corpo físico por laços fluídicos, sua vi­talidade se encontra em estado latente, porém, não aniquilada.
É exata­mente dentro da letargia que se incluem os casos de mortes aparentes regis­tradas no Novo Testamento - ressurreição de Lázaro, da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim. Onde Jesus vendo os  laços fluídico, pode através do magnetismo, fortalecer as forças vitais, caso contrário seria impossível trazê-los à vida.

Yvonne Pereira, médium brasileira, quase foi enterrada na tenra idade por ter sido considerada morta pelos médicos. Hoje há aparelhos que detectam que há vida ao corpo. Seria o coma hoje?

Sendo a catalepsia e a letargia uma faculdade, patrimônio psí­quico da criatura e não propriamente uma enfermidade, compreender-se-á que nem sempre a sua ação comprova inferioridade do seu possuidor, pois que uma vez adestrados, ambos poderão prestar excelentes servi­ços à causa do bem.

Um Espírito encarnado, por exemplo, já evoluído, poderá cair em transe letárgico ou cataléptico volunta­riamente, alçar-se ao espaço para desfrutar o convívio dos amigos es­pirituais, dedicar-se a estudos profundos, colaborar com o bem e de­pois retornar à carne, reanimado e apto a excelentes realizações.


RESSURREIÇÕES - Os Milagres do Evangelho - A Gêneses
A filha de Jairo
37. Tendo Jesus passado novamente, de barca, para a outra margem, logo que desembarcou, grande multidão se lhe apinhou ao derredor. Então, um chefe de sinagoga, chamado Jairo veio ao seu encontro e, ao aproximar-se dele, se lhe lançou aos pés, — a suplicar com grande instância, dizendo: Tenho uma filha que está no momento extremo; vem impor-lhe as mãos para a curar e lhe salvar a vida.
Jesus foi com ele, acompanhado de grande multidão, que o comprimia.
Quando Jairo ainda falava, vieram pessoas que lhe eram subordinadas e lhe disseram: Tua filha está morta; por que hás de dar ao Mestre o incômodo de ir mais longe? — Jesus, porém, ouvindo isso, disse ao chefe da sinagoga: Não te aflijas, crê apenas. — E a ninguém permitiu que o acompanhasse, senão a Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu ele uma aglomeração confusa de pessoas que choravam e soltavam grandes gritos. — Entrando, disse-lhes ele: Por que fazeis tanto alarido e por que chorais? Esta menina não está morta, está apenas adormecida. — Zombavam dele. Tendo feito que toda a gente saísse, chamou o pai e mãe da menina e os que tinham vindo em sua companhia e entrou no lugar onde a menina se achava deitada. — Tomou-lhe a mão e disse: Talitha cumi, isto é: Minha filha, levanta-te, eu to ordeno. — No mesmo instante a menina se levantou e se pôs a andar, pois contava doze anos, e ficaram todos maravilhados e espantados. (S. Marcos, 5:21 a 43.)

O filho da viúva de Naim
38. No dia seguinte, dirigiu-se Jesus para uma cidade chamada Naim; acompanhavam-no seus discípulos e grande multidão de povo. — Quando estava perto da porta da cidade, aconteceu que levavam a sepultar um morto, que era filho único de sua mãe e
essa mulher era viúva; estava com ela grande número de pessoas da cidade. — Tendo-a visto, o Senhor se tomou de compaixão para com ela e lhe disse: Não chores. — Depois, aproximando-se, tocou o esquife e os que o conduziam pararam. Então, disse ele:
Mancebo, levanta-te, eu o ordeno. — Imediatamente, o moço se sentou e começou a falar. E Jesus o restituiu à sua mãe. Todos os que estavam presentes ficaram tomados de espanto e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo. — O rumor desse milagre que ele fizera se espalhou por toda a Judéia e por todas as regiões circunvizinhas. (S. Lucas, 7:11 a 17.) 
39. Contrário seria às leis da Natureza e, portanto, milagroso, o fato de voltar à vida corpórea um indivíduo que se achasse realmente morto. Ora, não há mister se recorra a
essa ordem de fatos, para ter-se a explicação das ressurreições que Jesus operou.
Se, mesmo na atualidade, as aparências enganam por vezes os profissionais, quão mais freqüentes não haviam de ser os acidentes daquela natureza, num país onde nenhuma precaução se tomava contra eles e onde o sepultamento era imediato. É, pois, de todo ponto provável que, nos dois casos acima, apenas síncope ou letargia houvesse. O próprio Jesus declara positivamente, com relação à filha de Jairo: Esta menina, disse ele, não está morta, está apenas adormecida.
Dado o poder fluídico que ele possuía, nada de espantoso há em que esse fluido vivificante, acionado por uma vontade forte, haja reanimado os sentidos em torpor; que
haja mesmo feito voltar ao corpo o Espírito, prestes a abandoná-lo, uma vez que o laço perispirítico ainda se não rompera definitivamente. Para os homens daquela época,
que consideravam morto o indivíduo desde que deixara de respirar, havia ressurreição em casos tais; mas, o que na realidade havia era cura e não ressurreição, na acepção
legítima do termo. 
40. A ressurreição de Lázaro, digam o que disserem, de nenhum modo infirma este princípio. Ele estava, dizem, havia quatro dias no sepulcro; sabe-se, porém, que há letargias que duram oito dias e até mais. Acrescentam que já cheirava mal, o que é sinal de decomposição. Esta alegação também nada prova, dado que em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo, mesmo antes da morte, ha“Ananias, tendo ouvido aquelas palavras, caiu e rendeu o Espírito e todos os que ouviram falar disso foram presas de grande temor.
— Logo, alguns rapazes lhe vieram buscar o corpo e, tendo-o levado, o enterraram. — Passadas umas três horas, sua mulher (Safira), que nada sabia do que se dera, entrou. — E Pedro lhe disse... etc. — No mesmo instante, ela lhe caiu aos pés e rendeu o
Espírito. Aqueles rapazes, voltando, a encontraram morta e, levando-a, enterraram-na junto do marido.” vendo em tal caso cheiro de podridão. A morte só se verifica
quando são atacados os órgãos essenciais à vida. E quem podia saber que Lázaro já cheirava mal? Foi sua irmã Maria quem o disse. Mas, como o sabia ela? Por haver já quatro dias que Lázaro fora enterrado, ela o supunha; nenhuma certeza, entretanto, podia ter. (Cap. XIV, nº 29.)
Elaine Saes

 Bibliografia
1) Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) Magnetismo Espiritual - Michaelus
3) Hipnotismo e Espiritismo - José Lapponi
4) Recordações da Mediunidade - Yvonne A. Pereira
5) Diversidades dos Carismas - Hermínio C. Miranda
6) Nos Domínios da Mediunidade- André Luiz/Chico Xavier
CDVEE – estudo sobre mediunidade

4 comentários:

  1. Muito bom o texto. A catalepsia também surge à noite no meio do sono, não sei dizer por qual meio. Às vezes é possível sentir os espíritos, às vezes ouvir, às vezes ouvir e ver. Caso se tenha algum conhecimento de projeção, também é possível se desprender do corpo físico. Só não sei como se pode trabalhar no bem através desse tipo de mediunidade que às vezes aparece às vezes não.

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  2. Obrigada pelo comentário. A catalepsia é uma faculdade mediúnica e deve ser educada no centro espírita, pois é um campo de trabalho. O espírito desdobrado recebe orientações do grupo de médiuns, através do corpo físico que se encontra na sala; podendo assim, atuar em auxílio aos necessitados no plano espiritual, Sempre monitorado pela equipe espiritual.
    Elaine Saes

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  3. Uma pessoa bastante estudiosa da Doutrina , me disse que letargia e catalepsia nao sao faculdades mediunicas ( a comunicacao nao vem de um outro Espirito). E sim a emancipacao da alma.
    Isso e correto ? Vc poderia explicar pq afirma que sao uma faculdade mediunica ?

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  4. Anônimo (rsr) agradeço a participação, quem fez essa afirmação sobre letargia e catalepsia foi Dr Bezerra de Menezes no livro Recordações da mediunidade de Yvonne A Pereira pág 8 a 13.
    Ali encontramos informações esclarecedoras sobre o tema.
    Bom estudo.
    Com carinho
    Elaine Saes

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